TECNOLOGIA
Ministra Luciana Santos destaca integração Sul-Sul na abertura do Seminário de Inovação Brasil-China
Nesta quarta-feira (24), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou da abertura do Seminário Sino-Brasileiro de Inovação, Ciência e Tecnologia — Rota da Seda, na Embaixada da China, em Brasília (DF). O evento reuniu os secretários estaduais de ciência, tecnologia e inovação, outras autoridades, representantes de empresas e especialistas para debater inteligência artificial, parques tecnológicos e oportunidades de cooperação em ciência, tecnologia e inovação.
A ministra destacou a relevância da integração entre os dois países. “É uma honra participar deste Seminário Sino-Brasileiro de Inovação, Ciência e Tecnologia – Rota da Seda, que simboliza a força da integração Sul-Sul e um futuro ainda mais promissor para as nossas economias e sociedades”, afirmou a ministra. O seminário foi promovido pela Embaixada da República Popular da China no Brasil e pelo Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti).
Luciana Santos também ressaltou a importância de unir esforços diante dos desafios globais. “Esses problemas não reconhecem fronteiras e só serão solucionados por meio da cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação”, destacou, ao lembrar que Brasil e China avançam juntos em áreas estratégicas como inteligência artificial, transformação digital e transição energética.
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, frisou a relevância da parceria bilateral e da convergência estratégica entre os países. “O objetivo do evento de hoje é integrar ciência, tecnologia e inovação ao projeto mais amplo de cooperação bilateral, de alto nível, e transformar resultados em benefícios concretos”, disse.
Ao projetar os próximos passos, o embaixador acrescentou: “Precisamos usar a inovação como ponte e a cooperação como força motriz, trazendo novo impulso ao desenvolvimento da relação bilateral”. Ele defendeu ainda a ampliação da colaboração em áreas prioritárias como mudanças climáticas, biodiversidade e tecnologias emergentes.
A programação do seminário incluiu palestra magna do embaixador, painéis com lideranças de empresas chinesas e brasileiras e a participação de representantes do MCTI em debates sobre inovação e desenvolvimento tecnológico.
Antes da cerimônia de abertura, a ministra Luciana Santos e o embaixador Zhu Qingqiao se reuniram para tratar de cooperação bilateral em inteligência artificial.
Cooperação Brasil-China
A parceria entre Brasil e China em ciência e tecnologia acumula mais de quatro décadas de resultados. O destaque é Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, conhecido como Programa CBERS (sigla em inglês). Iniciada nos anos 1980, a iniciativa já colocou em órbita seis satélites de observação da Terra. O sétimo satélite, o CBERS-6 já se encontra em fase desenvolvimento e, recentemente, os dois governos firmaram o protocolo para o CBERS-5, que será geoestacionário e meteorológico, e garantirá ao Brasil autonomia no monitoramento ambiental e climático.
Além do setor espacial, novos projetos ampliam o alcance da cooperação. Entre eles estão o radiotelescópio Bingo, a pesquisa em computação quântica, a mecanização agrícola com uso de inteligência artificial e a modernização da produção de radiofármacos. Também estão em andamento a criação do Centro de Transferência de Tecnologia China-Brasil e de um laboratório para apoiar a agricultura familiar no semiárido.
Essas iniciativas mostram como a cooperação bilateral vai além de acordos políticos, envolvendo universidades, centros de pesquisa e empresas na construção de soluções conjuntas para inovação científica, desenvolvimento industrial e impacto social.
TECNOLOGIA
Brasil vence principal competição latino-americana de Direito Espacial
O Brasil alcançou um feito inédito no Direito Espacial: uma equipe brasileira venceu a etapa latino-americana da Competição de Júri Simulado em Direito Espacial Manfred Lachs, principal disputa internacional da área para estudantes universitários. A vitória garantiu ao País uma vaga na final mundial, em outubro, durante o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Antália, na Turquia.
A final da VI Rodada Latino-Americana ocorreu na quinta-feira (21), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O evento foi organizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela Rede Latino-Americana e do Caribe do Espaço (ReLaCa Espaço). Esta também foi a primeira vez que o Brasil sediou a competição.
A equipe vencedora foi da Universidade Federal do Pará (UFPA), formada pelos estudantes Antony Davi Costa de Sena, Giovanna Reis Miranda e Lívia Ribeiro de Azevedo, com orientação da professora Mariana Monteiro de Matos. Na final, os brasileiros disputaram contra a Universidade Católica da Colômbia.
Além do título principal, o Brasil conquistou outros dois prêmios inéditos na competição: o prêmio de melhor oradora para Lívia Ribeiro de Azevedo (UFPA) e a categoria de melhor memorial jurídico para Camila Ribas dos Reis e Natália Lucena dos Santos, da Universidade Católica de Santos (Unisantos).
Para a professora Mariana Monteiro de Matos, a conquista é resultado de anos de dedicação e fortalecimento da educação e da pesquisa na Amazônia. Segundo ela, a equipe foi movida pela vontade de aprender, compartilhar experiências e ampliar o acesso ao Direito Internacional e ao Direito Espacial entre jovens da região.
“O resultado não foi por acidente, mas uma coroação de anos de trabalho duro e um sonho maior: fortalecer a educação e o Direito Internacional na Amazônia. Meu coração está cheio de alegria de ver isso acontecendo e espero que outros jovens se contagiem com este espírito e se juntem a nós, estejam onde estiverem, mas, especialmente, na Amazônia”, disse a professora Mariana.
Os estudantes vencedores demonstraram que a competição foi mais do que uma disputa universitária. Durante meses de preparação, eles aprofundaram conhecimentos em áreas ainda pouco conhecidas no Brasil, como Direito Espacial, tecnologia e Direito Internacional. O grupo também ilustrou a importância de incentivar mais estudantes da Amazônia e da América Latina a se aproximarem do setor espacial.
A Competição Manfred Lachs foi promovida em conjunto com o XI Encontro Internacional da Rede Latino-Americana de Direito Espacial.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e responsável pela coordenação da Política Espacial Brasileira. Criada em 1994, a instituição atua no desenvolvimento das atividades espaciais no País e na promoção do uso estratégico do setor espacial para a sociedade brasileira.
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