TECNOLOGIA
Ministra lança pedra fundamental de reforma e modernização do Ibict, em Brasília
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta segunda-feira (24), em Brasília (DF), a pedra fundamental de início das obras de modernização e adequação da sede o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O anúncio foi feito pela titular do MCTI, Luciana Santos, e o diretor do instituto, Tiago Braga.
O instituto, criado em 1954, é uma unidade de pesquisa do ministério dedicada à organização, preservação e uso da informação científica e tecnológica no Brasil. Atua como referência em temas como repositórios digitais, bibliometria, preservação digital e formação de redes de informação.
A ministra visitou a sede do Ibict, no Setor de Autarquias Sul de Brasília, e assistiu ao projeto de reforma desenvolvido pelos servidores. Segundo ela, a obra representa a valorização da ciência e fortalecimento das instituições de pesquisa.
“Hoje estamos reforçando o compromisso com este Brasil que produz ciência de qualidade, que democratiza o acesso à informação, que combate a desinformação, que prepara sua população para as novas fronteiras do conhecimento e que transforma ciência em desenvolvimento social, econômico e ambiental”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou iniciativas como a liberação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e editais de fomento à infraestrutura das unidades de pesquisa por meio do ProInfra.
Tiago Braga agradeceu o esforço do ministério e lembrou a história do instituto. “Este prédio foi a primeira sede do MCTI com o ministro Renato Archer, e foi sede ao longo do tempo de várias instituições do ministério. Nessa reforma, a gente vislumbrou ter a biblioteca como porta de entrada e uma série de laboratórios voltados à missão do Ibict”, disse. Os pavimentos modernizados abrigarão um Centro Integrado de Informação, com biblioteca, laboratórios de pesquisa e arquivo, além de um auditório.
Reforma
Desde 2023 o Ibict vem conduzindo o projeto de modernização e requalificação de sua sede em Brasília. A iniciativa teve origem em laudos técnicos estruturais, elétricos e hidrossanitários que identificaram questões como instalações elétricas defasadas e ausência de adequação às normas de acessibilidade.
Com os recursos liberados em fases anteriores, o Ibict contratou e iniciou a execução da modernização dos pavimentos térreo, mezanino e 1º andar, com custo global de R$ 6,2 milhões, dos quais já foram assegurados R$ 3,9 milhões por meio de dotações orçamentárias próprias. O valor remanescente deve ser alocado no orçamento do instituto para o exercício de 2026, de modo a viabilizar a finalização integral dessa etapa. O instituto também planeja uma segunda fase da reforma no subsolo, 3º, 4º, 5º e 6º andares, que depende de R$ 7,5 milhões em recursos complementares.
Ibict
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) é referência em projetos voltados ao movimento do acesso livre ao conhecimento. Exemplo é a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), lançada em 2002, que utiliza as mais modernas tecnologias de arquivos abertos e integra sistemas de informação de teses e dissertações de instituições de ensino e pesquisa brasileiras. A plataforma possui um acervo de mais de 126 mil teses e dissertações de 90 instituições de ensino. Isso faz dela a maior biblioteca dessa natureza, no mundo, em número de registros de teses e dissertações de um só país.
Faz parte também da história recente do Ibict o lançamento do Canal Ciência, portal de divulgação científica e popularização da ciência, concretizado em 2002, que utiliza as mídias audiovisuais como recurso para inclusão de jovens na Sociedade da Informação. O Canal Ciência foi indicado ao prêmio da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, como melhor exemplo de conteúdo eletrônico e criatividade desta categoria.
TECNOLOGIA
Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência
O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.
Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.
A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível. Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.
De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.
Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.
Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.
“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.
Perguntas e respostas
Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.
O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.
Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.
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