TECNOLOGIA

MCTI participa de reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico Industrial da Saúde

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quarta-feira (29/5), da reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico Industrial da Saúde (Geceis), realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Promovido pelo Ministério da Saúde, o evento é o principal espaço de governança do Governo Federal voltado à articulação de políticas industriais e de inovação tecnológica em saúde, com foco na produção nacional e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ministra apresentou os principais investimentos do MCTI que, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), retomou suas operações após a recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Entre 2023 e março de 2025, foram contratados R$35 bilhões em projetos no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB). Só na Missão 2 – Saúde, o investimento chegou a quase R$3 bilhões em 2024.

O edital de apoio não reembolsável para Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) teve o orçamento ampliado de R$250 milhões para R$693 milhões, o que resultou na aprovação de 51 projetos voltados ao desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), terapias avançadas e produtos estratégicos para o SUS. Além disso, foram contratados mais de R$1,5 bilhão em projetos com crédito subsidiado, com prioridade para a indústria farmacêutica.

Luciana ressaltou a importância de projetos estruturantes que agora integram o Novo PAC, como o laboratório Órion, que será o primeiro complexo laboratorial de máxima contenção biológica da América Latina e o primeiro do mundo conectado a uma fonte de luz síncrotron. “Essa infraestrutura permitirá ao Brasil monitorar, isolar e pesquisar agentes biológicos, desenvolvendo diagnósticos, vacinas e tratamentos para doenças graves”, explicou a ministra.

Leia Também:  Por que o eclipse lunar total em 3 de março não será visível no Brasil? A ciência explica

Ela ainda destacou o sucesso da vacina SpiN-TEC, cem por cento brasileira, que concluiu com sucesso a Fase 2 de testes clínicos. “Desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com investimento de cerca de R$140 milhões do MCTI, por meio da RedeVírus, a SpiN-TEC é um exemplo concreto de como o investimento público e a ciência nacional podem gerar soluções autônomas, econômicas e sustentáveis, reforçando nossa soberania sanitária”, afirmou.

Novas cadeias globais da saúde

“O Brasil não pode perder a oportunidade de ampliar sua participação na reorganização das cadeias globais produtivas que está em curso desde a pandemia”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Todos nós sabíamos que, no pós-pandemia, haveria um esforço internacional para diminuir a dependência de apenas uma região do mundo na produção e inovação em saúde. O Brasil tem tudo para ampliar sua capacidade de inovação, produção, geração de renda, conhecimento e garantir o acesso seguro a medicamentos e tecnologias”, completou.

Padilha também destacou o papel do governo federal nesse processo: “Temos um presidente da República, um vice-presidente que também é ministro da Indústria e Comércio, e um ministro da Saúde todos comprometidos com esse projeto. Com o apoio das agências, do BNDES, da Finep, da Embrapii e da Anvisa, estamos integrando cada vez mais o Brasil nesse esforço global. A recente participação do país na Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde e os avanços nas parcerias internacionais, como as estabelecidas com a China, mostram que estamos ocupando um espaço estratégico nesse cenário”, disse o ministro.

FNDCT cresce e impulsiona inovação

Durante o evento, o diretor da Finep, Elias Ramos, destacou que o Brasil vive um momento inédito no campo da ciência, tecnologia e inovação. “Depois de muitos anos, não há contingenciamento no principal fundo de apoio à pesquisa, o FNDCT. É uma decisão do governo federal que prioriza de fato os investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou. Ele ressaltou ainda que os recursos do fundo têm crescido de forma significativa: foram R$10 bilhões em 2023, R$12,7 bilhões em 2024 e a previsão é de R$14,7 bilhões para 2025.

Leia Também:  Laboratórios, mares e montanhas: o Sudeste vive dias de popularização científica com a SNCT 2025

Elias Ramos também chamou atenção para o Projeto de Lei 847/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, que visa ampliar os instrumentos da Finep para atender à crescente demanda por crédito. “Só em 2024, tivemos uma demanda de R$24 bilhões do setor empresarial. Precisamos de novos mecanismos legais para ampliar nossa capacidade de financiamento e apoio às empresas, especialmente nas fases mais arriscadas da inovação”, explicou.

O diretor-presidente da Embrapii, Álvaro Toubes Prata, destacou que a instituição está alinhada com as diretrizes do Complexo Econômico Industrial da Saúde e ressaltou o papel estratégico das parcerias com o Ministério da Saúde.

Ele anunciou duas novas iniciativas em parceria com o Ministério da Saúde. A primeira envolve a criação de dois novos centros de competência: um voltado a insumos farmacêuticos baseados na biodiversidade brasileira e outro focado em vacinas e medicamentos com base na tecnologia de RNA mensageiro. “Quero dar um particular destaque ao centro de competências em vacinas e medicamentos com base na tecnologia de RNA mensageiro. Esse centro será para ajudar o Brasil a dominar as tecnologias de fronteira ligadas ao desenvolvimento de vacinas e medicamentos”, explicou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Propaganda

TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

Leia Também:  Ministra Luciana Santos recebe título de Doutora Honoris Causa da Unicap

As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

Leia Também:  Torre Alta da Amazônia registra três eventos intensos de poeira do Saara na Amazônia

Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA