TECNOLOGIA
MCTI lança Política de Empoderamento de Meninas e Mulheres em ciência, tecnologia e inovação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta quinta-feira (5), a Política de Empoderamento de Meninas e Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação. O anúncio foi feito pela ministra Luciana Santos, durante a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Mulheres e Ciência. “Essa política foi construída ao longo de três anos. Três anos de escuta, diálogo e trabalho coletivo. Ela é uma resposta às demandas da sociedade brasileira, é uma construção democrática”, disse a chefe da pasta.
A iniciativa tem como objetivo consolidar a equidade de gênero, raça, classe e diversidade como eixo estruturante das políticas de maneira transversal e permanente e foi lançada em março em alusão ao mês da mulher. “O desafio não é apenas fazer com que uma menina se veja como uma cientista do futuro. É fazer com que ela persevere, entre na universidade. E é criar as condições para ela permanecer, progredir, liderar e ser reconhecida”, destacou Luciana Santos.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, um país que não garante a dignidade da população feminina, é um país que limita o seu próprio futuro. “As mulheres, mesmo quando enfrentam desastres, situações de isolamento e sofrimento, sempre se levantam. Andando pelo Brasil, vejo que elas se mobilizam, sonham e têm esperança. E é por causa de políticas como essas, que elas fazem isso”, disse.
Entre os destaques da política, há a instituição do Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade no âmbito do MCTI. “Estamos instituindo formalmente esse comitê destinado a promover a transversalização da equidade de gênero, raça, etnia e diversidade na formulação, na implementação e no acompanhamento das políticas públicas e nas práticas institucionais de governança. Essa é uma estrutura crucial para institucionalizar os esforços e garantir que não haja retrocessos”, afirmou Luciana Santos.
Durante todo o mês, será lançada uma série de iniciativas de incentivo feminino na ciência. “Dentro dessa política, estão editais, programas, bolsas e ações afirmativas que garantem recursos, oportunidades e condições concretas para que meninas e mulheres avancem em suas trajetórias”, informou a chefe da pasta da ciência.
TECNOLOGIA
MCTI firma parceria para ampliar capacitação tecnológica de mulheres em situação de violência
Na busca por ampliação dos direitos e proteção das meninas e mulheres brasileiras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou na quinta-feira (28) um protocolo de intenções com o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
A colaboração busca estabelecer cooperação institucional para promover a autonomia econômica, a inclusão produtiva e a qualificação tecnológica de vítimas de violência doméstica e familiar.
O acordo abre espaço para a construção científica nessa luta e cria uma base de cooperação entre as três instituições, destacando iniciativas relacionadas à formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social, empreendedorismo e inserção produtiva. O protocolo também poderá subsidiar a estruturação do Programa Resgata Digital, proposta institucional de capacitação tecnológica e fortalecimento da autonomia financeira desse público.
Durante a assinatura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. A autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra.
O protocolo prevê a articulação entre as instituições para compartilhar conhecimentos, viabilizar estudos e diagnósticos, promover diálogos técnicos e identificar oportunidades para outras ações de cooperação relacionadas à inclusão produtiva, qualificação profissional e desenvolvimento de competências tecnológicas.
Além de dialogar com legislações sobre inovação e enfrentamento da violência contra a mulher, o documento tem entre seus fundamentos o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, firmado em fevereiro de 2026. O documento reforça a necessidade de estratégias articuladas entre Poder Público e sociedade civil para ampliar a proteção, a autonomia e a garantia de direitos das mulheres.
Pelo acordo, cada instituição contribuirá conforme suas competências. O MCTI atuará com sua expertise em ciência, tecnologia, inovação, transformação digital e desenvolvimento social. O Instituto Maria da Penha aportará sua experiência na promoção da conscientização, do empoderamento feminino e no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Já o IFCE contribuirá com sua atuação em educação profissional, científica e tecnológica, pesquisa aplicada, extensão e formação de recursos humanos.
O documento tem vigência de 24 meses e não prevê transferência de recursos financeiros nem execução imediata de projetos. Seu objetivo é formalizar a cooperação entre as instituições e criar as condições para o desenvolvimento de futuras iniciativas de qualificação tecnológica e inclusão produtiva de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
SNCT 2026
A assinatura do acordo conversa diretamente com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2026, que ocorrerá de 26 de outubro a 1º de novembro: Ciência Delas. Além disso, soma às demais prioridades da pasta em torno da valorização e reparação do espaço e da proteção dados às meninas e mulheres durante a trajetória história do País.
A iniciativa reforça a centralidade de jornadas que demonstram como a produção científica liderada por elas amplia o impacto social da ciência, une conhecimento às necessidades da população e contribui para a construção de um sistema científico mais diverso, representativo e conectado com a realidade.
Instituída em 2004 por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente e é promovida pelo MCTI em parceria com universidades, instituições de pesquisa, agências de fomento, escolas, museus, governos locais, empresas e entidades da sociedade civil.
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