TECNOLOGIA

MCTI e Piauí firmam parceria para projetos em IA

Nesta terça-feira (20), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos e o governado do Piauí, Rafael Fonteles, assinaram acordos de cooperação para ampliar a parceria entre a pasta e o Estado nas áreas de inteligência artificial, cooperação institucional e com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). A audiência foi realizada na sede do ministério, em Brasília.

O governador Rafael Fonteles comemorou o acordo firmado com o MCTI. “Estou muito feliz por estar aqui para celebrar este acordo de cooperação técnica entre o estado do Piauí e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento da Inteligência Artificial sobretudo no âmbito da nossa SoberanIA – uma linguagem, um LLM em português, soberana, que o estado do Piauí está desenvolvendo com o apoio do ministério”, disse.
A ministra Luciana Santos enfatizou a importância dessa parceria para o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

“Essa iniciativa consolida os passos do PBIA, que tem exatamente esse objetivo de a gente ter a soberania dos dados e da inteligência brasileira que é produzida e que nós precisamos ter a fim de melhorar a eficiência do serviço que é prestado à população.  E a IA veio para isso, mas precisa ser nossa, e o Piauí dá uma grande contribuição e está dentro das nossas prioridades no PBIA”, destacou.

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Os acordos assinados têm como objetivo intercâmbio e cooperação institucional, técnica, científica e operacional, incluindo iniciativas associadas ao desenvolvimento de modelos de inteligência artificial generativa que enfatizam o uso do português e a construção de capacidades que promovam a soberania nacional.

As parcerias priorizam:

– A realização de um evento conjunto para tratar da incorporação da IA na educação básica;
– O avanço nas discussões de parcerias entre o LNCC e o Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), em torno do modelo SoberanIA e da Olimpíada de IA;
– A solicitação ao Observatório de IA (NIC.br), em parceria com o CGEE, de um estudo sobre a situação e os (possíveis) impactos da IA no Piauí;
– A verificação de possibilidades de parcerias em torno do IMPA Tech Nordeste.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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