TECNOLOGIA

MCTI anuncia resultados preliminares do Pró-Amazônia com R$ 33,5 milhões para pesquisas

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou nesta terça-feira (7), na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília (DF), os resultados preliminares da Chamada Pública MCTI/CNPq nº 03/2025, do Programa Pró-Amazônia. A iniciativa destina R$ 33,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) a projetos de pesquisa que promovam o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento da integração científica entre os países amazônicos.

Durante a cerimônia, a ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou o papel estratégico da ciência na construção de soluções conjuntas para os desafios ambientais e sociais da região. “A Amazônia não reconhece as fronteiras que traçamos no mapa. Seus ecossistemas e muitas questões ambientais, culturais e sociais são compartilhados, e a resposta para os seus grandes desafios também deve ser construída coletivamente”, afirmou.

A ministra enfatizou que o investimento representa não apenas o apoio financeiro, mas a consolidação de uma visão de soberania e sustentabilidade. “Este edital vai além dos números. Ele representa a convicção estratégica do governo do presidente Lula de que o desenvolvimento do Brasil passa, necessariamente, por um projeto de soberania e de sustentabilidade para a região”, declarou.

Os projetos aprovados abrangem 13 áreas estratégicas, incluindo biotecnologia, energias renováveis, recuperação de ecossistemas, sistemas alimentares sustentáveis, tecnologias sociais e inteligência artificial aplicada à região. São 74 propostas de pesquisa selecionadas, lideradas por 32 instituições científicas e tecnológicas sediadas na Amazônia Legal. Os projetos formaram 83 parcerias internacionais com instituições de países membros da OTCA — principalmente Colômbia, Peru, Bolívia e Equador.

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Cooperação científica internacional

Os resultados apresentados indicam que cerca de R$ 20,8 milhões serão destinados a bolsas de pesquisa no País e R$ 12,7 milhões ao custeio de atividades científicas. As bolsas contemplam diferentes perfis, incluindo pesquisadores visitantes estrangeiros e profissionais brasileiros atuando em instituições amazônicas. Do total, 28,5% são da modalidade Pesquisador Visitante Especial (PVE), enquanto os demais são destinados à modalidade Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação (DTI).

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, destacou o alcance e a qualidade das propostas recebidas. “Tivemos uma grande quantidade de projetos muito bem qualificados, com ampla distribuição regional e forte participação de instituições amazônicas. Essa chamada mostra o compromisso do CNPq e do MCTI com a descentralização do investimento em ciência e tecnologia”, disse.

Já o secretário-geral da OTCA, Martín von Hildebrand, ressaltou o simbolismo da iniciativa para os países amazônicos. “Esta convocatória não é apenas um chamado a projetos, é um chamado ao conhecimento, à esperança e à responsabilidade com a floresta que sustenta o planeta. Cada projeto selecionado é uma semente capaz de transformar a relação entre o ser humano e a natureza”, afirmou.

Programa Pró-Amazônia

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Criado pelo MCTI com recursos do FNDCT, o Programa Pró-Amazônia é uma das principais iniciativas de apoio à ciência e inovação na região. O programa investe R$ 650 milhões em quatro linhas de atuação: infraestrutura de pesquisa; inovação em biotecnologia e descarbonização; projetos em rede; e cooperação internacional. O objetivo é reduzir desigualdades regionais, fortalecer instituições amazônicas e gerar soluções científicas e tecnológicas para os desafios locais.

A Amazônia Legal abrange 5,2 milhões de km², o que corresponde a 61% do território brasileiro, e concentra 55,9% da população indígena do País. Com grande diversidade socioambiental e baixa densidade populacional, a região demanda ações de ciência e tecnologia voltadas à sustentabilidade, à valorização de saberes tradicionais e à integração entre países amazônicos.

O trabalho da OTCA

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é a principal entidade intergovernamental da região amazônica, formada por oito países – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Criada para promover a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Pan-Amazônia, a OTCA atua em áreas como biodiversidade, manejo florestal, ciência e tecnologia, governança territorial e inclusão social.

A organização também desenvolve instrumentos de monitoramento ambiental, políticas de mitigação das mudanças climáticas e iniciativas de proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais, consolidando-se como um espaço de diálogo e ação conjunta para a preservação e o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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