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Fortaleza será candidata a sediar a COP18, sobre combate à desertificação

Fortaleza (CE) será candidata a sediar a 18ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP18), prevista para 2028. O anúncio foi feito pelo secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, nessa segunda-feira (15).

A COP18 terá papel estratégico no enfrentamento à desertificação e à degradação da terra. Caso seja escolhido, será a segunda vez que o Brasil receberá a conferência. A primeira edição no País ocorreu em 1999, no Recife (PE), quando representantes globais se reuniram para debater soluções de convivência com os desafios ambientais em regiões áridas e semiáridas.

“Nós queremos ter voz, nós precisamos ter e dar atenção completa para essas regiões”, disse o secretário durante a abertura da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID2025), que ocorre até sexta-feira (19), na capital cearense.

ICID2025

A ICID2025 tem por objetivo construir estratégias concretas de adaptação às mudanças climáticas em regiões áridas e semiáridas. Esse tema também será central na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém (PA), em novembro.

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“Coincidentemente, as regiões áridas e semiáridas são as que têm populações mais vulneráveis. Então, nós precisamos ter um olhar atento para esses locais, e não apenas debater. Precisamos desenvolver políticas públicas e programas especiais voltados para essas pessoas e regiões”, finalizou o secretário.

O representante do MCTI defendeu a importância da carta de recomendações da ICID, que será enviada à COP30. “É importante que a nossa carta seja lida em Belém. Hoje, pesquisadores e cientistas não estão preocupados apenas com a Floresta Amazônica, mas também com outros biomas. Nós queremos que o semiárido seja voz dentro da COP30”, disse o secretário.

A abertura do evento contou com a presença de autoridades nacionais e internacionais, como representantes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD, em inglês); da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30); e de embaixadas estrangeiras.

Ainda participaram o governador do Ceará, Elmano de Freitas; a secretária de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado, Sandra Monteiro; o diretor da ICID, Antônio Rocha Magalhães; e a secretária-executiva adjunta da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Andrea Mezza Murillo.

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Para o govenador, as ações integradas e coletivas acerca das regiões semiáridas são necessárias para garantir o presente e o futuro. “A ICID é mais que um evento acadêmico, é um chamado à ação conjunta, é a celebração de uma agenda de cooperação que une continentes, idiomas e culturas em nome de um objetivo comum: garantir a segurança hídrica, alimentar e energética. O nosso objetivo é que daqui não saiam apenas declarações, mas também novas parcerias, projetos e esperança para os povos do semiárido e de todas as regiões vulneráveis às mudanças climáticas no mundo”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência

O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.

Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.

A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível.  Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.

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De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.

Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.

Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.

“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.

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Perguntas e respostas

Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.

O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.

Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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