TECNOLOGIA

Emoção toma conta da cerimônia de entrega de medalhas dos vencedores das olimpíadas científicas e dos caçadores de asteroide

A tarde de 22 de outubro de 2025 estará marcada para sempre na vida das 700 pessoas que receberam, com muita emoção e orgulho, as medalhas do Programa Caça Asteroides, da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) e Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat). A cerimônia no Centro de Eventos do Museu Nacional, em Brasília (DF), fez parte da programação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo da premiação é reconhecer estudantes, jovens e adultos entusiastas que se destacaram nas competições, estimulando o interesse pela ciência e tecnologia no País.  

Durante a solenidade, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Inácio Arruda, destacou a importância de aproximar a ciência da população, especialmente nas escolas brasileiras. “O Brasil entendeu que a ciência é importante para a geração de riquezas, mas, mais do que isso, é importante para manter nosso planeta vivo, e a participação de vocês é fundamental para isso”, afirmou Arruda. O secretário ainda parabenizou os condecorados pela determinação e contribuição para o conhecimento científico e acadêmico do País.  

Para a coordenadora-geral de Popularização da Ciência e Tecnologia do MCTI, Luana Bonone, iniciativas como a Caça Asteroides e as Olimpíadas Nacionais contribuem para o desenvolvimento escolar em todo o Brasil. “O evento de hoje premia o empenho de cada um de vocês, e o esforço de cada aluno contribui para uma jornada de aprendizado melhor. A gente observa que toda comunidade escolar muda para melhor com a implementação de olimpíadas de qualidade como essas”, destacou.  

Programa Caça Asteroides  

O Programa Caça Asteroides é febre entre estudantes de todo o Brasil. A iniciativa envolve estudantes, professores e entusiastas da astronomia. A atividade propõe que os participantes busquem e identifiquem asteroides próximos à Terra. Promovido em parceria com instituições como a Nasa e o International Astronomical Search Collaboration, o programa oferece treinamento e acesso a imagens reais do espaço, permitindo que os participantes analisem dados e contribuam para descobertas astronômicas. O objetivo da atividade é estimular o interesse pela ciência, tecnologia e pesquisa espacial, além de promover a aprendizagem prática. 

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) 

A OBA é uma competição nacional voltada para estudantes do ensino fundamental e médio, com o objetivo de promover o interesse e o conhecimento nas áreas de astronomia, astronáutica e ciências afins. Organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), a OBA desperta a curiosidade científica, incentiva o estudo do espaço e da exploração espacial e identifica e valoriza talentos que possam futuramente contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do País. 

Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 

A Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) é uma competição científica que engloba diversas áreas do conhecimento, como física, química, biologia, astronomia e história da ciência. A competição é destinada a estudantes dos ensinos fundamental e médio de todo o País. Promovida pelo MCTI em parceria com universidades e sociedades científicas, a ONC tem o objetivo de estimular o interesse pela ciência, identificar jovens talentos e promover a integração entre ensino, pesquisa e inovação. 

Olimpíada Brasileira de Satélites 

A Obsat é um programa educacional e científico que tem como objetivo estimular o interesse de estudantes e professores do ensino fundamental, médio e superior pelo desenvolvimento de satélites e pela exploração espacial. Promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e parceiros institucionais, a Obsat oferece capacitação teórica e prática sobre tecnologias espaciais, engenharia e programação, culminando na criação e possível lançamento de nanossatélites (CubeSats) desenvolvidos pelas equipes participantes. A iniciativa busca incentivar a inovação, o trabalho em equipe e a formação de futuros profissionais do setor aeroespacial brasileiro. 

Talentos em todo o Brasil 

Durante toda a tarde, mais de 700 estudantes, pais e professores prestigiaram a entrega das medalhas e das menções honrosas. No evento, jovens talentosos de todo o Brasil tiveram seu esforço e dedicação reconhecidos. Conheça algumas das promessas brasileiras espalhadas pelo País: 

Amapá 

O médico Daniel Silveira, de 44 anos, conheceu o Programa Caça Asteroides por meio de uma sociedade de alto QI em Macapá (AP). Ele e as filhas, Athena e Alexandra, foram premiados em Brasília. Segundo ele, o Programa é importante para aproximar crianças da ciência. “Existem milhares de pessoas em todo o Brasil que gostam dessa área e ainda não conhecem essa oportunidade. A divulgação e implementação de equipes na escola são fundamentais para que ainda mais gente participe”, destacou.  

Bahia 

Felipe Alves, natural de Canarana, na Bahia (BA), se apaixonou pela ciência durante sua segunda festa de aniversário. O tema, escolhido pela mãe, Camila Alves, foi a Via Láctea. Hoje, com 7 anos de idade, Felipe foi medalhista na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). “O Felipe começou a ter um hiperfoco em astronomia aos 2 anos, então ele não fica admirado em ganhar uma medalha, mas de estar em Brasília, estar com pessoas que falam a língua dele, sim. Isso o deixa radiante, é o primeiro ano que ele é premiado, tudo é muito empolgante para ele”, afirmou Camila. 

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Ceará 

As irmãs fortalezenses Beatriz, de 14 anos, e Yasmin, de 11, começaram no mundo da ciência durante um projeto de ciências na escola. Na quarta-feira, elas foram premiadas no Programa Caça Asteroides MCTI. E a vontade de estudar não para por aqui: atualmente, as duas participam do projeto Ceará da Ciência, da Universidade Federal do Ceará (UFC).  

Distrito Federal 

Ana Júlia Oliveira, de 12 anos, foi agraciada com uma menção honrosa da ONC. “Eu tenho altas habilidades em ciências, o que faz com que eu goste muito dessa área”, conta Júlia. “Eu gosto muito de tecnologia, e ter a oportunidade de aprender como ela funciona é muito legal e muito interessante”, confessou, animada, momentos antes de receber a homenagem.  

Espírito Santo 

Ana Luiza de Almeida, uma pequena capixaba de apenas 13 anos, já tem sonhos grandes: ser engenheira espacial. Premiada pela segunda vez na Caça Asteroides, ela fala sobre a alegria de receber a medalha. “Atingi essa meta por dois anos consecutivos, e a sensação é maravilhosa. Meu sonho agora é seguir estudando na área e ser engenheira espacial”, compartilhou.  

Goiás 

Marcelo Santos também está sendo premiado pelo segundo ano consecutivo. Para ele, o interesse pela biologia veio depois de assistir a uma reportagem na TV. “Me interessei depois de ver uma matéria sobre biologia, e comecei a gostar de química e física por causa de um amigo”, explica Marcelo. A experiência de participar do evento na capital do País foi marcante. “É uma experiência muito legal estar em Brasília para receber a medalha. Agora, quero continuar estudando e cursar faculdade de biologia e física”, contou.  

Maranhão 

Aos 18 anos, Maria Yasmin Rodrigues se interessou pela ciência quando uma professora do Instituto Federal de Timon apresentou um projeto prático para a Olimpíada Nacional de Ciências. “Eu adentrei nesse universo de uma forma muito mágica, porque eu já faço parte da área de engenharia, e fazer parte da tecnologia foi muito inovador para mim”, contou Maria Yasmin. “É o primeiro ano que participo, e a sensação de estar aqui hoje é muito empolgante, como se o universo feminino tivesse se ampliado para mim, com novas áreas, novas tecnologias”, comemora.  

Mato Grosso 

Luís Fernando Calabria Filho é de Tangará da Serra. Aos 11 anos, Luís foi medalhista do Programa Caça Asteroides. Segunda a professora dele, Elaine Jesuino, o incentivo da escola e da família foi fundamental no desenvolvimento do estudante. “O Luís teve acesso a projetos de ciência desde muito novo, então ele foi despertando esse interesse e conseguimos estimulá-lo a se aprimorar, sempre com muito apoio da família”, destacou.  

Mato Grosso do Sul 

A curiosidade pelos mistérios do universo e por tudo relacionado a ciências levou José Fabiano Moré, de 8 anos, a conquistar uma medalha na Obsat. “O sentimento é de felicidade por estudar o que eu gosto e ainda ser premiado por isso”, contou ele.  

Minas Gerais 

“Tudo começou quando uma garotinha de uma pequena cidade se perguntou como as coisas funcionam”. É assim que Julia Pertel, de 15 anos, descreve como começou sua relação com os estudos em Governador Valadares. Ela conta ainda que se inspira em outros cientistas para seguir carreira na área. “Cientistas como Marie Curie, que começaram suas vidas científicas em condições simples e alcançaram grandes feitos, me inspiraram a ver que o ambiente não define o tamanho dos sonhos que uma pessoa deve ter”, contou.  

Paraná 

A primeira medalha de ouro vai ser inesquecível para Murilo Campagnaro, de 9 anos. Em sua segunda participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, Murilo recebeu a medalha de ouro, além de ter participado do Programa Caça Asteroide. “Ano passado eu participei pela primeira vez da OBA, e neste ano eu tirei ouro. Além disso, fiquei muito feliz de conseguir achar um suposto asteroide. Pretendo participar de outros projetos no futuro”, comentou.  

Paraíba 

Aos 40 anos de idade, a pessoense Rebeca Vinagre Farias sempre gostou de participar de olimpíadas. Nos últimos dois anos, se dedicou ao Programa Caça Asteroides, e agora considera seguir carreira na área. “Eu estou muito feliz, e agradeço muito a todos que organizaram o projeto. Agora, pretendo continuar nessa área. Ainda não sei o que eu quero, mas o que eu sei é que gosto muito de astronomia, então é algo a considerar”, compartilhou Rebeca.  

Pará 

“Sou de escola pública municipal e tudo fica mais difícil quando não se tem muito incentivo. Receber uma medalha fez parte de um processo de superação, dedicação e esforço, tem um significado todo especial”. Esse é o sentimento de Avan Pessoa, de 10 anos. Nascido em Ananindeua, Avan sempre foi apaixonado por tudo relacionado à inovação, ciência e tecnologia. “A medalha passa uma mensagem de que não importa de onde você venha ou dos seus recursos, é possível para aqueles que se dedicam”, completou, emocionado.  

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Pernambuco 

A jovem Érilly Bittencourt, de 14 anos, foi medalhista pelo segundo ano seguido na Caça Asteróide. O sonho dela é ser astronauta e astrônoma e encontrou na ciência uma forma de se aproximar desse futuro. E, se o sucesso no projeto for algum indicativo, Érilly tem um futuro brilhante pela frente. “Há dois anos eu participo da SNCT caçando asteroides, minha família sempre me envolveu na área da ciência. No ano anterior achei cinco asteroides, e, nesse ano, consegui achar mais quatro”, comemora.  

Piauí 

Theo e Beatriz, gêmeos de 7 anos de idade, e a irmã mais velha, Alice, de 12, encontraram na família as peças para montar um elenco vitorioso no Caça Asteroide deste ano. A mãe, Roseane Luciana, é professora, e conta como a paixão dos filhos pela ciência começou. “A Alice se interessou ainda nova pela ciência e, quando os gêmeos começaram a entender de astronomia, eles começaram a acompanhá-la. Ela participa de outros projetos e olimpíadas, como a OBA, e o Theo foi semifinalista do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)”, explicou. “Eles estão eufóricos, é o segundo ano que eles são medalhistas, e é muito empolgante”, completou Roseane.  

Rio Grande do Sul 

Incentivado por professores da escola, Matheus Tesch, de 13 anos, recebeu sua primeira medalha na Obsat. Para ele, o reconhecimento das pessoas próximas é o verdadeiro prêmio. “Fiquei muito feliz com a minha colocação, logo no meu primeiro ano, e com toda a repercussão que essa conquista gerou entre meus amigos e familiares”, contou Matheus.  

Rio de Janeiro 

A paixão por satélites sempre fez parte da vida de Miguel Valva, de 13 anos. Ao descobrir uma olimpíada voltada para o assunto, não teve dúvidas. “Desde o ano passado tenho participado de várias olimpíadas, incluindo a OBA e, quando descobri que existia uma olimpíada de satélites, eu quis entender mais sobre o assunto”, explica. O menino, agora medalhista da Obsat, comemora a conquista. “Recebi o resultado com imensa alegria, pois ter a possibilidade de receber uma medalha na Olimpíada Brasileira de Satélites é incrível! E é claro que, além de tudo isso, o sentimento é de gratidão pela oportunidade”, comemorou.  

Santa Catarina 

Nadejda Monteiro é professora e dona de uma página de divulgação científica para crianças na internet. Ela levou a ideia do Caça Asteroides para a escola onde leciona, que adorou a ideia. “A gente faz trabalho com os alunos, e eles adoram. Ano passado não pude estar aqui para a premiação, mas neste ano consegui e estou realizada”, comemorou.  

São Paulo 

Luigi Barros Rechinelli, de 16 anos, entrou no mundo dos foguetes com a Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafob). Quando conheceu a Obsat, não teve dúvidas de que esse seria seu futuro. “As olimpíadas me tiraram da zona de conforto e me mostraram que a ciência vai muito além dos livros, e que, na verdade, ela está muito presente em resolver problemas reais e trabalhar em equipe”, explicou. Luigi reconhece a importância dos professores em sua jornada vitoriosa. “Essa conquista não é só uma medalha, mas o reflexo de muito estudo, dedicação e apoio de professores que me inspiraram a pensar como um verdadeiro pesquisador”, apontou.  

Tocantins 

Kennedy José Almeida Carvalho, tem apenas 15 anos, mas já acumula cerca de 30 medalhas em olimpíadas e projetos científicos. Mesmo já sendo experiente em premiações, Kennedy ainda se emociona. “Para mim, é uma experiência única prestigiar toda a honra de receber essa medalha que é fruto de todo o esforço da nossa equipe”, contou o estudante. Ele e a equipe detectaram quatro asteroides durante a competição deste ano.  

Todas as fotos do evento você pode ver aqui. 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia  

A SNCT é  promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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