TECNOLOGIA
Elias Ramos é nomeado presidente interino da Finep
O Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), presidido pelo secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Fernandes, exonerou, a pedido, Celso Pansera do cargo de presidente da Finep e nomeou Elias Ramos como presidente interino, a partir de segunda-feira (2/6). A reunião aconteceu nesta sexta-feira, 30 de maio. Neste primeiro momento, Elias também continuará à frente da diretoria de Inovação (DRIN), cargo que ocupa desde o início da gestão do Governo atual.
“Gostaria de agradecer, em nome da diretoria, a Pansera, pela sua inestimável contribuição à Finep nesses 26 meses em que esteve na presidência. No período de exercício da presidência, interinamente, nós daremos continuidade ao trabalho muito bem-sucedido da atual gestão”, disse Elias.
Doutor em Biofísica pela UFRJ, bacharel e mestre em Física pela UFBA, Elias Ramos é professor sênior voluntário do Instituto Federal da Bahia e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Difusão do Conhecimento (PPGDC). Com vasta experiência em Biofísica Molecular e Modelagem Computacional de Sistemas Biológicos e em Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação, tem inúmeros artigos publicados e patentes depositadas nas áreas de energia, biotecnologia, recuperação avançada de petróleo, gestão do conhecimento, propriedade intelectual e inovação tecnológica, já tendo atuado como pesquisador da Universidade Livre de Bruxelas. Em 2015, Elias também foi diretor de Inovação da Finep.
Ao se despedir dos Conselheiros, Pansera recebeu das mãos do secretário-executivo uma placa de agradecimento por sua firme liderança e valiosa contribuição para a Ciência, Tecnologia e Inovação brasileiras.
Com informações da Finep
TECNOLOGIA
Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência
O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.
Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.
A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível. Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.
De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.
Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.
Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.
“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.
Perguntas e respostas
Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.
O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.
Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.
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