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TCE-MT realiza evento para orientar municípios para Reforma Tributária e impulsionar desenvolvimento

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Abertura do I Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reuniu prefeitos, técnicos e especialistas nesta segunda-feira (29) para debater os impactos da Reforma Tributária no estado, um dos que mais perderá em arrecadação com as mudanças. Promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), o evento vai preparar os municípios para a transição, que se inicia já em 2026, ajudando a garantir políticas permanentes que assegurem o desenvolvimento igualitário. 

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, classificou o momento como um divisor de águas para a economia estadual. “Precisamos nos preparar e a bancada federal deve trabalhar fortemente para defender os interesses do estado. Nós temos que ter políticas de Estado para áreas como geração de emprego, industrialização, saúde e educação. O Governo pode até aplicar mais, mas nunca menos do que está definido. Essa visão precisa ser permanente, acima de interesses de governo”, pontuou.  

Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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Presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento, conselheiro Valter Albano. Clique aqui para ampliar

Na ocasião, o presidente da Comissão, conselheiro Valter Albano, salientou que o encontro é resultado de uma recomendação de Sérgio Ricardo. “Facilitar a vida do contribuinte em termos de regramento é fundamental para reduzir custos empresariais neste setor e esse projeto trouxe esse sinal. Mas o que me preocupa é a distribuição do desenvolvimento. O que vemos é centralização do poder em Brasília e de desenvolvimento nos nossos municípios”, disse. 

O conselheiro ressaltou ainda a falta de estudos concluídos sobre o tema, o que torna o debate ainda mais relevante para os gestores municipais, que, ao longo de dois dias, serão orientados sobre as alterações previstas na Emenda Constitucional nº 132/2023, na Lei Complementar nº 214/2025 e no Projeto de Lei nº 108/2024, cuja aplicação será gradual. “Temos que estar atentos sobre cada passo que temos que dar para termos o melhor posicionamento possível nessa transição tributária”, completou Albano. 

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Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal André Clemente. Clique aqui para ampliar

Representando a Associação Nacional dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) André Clemente defendeu que os Tribunais de Contas atuem fortemente na orientação e capacitação dos gestores municipais. “A falta de conhecimento técnico das equipes pode significar perda para os municípios. Então, a competência de servidores, gestores e assessores jurídicos será fundamental para o desempenho da gestão pública.” 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo. Clique aqui para ampliar

Já o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, explicou que o Governo está estruturando um comitê junto às secretarias municipais para mapear fragilidades e oportunidades do novo modelo. “Os anos de 2025 e 2026 serão determinantes, porque a média de arrecadação de ICMS e ISS vai definir a base de cálculo do novo imposto pelos próximos 50 anos. Precisamos nos organizar regionalmente e levar nossas propostas ao comitê nacional, garantindo que a realidade seja considerada.”

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Senador Wellington Fagundes. Clique aqui para ampliar

O senador Wellington Fagundes, por sua vez, alertou que a reforma prevê um novo fundo de compensação, mas questionou se a proposta realmente será cumprida pelos próximos governos. “Minha fala tem caráter de alerta, para que estados e municípios não sejam prejudicados novamente. Assim como aconteceu com a Lei Kandir, existe agora a promessa de um fundo de compensação. Precisamos estar atentos para que a história não se repita”, afirmou.

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Leonardo Bortolin. Clique aqui para ampliar

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, chamou atenção para o fim dos incentivos fiscais, que pode desacelerar a atração de indústrias. “Esse é um jogo que já começou, mas com regras ainda indefinidas. Os municípios já sentem os efeitos da reforma, pois a base do ISS deste ano será usada na distribuição do IBS a partir de 2027. Parabenizo o Tribunal por promover um seminário como este, que leva informação e promove essa discussão necessária.” 

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Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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Procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar. Clique aqui para ampliar

O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, também apontou a integração como estratégia fundamental para os gestores. “O gestor municipal vive um dilema constante: se investe em saúde, falta na educação ou em outros projetos essenciais para a sociedade. É preciso atuar sob o novo manto da cooperação tributária, com compartilhamento de infraestrutura e integração entre estado e municípios para reduzir custos e aumentar a eficiência.” 

A mesa de abertura contou ainda com a participação do conselheiro Waldir Teis; do presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-MT, Robson Avila Scarinci; da especialista principal fiscal do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Maria Cristina Mac Dowell; do gerente da área técnica de finanças e tributação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Alex Carneiro.  

A programação inclui palestras sobre temas como a substituição de tributos como ICMS e ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o fim dos incentivos fiscais para atração de indústrias, além de estratégias para manutenção da arrecadação municipal. O evento é realizado no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube e na TV Contas (Canal 30.2), garantindo a participação de gestores de todo o estado.

Clique aqui e confira tudo sobre o encontro. 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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TCE aprova contas de 2025 da gestão Mauro e destaca avanços em segurança e educação

Parecer do Tribunal de Contas reconhece superávit de R$ 3,4 bilhões, maior resultado financeiro dos últimos cinco anos e cumprimento dos limites constitucionais

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas de governo de 2025, último exercício completo da gestão Mauro Mendes à frente do Governo do Estado. O voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovado por unanimidade pelo Plenário.

Entre os principais resultados apontados pelo Tribunal estão um saldo positivo de R$ 3,4 bilhões nas contas do Estado e R$ 9,7 bilhões disponíveis em caixa, maior valor dos últimos cinco anos. O relatório também destacou que Mato Grosso terminou 2025 com as contas equilibradas e uma situação financeira positiva de R$ 5,5 bilhões em relação às dívidas.

O relatório também reconheceu o cumprimento dos principais limites constitucionais e legais. Mato Grosso destinou 26,73% da receita para a Educação, acima do mínimo de 25%, e 17,47% para a Saúde, enquanto o limite para despesas com pessoal ficou em 45,54%, abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para o candidato ao Senado, Mauro Mendes, o resultado é consequência de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com o dinheiro público e capacidade de transformar o equilíbrio das contas em investimentos que chegam diretamente à população.

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“Quando se trabalha com seriedade, planejamento e responsabilidade, os resultados aparecem. Nós organizamos as contas do Estado para poder fazer aquilo que realmente importa: investir. Fizemos os maiores investimentos em obras e ações da história de Mato Grosso, levando serviços, infraestrutura e melhorias para perto da casa do cidadão, em todas as regiões”, afirmou Mauro.

Em 2025, a receita arrecadada pelo Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, valor 15,16% superior à previsão inicial. O resultado financeiro, segundo o TCE, demonstra a capacidade fiscal acumulada pelo Estado ao final do exercício.

O parecer do conselheiro Novelli também registrou resultados positivos em áreas específicas das políticas públicas. Na segurança, houve redução dos homicídios e dos roubos de veículos. Na educação, os dados disponíveis apontaram melhora nos índices do Ideb. Já a cobertura geral de abastecimento de água ficou acima da média nacional. Na previdência estadual, houve redução de 6,01% no déficit atuarial da MT Prev, que terminou o exercício em R$ 58,3 bilhões.

“O Estado encerrou o exercício com resultado orçamentário ajustado positivo, elevada disponibilidade financeira, endividamento sob controle e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Esse cenário evidencia a capacidade fiscal do Governo de sustentar e aprimorar as políticas públicas e os investimentos estaduais”, afirmou Novelli.

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O processo segue agora para julgamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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