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Ministro aborda segurança jurídica e desenvolvimento sustentável no II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas

Em um cenário de conflito entre avanço econômico, preservação do meio ambiente e os direitos das comunidades tradicionais, a consolidação de um arcabouço legal sólido se faz cada vez mais necessária. A questão foi tratada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas: Desenvolvimento e Sustentabilidade.

Realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) nesta segunda (22) e terça-feira (23), o encontro contou com o painel “A Insegurança Jurídica e o Desenvolvimento Sustentável: a Jurisprudência do STJ e do STF”. O objetivo foi garantir que as decisões tomadas em relação ao meio ambiente sejam consistentes, previsíveis e em conformidade com a legislação vigente

“Os agricultores estão entre os principais defensores do meio ambiente, porque dependem do campo. Eles foram motivados a adentrar ao interior do país para produzir e conviver harmonicamente com os povos que aqui já estavam. Este será um século desafiador para que esses dois direitos sejam preservados, tanto do meio ambiente quanto dos povos que vivem e viveram aqui”, disse o ministro.

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Ao falar sobre a importância do consensualismo, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson de Alencar, lembrou o papel das mesas técnicas do TCE-MT. Recentemente a ferramenta garantiu o cumprimento de exigências socioambientais nas Terras Indígenas (Tis) Tadarimana e Teresa Cristina, e a continuidade da obra do Sistema Ferroviário Rondonópolis-Cuiabá-Lucas do Rio Verde.

“Nosso papel fundamental é estimular o desenvolvimento social fazendo com que nossa sociedade seja mais próspera e faça circular mais riquezas para o Brasil. Mas só há desenvolvimento, se tivermos um planeta habitável. Por isso, esse trabalho voltado à preservação, à manutenção das florestas em pé, é essencial”, afirmou.

No mesmo sentido se pronunciou o procurador-geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), Deosdete Cruz Junior. “Essa busca pelo desenvolvimento nacional deve ser conciliada com o princípio de produção ambiental, daí talvez nós tenhamos este prestigiado desenvolvimento sustentável, com a natureza de um princípio organizativo.”

À frente do Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o juiz Rodrigo Curvo, abordou casos complexos do setor. “Quando se fala em segurança jurídica, temos em mente a boa fé, a previsibilidade e a capacidade do empreendedor de antever o que acontecerá com seus investimentos. Da mesma forma que a preservação do meio ambiente é um direito fundamental, o desenvolvimento econômico também está previsto na Constituição.”

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O encontro reúne pesquisadores e autoridades em nove painéis e quatro palestras e está sendo transmitido ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2), TV Senado e pelo Canal do TCE-MT no YouTube. O Congresso conta com apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Instituto Rui Barbosa (IRB), do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa (ALMT), do Ministério Público do Estado (MPMT), do Senado Federal, do Instituto Nacional de Áreas Úmidas (Inau), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

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Fonte: TCE MT – MT

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Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints 

Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.

Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.

Uma internauta comentou:

“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.

Irritado, o presidente do TCE respondeu:

“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”

A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.

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Outro internauta ironizou:

“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.

Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:

“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”

A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.

Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.

Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.

Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.

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