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Comissão de Saúde e Assistência Social do TCE-MT apresenta Radar da Saúde em audiência pública

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf debateu o uso de tecnologias para melhorar o atendimento nas unidades de saúde de Cuiabá, durante audiência pública realizada pela Câmara Municipal da Capital nesta segunda-feira (10). 

Presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social (CPSA) do TCE-MT, o conselheiro apresentou o recém-lançado Radar da Saúde a especialistas e representantes de diferentes instituições. A ferramenta consolida informações sobre o setor nos 141 municípios do estado, aumentando a transparência e subsidiando políticas públicas.

“É uma plataforma digital que traz dados importantíssimos para que as pessoas possam comparar como vai a saúde do seu município em relação a outros municípios, até mesmo em nível nacional com as unidades básicas de saúde”, explicou. 

Para o vereador Fellipe Corrêa, que sugeriu a audiência pública, o papel do Radar para a Saúde foi consolidado durante a pandemia de Covid-19. “O sistema tem uma função social muito relevante ao oferecer dados precisos e atualizados em um contexto de insegurança social. Acredito que a partir dele o TCE-MT pode e vai contribuir com o assunto.”

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Na ocasião, outros casos de sucesso foram apresentados, como a informatização da gestão da saúde em Sorriso (400 km da Capital). De acordo com o diretor de sistemas da cidade, Felipe Freitas, a plataforma abrange desde o atendimento nas unidades básicas até os procedimentos de alta complexidade. 

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

“Ele contempla todos os setores, desde a gestão interna da Secretaria até o atendimento final ao paciente, independentemente de qual unidade ele esteja. Todas essas informações são transparentes à gestão, então, na hora de tomar decisão há muito mais assertividade”, afirmou. 

A partir destes exemplos, o debate no Legislativo evidenciou que a modernização pode evitar filas de leitos, contribuir com a distribuição de medicamentos, agilizar diagnósticos e evitar falhas estruturais. Nesse sentido, Guilherme Antonio Maluf reforçou em seu discurso que a informatização é indispensável ao gerenciamento das unidades básicas. 

“Com a escassez de recursos, a tecnologia surge como opção para que tenhamos políticas públicas de qualidade e com condição para serem executadas. Seja aplicada na organização ou na assistência, ela é fundamental para que um serviço de qualidade chegue à ponta, na atenção primária nos postos de saúde”, concluiu o conselheiro. 

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Radar da Saúde 

O painel, lançado em março, consolida dados da Saúde no estado, garantindo, por exemplo, um panorama dos equipamentos disponíveis e da estrutura existente em cada município. O instrumento é útil para que o Executivo, os vereadores e a própria população conheçam a realidade do setor, comparando índices que vão desde consultas pré-natal à mortalidade infantil.

As informações são concatenadas por meio do levantamento junto a fontes oficiais, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para acessar, basta clicar aqui.

O Radar da Saúde aponta, por exemplo, a existência de 8.900 leitos em Mato Grosso, sendo 6.277 do Sistema Único de Saúde (SUS) e outros 2.623 da rede privada. Há ainda números sobre beneficiários de planos privados de saúde, quantidade de equipamentos e profissionais no setor, dentre outros.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT – MT

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Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints 

Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.

Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.

Uma internauta comentou:

“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.

Irritado, o presidente do TCE respondeu:

“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”

A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.

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Outro internauta ironizou:

“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.

Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:

“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”

A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.

Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.

Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.

Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.

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