TCE MT
Com soluções jurídicas e fiscais, comissões do TCE-MT impulsionam desenvolvimento do estado
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| O conselheiro Valter Albano apresentou um balanço dos trabalhos desenvolvidos pelas comissões na sessão ordinária de terça-feira (3). Clique aqui para ampliar. |
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Valter Albano apresentou, na sessão ordinária desta terça-feira (3), um balanço dos trabalhos desenvolvidos pelas Comissões Permanentes de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur) e de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copesfid). Sob sua presidência, as comissões têm papel estratégico na mediação de conflitos, na produção normativa e na orientação fiscal, contribuindo diretamente com o desenvolvimento do estado.
“Essas experiências comprovam que o modelo das mesas técnicas inaugurou uma nova era na atuação do Tribunal de Contas, pautada pela mediação, pela cooperação e pela orientação prévia, sem prejuízo do controle e como instrumento de transformação real da gestão pública por meio da construção de soluções concêntricas, céleres e eficientes”, afirmou o conselheiro ao detalhar os relatórios em Plenário.
Para o presidente do órgão, conselheiro Sérgio Ricardo, os resultados refletem o compromisso do TCE-MT. “Quando observamos todas as ações que o Tribunal vem realizando, fica evidente que esse volume de trabalho tem contribuído de forma significativa com a gestão do Estado. Aqui discutimos políticas de Estado, e não de governo. Mas, afinal, para que servem essas políticas de Estado que debatemos e estabelecemos, senão para orientar os governos?”
Criada em 2021, a CPNJur foi proposta por Valter Albano e acolhida formalmente pelo então presidente Guilherme Maluf, com aprovação unânime do colegiado. É a mais antiga entre as atuais comissões e tem como apoio técnico a Secretaria de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (SNJur), responsável pela produção técnico-jurídica, instrução de processos e resposta a consultas formais. Entre 2022 e 2024, a comissão analisou 46 processos de normatização e 82 consultas.
No mesmo período, foram instauradas 19 mesas técnicas, das quais 18 já foram concluídas, com impacto direto na resolução de entraves administrativos e na melhoria de políticas públicas. Entre os temas tratados, destacam-se a formalização de fluxos com o SEJUSC, viabilização de loteamentos habitacionais em terras privadas, regularização da remuneração de agentes comunitários de saúde, gestão de dívidas da Empresa Cuiabana de Saúde Pública e modelo de contratação conjunta para serviços de traumatologia e próteses.
“As respostas às referidas consultas formais têm se revelado cada vez mais como importante instrumento técnico e jurídico disponibilizado às administrações dos entes federados e de seus poderes, órgãos e unidades orçamentárias. Percebemos na prática que as soluções consensuais, além de juridicamente sustentáveis e céleres, resultam em iniciativas que impactam diretamente na melhoria da vida das pessoas”, disse Albano.
Outros exemplos incluem a estadualização da MT-170, retomada das obras do Hospital Universitário Júlio Müller, melhoria da alimentação no sistema prisional, diretrizes para manutenção de servidores estabilizados no RPPS e a criação da Central de Compras Públicas, coordenada pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com apoio do Ministério Público de Contas (MPC). Vale destacar ainda a continuidade das obras da ferrovia entre Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, por meio da resolução de entraves socioambientais ligados aos direitos das comunidades indígenas.
O conselheiro também citou o caso de Água Boa, onde uma mesa técnica sobre iluminação pública garantiu diretrizes seguras para a gestão do contrato e a expansão do serviço. “As soluções construídas nas mesas técnicas impactam diretamente na vida das pessoas. Esse modelo tem garantido celeridade, segurança jurídica e resolutividade prática”, afirmou.
Diante disso, o conselheiro chamou a atenção para o papel da SNJur, unidade técnica que atua em apoio à CPNJur. “A SNJur, é unidade que vem realizando um competente, equilibrado e avançado trabalho nas áreas normativas, de instrução e resposta a consultas formais e de consensualismo, muito contribuindo para a qualificação do Tribunal de Contas.”
Copsfid
Já a Copsfid foi criada em 2022, também de iniciativa de Valter Albano, com acolhimento do então presidente José Carlos Novelli. Aprovada por unanimidade, sua instituição ocorreu junto a outras comissões temáticas voltadas a áreas como Educação, Infraestrutura, Meio Ambiente e Saúde, sendo reconhecida como marco inovador na estrutura do TCE-MT. Desde a regulamentação, a comissão consolidou estudos com indicadores sociais, fiscais e econômicos de todos os municípios do estado.
O trabalho técnico viabilizou o assessoramento direto a gestores públicos, como na criação do município de Boa Esperança do Norte. “Alguns temas não seriam resolvidos sem a mediação do Tribunal. Boa Esperança enfrentou perdas significativas, que conseguimos minimizar com articulação técnica e institucional”, explicou Albano, destacando ainda ações em Tangará da Serra, Cáceres e outras regiões.
Ao encerrar a apresentação, o conselheiro agradeceu aos membros e servidores das comissões, destacando o papel da equipe técnica na consolidação de entregas relevantes. “Quero realçar o espírito público, a disponibilidade de produzir, a vontade de buscar soluções e a capacidade de entrega demonstrada por todos os envolvidos nesses trabalhos. Essa dedicação tem sido essencial para fortalecer o papel transformador deste Tribunal de Contas”, finalizou.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Fonte: TCE MT – MT
TCE MT
Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints
Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.
Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.
Uma internauta comentou:
“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.
Irritado, o presidente do TCE respondeu:
“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”
A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.
Outro internauta ironizou:
“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.
Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:
“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”
A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.
Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.
Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.
Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.
Veja prints


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