Sinop
Fortalecimento de vínculos: Prefeitura de Sinop inicia programação julina nos CRAS e Centro de Convivência
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, iniciou nesta terça-feira (30) a programação das comemorações julinas promovidas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Convivência Dona Zezé. A abertura ocorreu no CRAS Palmeiras e marcou o início do calendário de atividades que, até 22 de julho, deve reunir cerca de 1.270 usuários dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
As festividades integram as ações da Proteção Social Básica e têm como objetivo fortalecer os vínculos familiares e comunitários e ampliar a convivência entre os usuários. A iniciativa reúne crianças, adolescentes, adultos e idosos atendidos pelos serviços socioassistenciais do município, em conformidade com as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
A secretária municipal de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que as comemorações fazem parte do trabalho desenvolvido pela rede de assistência e representam uma oportunidade para aproximar ainda mais a comunidade das unidades. “Comemoramos todas as festas que são importantes para a nossa comunidade. O objetivo do CRAS é fazer com que, cada vez mais, a gente crie um vínculo forte com a comunidade. Estamos aqui para comemorar com as crianças, os jovens, os adolescentes e, principalmente, com os idosos, porque é uma festa que contempla todas as faixas etárias”, disse.
A secretária ressaltou que o principal resultado é o fortalecimento da participação da população nas atividades desenvolvidas pelos equipamentos da assistência social. “Nossa principal missão é fazer com que esse vínculo aumente cada vez mais e que essa presença da comunidade, vindo até o CRAS, seja cada vez mais fortalecida. Isso é o mais importante”, afirmou.
No CRAS Palmeiras, a programação reuniu cerca de 260 participantes. A coordenadora da unidade, Mariza Bertoldo, explicou que a festa faz parte do calendário anual das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e integra todos os grupos atendidos. “Temos a nossa festa junina/julina em comemoração com todos os grupos do Serviço de Convivência. É um momento de festividade, de alegria e de companheirismo. Todos amam vir aqui nessa data maravilhosa”, descreveu.
A coordenadora também falou sobre as atividades ofertadas pela unidade durante todo o ano. “Nós temos o serviço de convivência dos idosos, também atendemos crianças de 0 a 6 anos e adolescentes. Oferecemos oficinas de jiu-jítsu, capoeira e musicalização. Reunimos hoje todos esses grupos para realizar o nosso arraiá”, completou.
Participante das atividades do CRAS Palmeiras há mais de cinco anos, a aposentada Lenilde Bento relatou a importância do serviço para sua qualidade de vida e bem-estar emocional. “Isso aqui nos livra da depressão, que eu já tive, da ansiedade, de um monte de problemas e do estresse. Graças a Deus, há mais de cinco anos estou por aqui e me sinto outra pessoa. Aqui a gente faz exercícios, participa de todas as palestras, de várias atividades e também faz musicalização. Estar aqui é uma alegria, uma alegria total”, afirmou.
Aluna da oficina de desenho, Maria Eduarda Morais, de 10 anos, contou que gosta das atividades desenvolvidas no CRAS.. “Eu tenho 10 anos e participo do curso de desenho. Eu gosto bastante, é bem divertido desenhar. A gente aprende a desenhar de um jeito fácil e prático. Está bem divertido aqui hoje. Foi muito divertido dançar e aproveitar”, contou.
Também integrante da oficina de desenho, Myllena Krauze, de 9 anos, disse que percebeu evolução nas aulas e destacou o ambiente de convivência. “Eu tenho 9 anos e participo do curso de desenho. Aprendi a desenhar um pouco mais, porque antes eu desenhava muito mal e agora estou melhorando. Já fiz várias amizades e aqui é muito legal. Achei a festa muito divertida”, disse.
A programação das comemorações julinas continua no dia 7 de julho, no CRAS Paulista; no dia 10 de julho, no CRAS Paulista e no Centro de Convivência Dona Zezé; no dia 14 de julho, no CRAS Menino Jesus; e no dia 22 de julho, no CRAS Boa Esperança. Ao longo do calendário, a Secretaria de Assistência Social estima reunir aproximadamente 1.270 usuários dos serviços socioassistenciais.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
Sinop
Prefeitura de Sinop apresenta Casa de Acolhimento para Mulheres e Famílias em Situação de Violência
A Prefeitura de Sinop apresentou, nesta segunda-feira (29), a Casa de Acolhimento para Mulheres e Famílias em Situação de Violência às instituições que atuam no âmbito da proteção de mulheres vítimas de violência. A residência – localizada em endereço sigiloso para garantir a segurança das vítimas – passa a compor a estrutura de proteção do município, oferecendo acolhimento temporário, acompanhamento psicossocial, atendimento jurídico e suporte para que mulheres vítimas de violência possam reconstruir suas vidas.
A apresentação reuniu representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil, Câmara de Vereadores, Conselho da Mulher, Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Instituto Renovada e demais órgãos parceiros que atuarão de forma integrada no encaminhamento e acompanhamento das mulheres acolhidas.
A secretária municipal de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a implantação da casa representa a concretização de um compromisso da gestão municipal com a proteção das mulheres. “Nossa maior missão é proteger a todos e, neste caso, as mulheres vítimas de violência. Esse é um sonho que hoje se realiza. É um compromisso do prefeito Roberto Dorner e do vice Paulinho, que nos cobraram essa atitude de implantar essa casa. Hoje temos uma ação muito concreta, construída com a Delegacia da Mulher, o Judiciário, a Procuradoria da Mulher e toda a Rede de Enfrentamento. A mulher não pode se sentir sozinha. Ela precisa denunciar, e nós estamos aqui para protegê-la”, afirmou.
Sinéia explicou que a casa funcionará em parceria com o Instituto Renovada e contará com acompanhamento permanente da equipe técnica do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). “Aqui teremos assistentes sociais, psicólogos e também o apoio institucional de uma advogada, que vai orientar e capacitar essas mulheres para que consigam sair desse ciclo de violência”, acrescentou.
Encaminhamento à Casa de Acolhimento
A coordenadora do CREAS, Lindiely Melo, detalhou como funcionará o fluxo de atendimento. Segundo ela, após o registro da ocorrência e solicitação da medida protetiva na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, a equipe de plantão será acionada para providenciar imediatamente o acolhimento, inclusive durante a noite, fins de semana e feriados.
“Se for em horário noturno ou fora do expediente, essa mulher vem de imediato para a casa de acolhimento. No próximo dia útil, a equipe técnica do CREAS inicia o atendimento com psicóloga, assistente social e atendimento jurídico. Ela permanece na casa pelo tempo que for necessário, conforme a avaliação de cada caso”, explicou.
Lindiely também ressaltou que o endereço da unidade permanecerá em sigilo para preservar a integridade das acolhidas. “É um local sigiloso porque essas mulheres precisam ser protegidas. Inclusive, de tempos em tempos, é recomendado que esse espaço seja realocado dentro do município, em novo endereço, justamente para garantir essa segurança”, lembrou.
Atendimento em parceria com o Instituto Renovada
Parceiro da Prefeitura na administração da Casa, o Instituto Renovada será responsável pelo acolhimento cotidiano das mulheres encaminhadas pelos órgãos da rede. Segundo o presidente da instituição, pastor Herleans Martins, o trabalho será pautado pelo cuidado humanizado.
“O Instituto existe em Sinop desde 2016 e nasceu para servir. Aceitamos esse desafio porque essa é a nossa missão. Essas mulheres serão muito bem atendidas aqui. Nossa função será servi-las com carinho, respeito e humanidade. Elas vão encontrar aqui um ambiente de amor”, garantiu Martins.
O pastor ainda falou sobre a importância desse apoio, estrutural e emocional, em momentos de tamanha fragilidade. “A nossa função aqui vai ser servi-las, dando o carinho, prestando o serviço do dia a dia, dando humanidade, respeito. Estaremos com braços estendidos para acolher essas mulheres chegam aqui frustradas, decepcionadas, abatidas, feridas na alma. Teremos psicólogos, teremos gente para acolher aqui e para dizer, ‘olha, vocês são amadas’, essa é a nossa função”, assegurou.
Avanço significativo na defesa da mulher
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, ressaltou que a nova estrutura completa o complexo de atendimento às vítimas de violência no município. “Esse é um local adequado, protegido e preparado para acolher essas mulheres. Nós gostaríamos de não precisar acolher ninguém, mas aquelas que necessitarem terão todo o apoio para reconstruir suas vidas”, declarou.
A delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Renata Evangelista, destacou que a unidade atende a uma antiga necessidade da rede de proteção. “Sempre tivemos essa demanda de para onde encaminhar essa mulher após o atendimento policial. Antes havia um espaço provisório, em um hotel, mas agora temos um serviço institucionalizado, integrado à rede, que permitirá oferecer acompanhamento psicológico e social para que essa mulher consiga romper o ciclo da violência. É a realização de um sonho”, avaliou.
Para a juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar, Rosângela Zacarkim, a casa representa a peça que faltava para completar a estrutura de atendimento às vítimas no município. “Hoje é um dia de vitória. A casa de acolhimento era a peça que faltava nesse grande tabuleiro da rede de enfrentamento. Muitas mulheres chegavam vulneráveis, com seus filhos, sem ter para onde ir. Hoje encontramos uma estrutura que superou as expectativas, com equipe multidisciplinar para ajudá-las a se recompor, se capacitar e retomar suas vidas”, comemorou.
A presidente da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Eliane dos Santos, lembrou que a implantação do espaço atende a uma demanda histórica das instituições que atuam na proteção das vítimas. “Esse acolhimento era algo que almejávamos há muito tempo. Era uma lacuna dentro do nosso fluxograma e hoje conseguimos preenchê-la. Agora a rede consegue cumprir integralmente aquilo que a legislação prevê. São mais de 30 instituições unidas para garantir essa proteção”, apontou.
Representando a Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, Jaqueline Juelg destacou que a inauguração fortalece ainda mais a atuação conjunta das instituições. “Hoje é um momento de felicidade para todos que integram a rede de enfrentamento. Sinop já possui uma rede muito bem estruturada e o que faltava era justamente esse espaço de acolhimento. Agora fechamos esse ciclo com um atendimento completo às mulheres em situação de violência”, pontuou.
A presidente do Conselho da Mulher, Janethe Barreto, também comemorou a entrega da unidade. “Era um anseio do Conselho da Mulher ver essa casa concretizada. É um espaço que vai acolher, com técnica e com amor, mulheres em situação de vulnerabilidade e também seus filhos, quando necessário. Nós estaremos juntos apoiando esse trabalho”, garantiu.
O diretor técnico da Secretaria de Assistência Social, Juliano Heberle, afirmou que a implantação da casa representa o cumprimento de uma das prioridades estabelecidas pela administração municipal. “Hoje cumprimos a missão dada pelo prefeito Roberto Dorner, pelo vice Paulinho e pela secretária Sinéia: levar dignidade para a mulher, principalmente para aquela que enfrenta esse momento de violência. A casa segue o que preconiza a Política de Assistência Social e reafirma o compromisso de Sinop com a proteção das mulheres”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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