SAÚDE

Mutirão do programa Agora Tem Especialistas vai atender 1.317 indígenas no Vale do Javari

Para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o mutirão do programa Agora Tem Especialistas chega nesta sexta-feira (29) à Aldeia Itacoai, no Amazonas, com atendimentos voltados a povos indígenas isolados do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari. Este é o terceiro mutirão indígena especializado promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). A ação será desenvolvida em duas etapas e vai contemplar 1.317 indígenas do povo Kanamari. 

Até 7 de setembro, serão oferecidas consultas em oftalmologia, ginecologia, obstetrícia, pediatria, infectologia, além de exames como ultrassonografia e análises laboratoriais. Já a segunda fase, prevista para os próximos meses, será dedicada a cirurgias oftalmológicas e atendimentos voltados à saúde da mulher.  

A iniciativa integra uma série de cinco mutirões planejados entre agosto e novembro em territórios indígenas de difícil acesso nos estados do Amazonas, Acre e Mato Grosso. Somente em agosto, já foram realizadas duas mobilizações nos DSEIs Alto Rio Solimões e Médio Rio Solimões, totalizando 15,2 mil atendimentos.  

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A agenda do Agora Tem Especialistas em território indígena prevê, até novembro, mais dois mutirões nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas Xavante (MT) e Alto Rio Juruá (AC). “Estamos reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde em oferecer serviços de média e alta complexidade às comunidades indígenas mais distantes do Brasil”, destaca o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba. 

Resultados 

Os dois primeiros mutirões indígenas somam 15,2 mil atendimentos. O primeiro ocorreu na Aldeia Belém dos Solimões, em Tabatinga (AM), atendendo os povos Tikuna, Kokama, Kambeba e Kanamari. Foram 182 cirurgias oftalmológicas, 1,9 mil consultas e 11,2 mil exames e procedimentos, além da entrega de 651 óculos para a comunidade, que reúne cerca de 10,5 mil indígenas. 

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS

O segundo mutirão aconteceu na Aldeia Morada Nova, em Itamarati (AM), na região do Médio Rio Solimões e Afluentes, garantindo 624 atendimentos na primeira etapa, entre eles 311 em oftalmologia, 72 em ginecologia e obstetrícia, 241 em clínica médica e pediatria, 49 ultrassonografias, 14 eletrocardiogramas e dois encaminhamentos de emergência. Também foram doados 98 óculos.  

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A próxima etapa será voltada à realização de cirurgias oftalmológicas e de saúde da mulher, com o apoio de um Centro Cirúrgico Móvel de Saúde Especializada, que contará com salas de cirurgia, pré e pós-operatório adaptados para respeitar a cultura indígena, incluindo a utilização de redes no espaço de recuperação dos pacientes. 

Julianna Valença e Carolina Militão 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

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Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

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A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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