SAÚDE
Com investimento de R$ 607 milhões, presidente Lula e ministro Padilha inauguram setor de trauma e clínica médica no novo Hospital Federal do Andaraí
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inauguram, nesta sexta-feira (13), o Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), referência de assistência na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro, e a clínica médica da unidade. As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, do Programa Agora Tem Especialistas, com investimento de R$ 607 milhões do Governo do Brasil para a retomada dos serviços, qualificação da assistência e redução de filas nas unidades.
Com esse recurso, foi realizado o incremento do teto financeiro (Teto MAC) para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, como transplantes, tratamentos oncológicos e demais cirurgias; reabertura de leitos e dos atendimentos de emergência para aumentar a capacidade assistencial em toda a rede.
“Antes, os pacientes diagnosticados com câncer recebiam o diagnóstico e tinham que aguardar meses até uma consulta de retorno. Com o Agora Tem Especialistas e a reestruturação dos hospitais federais, o povo tem não só um acesso mais rápido ao tratamento, como também a qualidade que ele encontra é de ponta, igual a de hospitais privados de outros países. Esse é um direito que garantimos à população brasileira”, afirmou o presidente Lula.
Para o Setor de Trauma do novo HFA, foram destinados R$ 8 milhões, garantindo o aumento em 44% da capacidade de atendimento diário da unidade, chegando a 650 pacientes. Já a clínica médica foi totalmente reformada para melhorias estruturais e readequação dos ambientes. Atualmente, o espaço conta com 36 leitos, entre eles de enfermaria e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).
A modernização e qualificação dos serviços garantem que os pacientes do novo hospital, que passou a ser administrado pela Prefeitura do Rio de Janeiro a partir de 2024, tenham um atendimento mais próximo e eficiente, além de melhorar o fluxo assistencial, com capacidade para a realização de intervenções complexas já no pronto-atendimento e no transporte entre a emergência e a internação.
Para o ministro Padilha, a rede federal dos hospitais do Rio de Janeiro voltou a respirar. “Essa reestruturação dos hospitais federais aqui no Rio, em parceria com a prefeitura, com o Grupo Hospitalar Conceição, a Ebserh e a Fiocruz, dá ânimo aos profissionais dessas unidades, garante a qualidade do trabalho que será realizado e o acesso aos melhores cuidados aos usuários. Esses hospitais pertencem ao SUS e à população e nós seguiremos empenhados em garantir o acesso ao atendimento seguro, rápido e de mais alta qualidade para os brasileiros”, reforçou.
Desde o início da reestruturação dos hospitais e institutos federais, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 1,4 bilhão na readequação das unidades do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, o novo Hospital Federal do Andaraí inaugurou mais de 140 novos leitos na unidade, representando quase o dobro de atendimentos anuais, saindo de 84 mil para 167 mil. A força de trabalho também cresceu, de 2,5 mil colaboradores para 4,2 mil.
Outros avanços promovidos pela reestruturação
O setor de Emergência do novo Hospital Federal do Andaraí é mais uma conquista da reestruturação realizada pelo Ministério da Saúde. A ala foi reaberta em fevereiro de 2025, após permanecer dez anos fechada devido ao sucateamento da rede federal pelo governo anterior. Antes da reestruturação, o cuidado aos pacientes em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo, era realizado em um hospital do centro da cidade, com deslocamento de quase 9 km para ter acesso ao serviço.
Em maio de 2025, o HFA recebeu um acelerador linear com investimentos na ordem de R$ 13,4 milhões do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer por ano. O ministro da Saúde também inaugurou as novas instalações do restaurante do hospital, que ficou fechado por 12 anos, com capacidade para produzir 2,4 mil refeições diárias.
Entre outras entregas estão o Centro de Terapia Intensiva (CTI), o ambulatório e o centro cirúrgico. O centro de imagem segue com obras em andamento. A expectativa é que todo o hospital esteja reestruturado ainda no primeiro semestre de 2026.
Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais
Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,4 bilhão, incluindo incrementos pelo Programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC, para a readequação das unidades da rede federal do Rio de Janeiro para o enfrentamento de problemas estruturais históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados, déficit de profissionais e falhas de abastecimento. Ao todo, foram reabertos 335 leitos nos hospitais federais e reativadas 16 salas cirúrgicas. Como resultado, houve um aumento de 30% no número de cirurgias realizadas em um ano: foram 16.803 procedimentos em 2024 e 21.869 no ano seguinte.
Em fevereiro de 2026, o presidente Lula e o ministro Padilha inauguraram o Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes, que, assim como o novo Hospital Federal do Andaraí, também está sob gestão municipal. O centro contou com investimento federal de R$ 100 milhões para a modernização das alas. A reestruturação do hospital ampliou em mais 70% as cirurgias e internações, reduzindo o tempo de espera para assistência à população.
Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu e instalou dois tomógrafos, sendo um deles adaptado para pacientes obesos, e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Oito Centros de Convivência passam a integrar a rede de saúde mental do SUS
O Brasil passa a contar com oito Centros de Convivência (CECOs), habilitados para integrar a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Voltados à convivência, à participação social, à promoção da cidadania e à inclusão social, os CECOs desenvolvem atividades culturais, educativas, esportivas, de lazer, economia solidária e interação comunitária. Os espaços são abertos à população em geral e têm papel estratégico para pessoas em sofrimento psíquico e em situação de vulnerabilidade social, complementando as ações da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
A medida foi oficializada pelas Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, de 23 de julho de 2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Conforme previsto nas normativas, os oito Centros de Convivência (CECOs) habilitados receberão, em conjunto, R$ 300 mil mensais para custeio, o que representa R$ 3,6 milhões em recursos federais por ano para manutenção dos serviços.
Os serviços habilitados serão implantados nos seguintes municípios:
- Uberlândia (MG)
- Betim (MG)
- Boa Esperança (MG)
- Curvelo (MG)
- Virgolândia (MG)
- Contagem Carmo (RJ)
- Joinville (SC)
“Os Centros de Convivência já fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial há muitos anos e demonstram, na prática, sua potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social. Com a habilitação e o financiamento federal fortalecemos uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial e para a construção de vínculos comunitários”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati.
Fortalecimento de laços sociais e à promoção da cidadania
Os Centros de Convivência são espaços comunitários voltados ao fortalecimento de laços sociais, à promoção da cidadania e ao protagonismo dos participantes. Neles, a população em geral pode participar de atividades de convivência, cultura, esporte, lazer e economia solidária que favorecem a inclusão social, a ampliação da circulação nos territórios e a construção de vínculos comunitários.
Entre as iniciativas desenvolvidas nos CECOs estão ações relacionadas à arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, economia solidária, comercialização e formalização de empreendimentos. As atividades estimulam a participação social, o protagonismo e a troca de saberes entre os conviventes, que podem atuar tanto como aprendizes quanto como multiplicadores de conhecimentos. Além de fortalecer vínculos comunitários, os espaços contribuem para que os participantes reconheçam suas potencialidades e ampliem suas possibilidades de inclusão social e de geração de renda por meio de iniciativas como artesanato, culinária e outros empreendimentos coletivos.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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