POLÍTICA NACIONAL

Lafayette de Andrada é eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico

O deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) foi eleito nesta quarta-feira (19) presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. Ele substitui o deputado Danilo Forte (União-CE) no comando do colegiado.

“O Brasil jamais terá desenvolvimento social e o combate à desigualdade social se não conseguirmos fomentar o desenvolvimento econômico”, disse Lafayette, após a eleição. “Teremos que lutar bravamente para que o governo implemente políticas públicas de desenvolvimento econômico”, completou. “Políticas de ‘colchão social’ não serão eficazes se não fomentarmos o desenvolvimento econômico.”

Os três vice-presidentes da comissão serão eleitos posteriormente.

Perfil
Lafayette de Andrada exerce seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Foi vice-líder do seu partido e, na atual legislatura, vice-líder do bloco MDB-PSD-Republicanos-Podemos. Foi também 2º vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (2019-2020) e relator do anteprojeto de Código Brasileiro de Energia Elétrica (2019-2023) e da Comissão Especial sobre Direito Digital (2023).

Natural de Belo Horizonte (MG), Lafayette Andrada é advogado, professor e técnico licenciado do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Foi deputado estadual por Minas Gerais por três mandatos consecutivos (2007-2019), sendo que no terceiro foi vice-presidente da Assembleia Legislativa. 

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Foi também vereador em Lavras-MG (1993-1997) pelo PTR, e vereador em Juiz de Fora-MG pelo PSL (2001-2005). Lafayette foi ainda secretário de Estado de Defesa Social (2011) e superintendente de Assuntos Municipais do governo de Minas (2005). Está no partido Republicanos desde 2019. 

O que faz a comissão
A Comissão de Desenvolvimento Econômico debate e vota temas relacionados a: sistema monetário, câmbio, relações econômicas internacionais, políticas de importação e exportação, regimes aduaneiros, privatizações, cooperativismo, fiscalização do Estado às atividades econômicas, entre outros. 

Reportagem – Lara Haje
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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