POLÍTICA NACIONAL

Farias destaca contribuição de Salvador Lyra para o setor bioenergético do país

O senador Fernando Farias (MDB-AL) celebrou, em pronunciamento nesta segunda-feira (2), o centenário da criação do etanol no Brasil. Ele ressaltou a importância de homenagear o engenheiro químico Salvador Pereira de Lyra, que realizou os primeiros testes de etanol como combustível na Usina de Serra Grande, em Alagoas.

— O dr. Salvador Lyra nasceu em 21 de outubro de 1894, na Usina Serra Grande, em São José da Laje, localizado na Zona da Mata alagoana. Formou-se em 1918 em engenharia química na Tri-State University Indiana, nos Estados Unidos, mesma instituição em que seu filho, o senador Carlos Lyra, obteve a graduação também em engenharia química. Após a conclusão do período acadêmico, dr. Salvador permaneceu nos Estados Unidos e por 15 anos morou no exterior. Era fluente em inglês, italiano, francês, alemão e espanhol. Voltou para o Brasil em 1920, [quando] passou a trabalhar como gerente administrativo e comercial do Diário de Pernambuco, importante veículo de comunicação que pertencia ao seu pai, cujo falecimento, em 1924, fez com que dr. Salvador assumisse os negócios da família — relatou. 

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Farias defendeu que o legado do engenheiro seja devidamente reconhecido e registrado pelo Senado Federal.

— Oportunamente quero defender a homenagem prestada a esse ilustre e brilhante brasileiro, cujo protagonismo fez história, não apenas neste país, mas no mundo. O dr. Salvador Pereira de Lyra merece ser lembrado por seu legado de pioneirismo no segmento bioenergético. Podemos aqui elencar inúmeras iniciativas que fizeram do dr. Salvador Lyra um homem à frente do seu tempo, sempre com ideias humanistas e atento às questões que envolviam a sustentabilidade ambiental. A utilização do álcool produzido na Usina Serra Grande é uma transição para o biocombustível e é, sem dúvida, um motivo justo e de reconhecimento — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe acesso a armas de fogo para quem responde por medida protetiva de urgência

O Projeto de Lei 269/26 proíbe o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo para pessoas que respondem por medidas protetivas de urgência. O objetivo é reforçar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

O texto, em análise na Câmara dos Deputados, exige a apresentação de certidão que ateste a inexistência de medidas protetivas de urgência. Também determina que a pessoa interessada comprove que não responde a inquérito policial ou processo criminal.

Pela proposta, esses documentos poderão ser apresentados por meio eletrônico.

As regras serão incluídas no Estatuto do Desarmamento e no Decreto 11.615/23, que regulamenta o controle de armas.

Segundo a autora da proposta, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), “as medidas buscam evitar que indivíduos com histórico de violência doméstica, ainda que sem condenação definitiva, tenham acesso legal a armas, prevenindo desfechos letais”.

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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