POLÍTICA NACIONAL

CPMI do INSS: depoimento de Daniel Vorcaro deve acontecer após o Carnaval

Inicialmente previsto para quinta-feira (5), o depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, à CPMI do INSS ocorrerá após o Carnaval. Em entrevista à imprensa, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou nesta terça-feira (3) que, a pedido dos advogados de Vorcaro, o depoimento foi reagendado para o dia 26.

O senador avisou que, se o banqueiro não comparecer, poderá ser conduzido coercitivamente. Vorcaro é investigado pela Polícia Federal devido às fraudes no Banco Master.

Viana destacou que o convocado terá de “explicar os 250 mil contratos de empréstimos consignados que o Banco Master tinha em carteira, que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação de documentação que garantisse de fato a efetividade e a anuência dos aposentados”.

Por estar em prisão domiciliar, Vorcaro terá de ser transportado até Brasília, sob custódia da Polícia Federal. O senador ressaltou que serão garantidos todos os direitos constitucionais de não autoincriminação, acompanhamento por advogado e tratamento digno ao depoente.

Depoimento mantido

Está mantido para esta quinta-feira o depoimento do ex-presidente do INSS Gilberto Waller Júnior, em reunião que começa às 9h.

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Viana ressaltou que Gilberto deverá explicar as medidas adotadas pelo órgão durante a sua gestão, avaliar a efetividade dos controles internos implementados e identificar responsabilidades administrativas no âmbito da gestão atual.

Habeas corpus

O senador lamentou a manutenção de habeas corpus, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede o depoimento do empresário Maurício Camisotti à comissão.

Empresário do grupo Total Health, Camisotti foi convocado depois que oito requerimentos com esse objetivo foram apresentados, entre eles um do próprio presidente da CPMI. Segundo Viana, o empresário deve ser ouvido “em razão de seu envolvimento em graves esquemas de fraude e lavagem de dinheiro”.

Camisotti é apontado como sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que arrecadou R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas. A Controladoria-Geral da União verificou que muitos dos prejudicados nem sabiam que estavam filiados a essa associação.

Toffoli e prorrogação

Viana informou que o ministro do STF Dias Toffoli concordou com a devolução do material que já havia sido apurado pela comissão, mas só após as investigações da Polícia Federal.

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O presidente da CPMI também anunciou que vai se reunir na semana que vem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta com novas regras para placas de atendimento prioritário

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga estabelecimentos públicos e privados a inserir símbolos e descrições de diversas deficiências em placas de atendimento prioritário.

Pela proposta, as sinalizações deverão incluir representações para deficiências física, auditiva, visual, mental ou intelectual e múltipla, além de síndrome de Down, transtorno do espectro autista e mobilidade reduzida. O texto também mantém a prioridade para gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas idosas.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), para o projeto de lei original (PL 6967/25), do deputado Duda Ramos (Pode-RR).

“A proposta supera a visão de que a deficiência se restringe apenas a limitações motoras aparentes, combatendo o estigma e os questionamentos constrangedores que muitos cidadãos enfrentam ao tentar exercer seu direito à prioridade”, afirmou Geraldo Resende.

Tecnologia
Uma das mudanças trazidas pelo substitutivo é a permissão para o uso de tecnologias digitais. “O novo texto assegura que a norma não se restrinja a placas físicas, permitindo que estabelecimentos utilizem recursos digitais e audiovisuais que podem ser, em muitos casos, mais eficientes para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência”, justificou Resende.

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Ele alterou ainda as punições para quem descumprir a lei. O projeto original previa sanções mais rígidas, mas o texto do relator estabelece um rito progressivo. As sanções começam com advertência educativa e prazo para adequação, antes de seguir para autuações e notificações ao Ministério Público ou órgãos de defesa do consumidor.

Padronização
As placas físicas, quando adotadas, deverão seguir determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O projeto também incentiva o uso de recursos como código QR e audiodescrição para facilitar a comunicação.

Símbolo universal
A Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolveu em 2015 um símbolo internacional de acessibilidade, que consiste de figura humana simétrica com os braços abertos inscrita dentro de um círculo. O novo ícone tem o objetivo de representar a inclusão universal.

Recém-sancionada, a Lei 15.459/26 prevê a adoção da denominação “símbolo internacional de acessibilidade”, mas teve vetados os trechos que previam a substituição do símbolo atualmente usado no país pelo modelo da ONU. O governo federal argumentou que a mudança não contou com a participação das organizações representativas das pessoas com deficiência.

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Próximos passos
O PL 6967/25 segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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