POLÍTICA NACIONAL

Confúcio Moura defende compromisso permanente com a educação

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (24), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) disse que “chegou a hora” de colocar a educação como prioridade nacional, “não apenas no discurso, mas na prática”, com medidas no orçamento e nas políticas públicas.

Confúcio ressaltou que o único caminho para o Brasil romper o ciclo da desesperança é a educação de qualidade.

— Não há milagre, não haverá salvador da pátria, não existe reconstrução sem um pacto educacional. Não será uma eleição que mudará o destino do Brasil, se não houver um compromisso firme, contínuo e corajoso com a educação — afirmou.

O senador destacou também a importância da educação como fator gerador de oportunidades e de desenvolvimento social.

— A educação é a arma mais poderosa que temos. Educação de qualidade, da creche à pós-graduação, que forma cidadãos críticos, conscientes e éticos, que cria oportunidades e que devolve ao Brasil a esperança de um futuro melhor. Ela pode colocar o Brasil em pé.

Confúcio também ressaltou que é preciso resgatar a capacidade do Brasil de formar as suas crianças, seus jovens e até mesmo adultos que foram esquecidos pelo sistema educacional. Ao final, o senador dirigiu um apelo aos políticos de todas as esferas em favor da educação.

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— A história cobrará de nós. As futuras gerações perguntarão o que fizemos quando o Brasil precisou de equilíbrio, responsabilidade e visão de futuro. O Brasil não pode continuar sendo um país de frustração crônica. Que sejamos, juntos, a geração que transformou o lamento em ação, a descrença em esperança, a esperança em realidade. Educação já, educação sempre, educação para todos — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova incentivos para contratação de pessoas negras na cultura

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê incentivos fiscais para as empresas com mais de 20 funcionários que mantiverem uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros em seus quadros.

O texto aprovado também determina que pelo menos 20% das vagas de todos os processos seletivos e editais do setor audiovisual financiados com dinheiro público federal sejam destinadas a pessoas negras.

A regra vale para produções de cinema, TV e internet, abrangendo projetos de pesquisa, produção, roteiro e direção. Nesses casos, o candidato negro deverá assumir funções de direção, produção executiva ou responsável (individual ou coautor).

Foi aprovado o substitutivo da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que unifica o projeto original (PL 5882/05), do ex-deputado Vicentinho (PT-SP), e outras 16 propostas que tramitam em conjunto (apensadas). Ela explicou que o objetivo é resgatar medidas e políticas de inclusão que ficaram de fora durante a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10).

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“A proposta dirige também ao âmbito privado as políticas de promoção do emprego para a população negra. Trata-se de retomar a agenda legislativa que ficou incompleta, especialmente no setor do audiovisual, em que os retrocessos e dificuldades históricas foram significativos”, argumentou a relatora.

Foram rejeitados dois projetos (PL 7225/14 e PL 461/20) que tramitavam em conjunto.

Licitações e propaganda
O projeto também altera a Lei de Licitações (Lei 14.133/21) para prever que empresas que tiverem um programa interno de promoção da igualdade racial em estágio mais avançado terão preferência (critério de desempate) na hora de fechar contratos com o governo.

O texto passa a exigir que todas as campanhas publicitárias dos órgãos da administração pública reflitam a diversidade racial da sociedade brasileira nas telas.

Próximos passos
O projeto ainda passará pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será analisado pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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