POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara ouve o ministro das Relações Exteriores sobre eleições na Venezuela

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados recebe, na quarta-feira (13), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ele vai falar sobre a atuação do Brasil no contexto do processo pré e pós-eleitoral venezuelano e outros temas atuais da agenda internacional.

A audiência, proposta pelo presidente do colegiado, deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), será realizada no plenário 3, a partir das 9 horas.

Redecker afirmou que a eleição presidencial na Venezuela, em 28 de julho de 2024, foi marcada por uma série de irregularidades e denúncias de fraude. “Um dia antes do pleito, [Nicolás] Maduro ordenou o fechamento das fronteiras do país, impedindo que os venezuelanos abrigados no Brasil pudessem votar”, exemplificou o deputado. “Estima-se que 4 milhões de venezuelanos em todo o mundo tenham padecido do mesmo impedimento por decisão do regime.”

Redecker relembrou ainda que candidatos de oposição tiveram seus registros de candidatura negados e que, no dia das eleições, diversos grupos de parlamentares estrangeiros não puderam entrar em território venezuelano.

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A Organização dos Estados Americanos emitiu nota em que rechaçou a eleição de Maduro e cobrou a apresentação das atas das mesas de votação. “Tal postura foi seguida por diferentes governos e instituições”, acrescentou Redecker.

“Apesar de todos esses eventos, o Brasil preferiu o silêncio. Timidamente, para não suscitar reações raivosas por parte de Maduro, o Itamaraty, em nota, pediu que as atas das mesas de votação fossem exibidas, confirmando a isenção do pleito”, criticou o deputado.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).

Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.

“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.

Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

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“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.

De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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