POLÍTICA NACIONAL
Aprovado na CE plano de trabalho sobre o Fundeb
A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (19) o seu plano de trabalho para o acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O Fundeb é uma das políticas públicas escolhidas pela comissão para avaliar em 2025.
Relatora do plano de trabalho, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) destacou que o Fundeb deverá ser avaliado especialmente em relação à sustentabilidade financeira, aos critérios de distribuição do dinheiro da União e à regulamentação de fontes adicionais de financiamento da educação.
O Fundeb, em sua formatação atual, foi instituído pela Emenda Constitucional 108 e regulamentado pela Lei 14.113, de 2020. Ele é formado pelos fundos estaduais e do Distrito Federal, compostos com parte dos recursos próprios desses entes. A União entra com uma complementação, que em 2026 chegará a 23% do total de recursos totais dos fundos estaduais. A previsão de receita em 2025 é de R$ 325,5 bilhões.
A CE também vai acompanhar o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em 2025. Essa avaliação tem como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE).
Avaliação
Dorinha explicou que o plano de trabalho é “aberto” e deve ser construído de maneira coletiva. Ela informou que a avaliação do Fundeb vai contar com a pesquisa documental e análise de dados, legislação, normas, dados financeiros, auditorias e estudos. O trabalho vai envolver reuniões técnicas com:
- Ministério da Educação
- Tribunal de Contas da União (TCU)
- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
- Secretaria do Tesouro Nacional
- Comitê de Monitoramento e Avaliação de Gastos Diretos
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
— Serão seis audiências públicas temáticas abordando funcionalidade, critério, distribuição, ICMS educacional, sustentabilidade financeira, resultados do Fundeb e novas fontes de financiamento. A nossa previsão é fazer as audiências em agosto, outubro e novembro e a apresentação do relatório final no mês de dezembro — disse a relatora.
O senador Flávio Arns (PSB-PR) chamou atenção para a importância do Fundeb na educação brasileira:
— Esse é um chamamento para a sociedade, para essa reflexão agora: como está indo, dificuldades, desafios, avanços.
Presidente da CE, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ressaltou que o plano de trabalho toca nos principais temas de aperfeiçoamento e de acompanhamento do Fundeb e destacou que o fundo “realmente tem contribuído bastante para a educação”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Projeto proíbe acesso a armas de fogo para quem responde por medida protetiva de urgência
O Projeto de Lei 269/26 proíbe o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo para pessoas que respondem por medidas protetivas de urgência. O objetivo é reforçar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
O texto, em análise na Câmara dos Deputados, exige a apresentação de certidão que ateste a inexistência de medidas protetivas de urgência. Também determina que a pessoa interessada comprove que não responde a inquérito policial ou processo criminal.
Pela proposta, esses documentos poderão ser apresentados por meio eletrônico.
As regras serão incluídas no Estatuto do Desarmamento e no Decreto 11.615/23, que regulamenta o controle de armas.
Segundo a autora da proposta, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), “as medidas buscam evitar que indivíduos com histórico de violência doméstica, ainda que sem condenação definitiva, tenham acesso legal a armas, prevenindo desfechos letais”.
Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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