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Thiago Silva comemora reabertura do Incra em Rondonópolis


Thiago na plenária da AL

Foto: Ronaldo Mazza

Defensor do fortalecimento da agricultura familiar, o deputado estadual Thiago Silva (MDB) ressalta a importância da reabertura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rondonópolis, ocorrida na tarde desta quinta-feira (20).

A unidade estava sem prestar atendimento no município desde março de 2020 por conta da pandemia e o deputado Thiago Silva esteve pessoalmente no Incra em Cuiabá junto com o líder rural Carlos Bispo solicitando ao superintendente Marcos Cunha a retomada dos trabalhos em Rondonópolis, pois muitos assentados não tinham condições de ir até a capital para resolver algum problema ou documentação da sua terra.

“Para nós é uma importante notícia a retomada do atendimento do Incra em Rondonópolis, pois a ação descentraliza o atendimento para mais de 10 cidades e 6 mil famílias de pequenos produtores das regiões sul e sudeste. Agradeço o superintendente Cunha pelo atendimento da nossa solicitação que visa atender os agricultores familiares que careciam de informação e atendimento do Incra em Rondonópolis e região, assim como era feito antes de 2021. Vamos continuar trabalhar para melhorar a estrutura do Incra para atender mais de 50 assentamentos da nossa região”, disse o deputado.

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O líder rural Carlos Bispo ressalta que durante o período que esteve desativado o Incra, muitas famílias do campo vinham reclamando da distância que tinham que percorrer dos assentamentos até Cuiabá para buscar  atendimento. “Com a retomada do Incra em Rondonópolis irá facilitar a vida do pequeno produtor, que não tinha nem tempo, nem condições de se descolar mais de 200 km até Cuiabá para resolver a documentação dos seus lotes”, disse.

A unidade do Incra em Rondonópolis já está reaberta e fica localizada na rua João Pessoa, 164, Centro de Rondonópolis.

Fonte: ALMT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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