POLÍTICA | BASTIDORES DO PL EM MATO GROSSO

Thiago Boava cobra mudanças no PL e admite criação de novo partido após divergências

Deputado federal eleito critica aliança com o MDB nas eleições em Mato Grosso e afirma que a direita precisa rever estratégias para evitar novos desgastes eleitorais.

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O deputado federal eleito Thiago Boava (PL) defendeu uma reformulação na estratégia do Partido Liberal e afirmou que a direita poderá discutir a criação de uma nova legenda caso a sigla não reveja alianças e decisões que provocaram divergências internas nas eleições de 2026. Para ele, o resultado das urnas em Mato Grosso demonstrou a necessidade de mudanças na condução política do partido.

“Ou vamos tentar construir um partido novo, ou vamos sentar e ajustar com o Valdemar”, declarou ao MidiaNews, em referência ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Eleito com 72.375 votos, Boava criticou principalmente a estratégia adotada pelo partido na disputa estadual. O PL lançou o senador Wellington Fagundes ao governo e firmou aliança com o MDB, que apresentou Janaína Riva como candidata ao Senado.

A composição provocou resistência entre lideranças bolsonaristas e afastou da campanha alguns dos principais prefeitos do PL em Mato Grosso, entre eles Abilio Brunini, de Cuiabá; Flávia Moretti, de Várzea Grande; e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis.

Wellington Fagundes e Janaína Riva foram derrotados no primeiro turno. Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador, enquanto Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL) conquistaram as duas vagas ao Senado.

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Na avaliação de Boava, o resultado reforçou a percepção de que o desenho eleitoral inicialmente defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para Mato Grosso poderia ter sido mais competitivo.

“Bolsonaro desenhou o que ele queria para o Estado, porque sabia que o que tinha desenhado ficaria mais fácil. E ficou provado pelas urnas que o que ele desenhou era o certo a ter sido feito”, afirmou.

O deputado eleito ressaltou, porém, que os próximos passos da direita também dependerão do posicionamento de Bolsonaro e do resultado do segundo turno presidencial, disputado entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Se Deus quiser, teremos o Flávio eleito, o presidente Bolsonaro solto e o posicionamento dele sobre qual será o rumo da direita no Brasil. Porque não podemos mais flertar com situações como essa. O eleitor não aceita mais”, declarou.

Apesar das críticas, Boava evitou defender, neste momento, uma mudança no comando estadual do PL. Segundo ele, ainda é cedo para entrar nesse debate, embora considere que o resultado das urnas tenha deixado um recado à legenda.

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O PL de Mato Grosso é presidido por Ananias Filho. A discussão sobre eventuais mudanças internas deverá ocorrer em meio às avaliações sobre o desempenho eleitoral e as alianças firmadas durante a campanha.

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Assembleia Legislativa de MT prevê edital de novo concurso até o fim de 2027

Max Russi afirma que estudos para identificar vagas já começaram; seleção depende da conclusão de etapas administrativas e da contratação da banca organizadora

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) iniciou os estudos para a realização de um novo concurso público, com previsão de publicação do edital até o fim de 2027. A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), durante entrevista à Rádio Centro América FM, na terça-feira (13).

Segundo o parlamentar, pendências judiciais envolvendo servidores impediram que o processo fosse iniciado anteriormente. Com a superação desses entraves, a Assembleia passou a organizar as etapas necessárias para viabilizar a seleção.

Max destacou que o concurso é uma necessidade da instituição e deverá ocorrer independentemente de quem assumir a presidência da ALMT no próximo biênio. Para ele, a demanda por novos servidores exige a continuidade do planejamento.

“Vai ter o concurso público, sim, vamos organizar”, afirmou o deputado, ao comentar a possibilidade de ser reconduzido ao comando do Legislativo estadual.

De acordo com Max, a expectativa é concluir os procedimentos preparatórios até o fim de 2027. Entre as etapas previstas estão a finalização dos estudos e a contratação de uma empresa responsável pela organização do certame. Por esse motivo, a publicação do edital não deve ocorrer necessariamente no início do próximo ano.

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O setor de Recursos Humanos da Assembleia já iniciou o levantamento das áreas que precisam de reforço no quadro de pessoal. A análise deverá contribuir para definir as necessidades da instituição e orientar a estrutura do concurso.

Max ressaltou que o processo seguirá independentemente da definição da próxima presidência da Casa. Segundo ele, a realização da seleção é uma demanda institucional que deverá ser atendida pela próxima gestão, caso os procedimentos sejam concluídos conforme o planejamento.

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