POLÍTICA MT

Lei com diretrizes para promover a saúde da população negra em pandemias completa um ano nesta terça (22)

Foto: PEDRO LUIS VELASCO DE BARROS

Apresentada e aprovada pela Assembleia Legislativa, a Lei n° 11.580/2021 estabelece diretrizes para promoção da saúde da população negra em epidemias ou pandemias, surtos provocados por doenças contagiosas ou durante a decretação de estado de calamidade pública.

Em vigor há um ano, a norma prevê medidas como orientação de profissionais de saúde para atendimento dessa população e divulgação de ações do governo na área da saúde desse grupo em locais como escolas públicas, comunidades tradicionais e onde houver concentração de pessoas em situação de rua. Também é estabelecida a divulgação periódica de informações estatísticas referentes à pandemia de covid-19 que incluam as variáveis relativas à raça e cor. As ações previstas são estendidas a outros grupos étnico-raciais e povos e comunidades tradicionais.

Autor da lei, o deputado licenciado Dr. João (MDB) apresentou a proposta em 2020, ano em que foi declarada a pandemia de covid-19. “A situação da população negra é merecedora de atenção, pois a ela estão associados indicadores que sinalizam diversas vulnerabilidades, desde socioeconômicas até as de maior prevalência de certas doenças crônicas e infecciosas”, argumentou o parlamentar. 

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Pessoas negras têm maior incidência de anemia falciforme, diabetes tipo II, hipertensão arterial, por exemplo. “A medicina precisa estar preparada para essas especificidades. A iniciativa do deputado abrange uma pauta que é muito cara para nós. O monitoramento das secretarias de saúde tem de atender a diversidade. A igualdade deve ser de direitos, levando em conta que somos diferentes”, reivindica a presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune), Antonieta Costa.

A previsão de impacto maior da covid-19 na população negra se mostrou correta no Brasil e em Mato Grosso. Estudo do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde, grupo da PUC-Rio, revelou que no primeiro ano de pandemia de covid-19, negros eram 55% dos mortos e brancos 38%. Em agosto de 2020, o boletim epidemiológico de Mato Grosso mostrava que em Cuiabá 80% dos mortos pela doença eram negros, enquanto no estado era de mais de 50%.

“O processo econômico faz parte desse quadro. Os mais pobres, em maioria negros, tinham de ir trabalhar de ônibus com mais 40, 50 pessoas. Quem tem mais dinheiro vai de carro, compra máscara N95. Os mais pobres não tinham como ficar em casa se em casa não tinha comida. Muitas pessoas não tinham dinheiro nem para comprar máscaras, quando distribuímos máscaras de pano, teve gente que chorou de emoção ao recebê-las”, destaca Antonieta Costa.

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Ela defende ainda que Mato Grosso tem condições de avançar em políticas públicas. “A gente tem quilombolas, pessoas no campo, pessoas LGBTQIA+. Elas estão aí e precisam ser tratadas pelo poder público. É preciso criar comitês técnicos de saúde da população negra e indígena nos municípios e no estado”, afirmou a presidente do Imune.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Jayme confirma reunião com Max Russi e diz que próximas horas podem redefinir cenário da disputa ao Paiaguás – veja o video 

Senador afirma que encontro com o presidente da Assembleia Legislativa deve trazer “surpresas” para a política de Mato Grosso e reforça que convencionais do União Brasil devem votar com liberdade na convenção do partido.

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), afirmou que terá uma nova reunião com o presidente da Assembleia Legislativa e do Podemos, Max Russi, nesta sexta-feira (17). Segundo o parlamentar, o encontro poderá produzir desdobramentos importantes para o cenário eleitoral de 2026.

Sem antecipar detalhes, Jayme declarou que a conversa deve resultar em “surpresas” para a política mato-grossense, aumentando as expectativas sobre possíveis definições envolvendo alianças e a formação de chapas para a disputa ao Palácio Paiaguás.

Durante a entrevista, o senador também comentou as declarações do deputado estadual Júlio Campos, que denunciou um suposto assédio a convencionais do União Brasil para que votassem contra a candidatura de Jayme na convenção da sigla, marcada para o próximo dia 30 de julho.

Ao tratar do assunto, Jayme adotou um tom de serenidade e afirmou confiar na postura dos integrantes do partido. Segundo ele, os convencionais são pessoas íntegras e devem exercer o voto de acordo com suas convicções, sem qualquer tipo de pressão.

A expectativa agora fica voltada para o encontro entre Jayme Campos e Max Russi, que pode representar um novo capítulo nas articulações políticas em Mato Grosso. Nos bastidores, lideranças acompanham atentamente a movimentação, diante da possibilidade de acordos capazes de influenciar diretamente a corrida pelo Governo do Estado e a composição das forças políticas para as eleições de 2026.

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