POLÍTICA MT

Frente parlamentar poderá atuar em defesa dos interesses da Baixada Cuiabana

A Baixada Cuiabana poderá contar com uma frente parlamentar para discutir projetos e ações para promover o desenvolvimento da região e consequentemente a qualidade de vida da população. Isso porque, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) aprovou parecer favorável ao requerimento apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) e que contará com a presença de outros 12 parlamentares.

O requerimento referente à criação e indicação dos membros da Frente Parlamentar da Baixada Cuiabana foi relatado pelo deputado Thiago Silva, integrante da CCJR, e teve o parecer aprovado por unanimidade. Agora o requerimento será lido em Plenário e seguirá a tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Além de Wilson Santos, vão compor o grupo os deputados estaduais Beto Dois a Um (PSB), Carlos Avallone (PSDB), Diego Guimarães (Republicanos), Eduardo Botelho (União), Elizeu Nascimento (PL), Fabinho (PSB), Faissal (PV), Janaina Riva (MDB), Juca do Guaraná (MDB), Júlio Campos (União), Lúdio Cabral (PT) e Paulo Araújo (PP).

O autor da proposta, deputado Wilson Santos, afirma que frente parlamentar deve estudar e propor políticas públicas que favoreçam os municípios da baixada e cita, entre a prioridade, ações para conservação da Bacia do Rio Cuiabá e Pantanal a implantação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Várzea Grande e sua expansão em Cuiabá, a chegada da ferrovia até a capital e a ampliação da industrialização com fico no fortalecimento da região.

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De acordo com o presidente da CCJR e membro da frente parlamentar, deputado Júlio Campos, pela primeira vez nos últimos a Baixada Cuiabana conseguiu eleger a maioria dos representantes no Parlamento. Então, por iniciativa do deputado Wilson Santos, estamos propondo a criação dessa frente para que a baixada seja mais bem vista e tenha mais apoio do Governo do Estado. “Grandes projetos do governo estão contemplando o interior e tem ficado poucas ações para os municípios do entorno de Cuiabá. E aqui tem seríssimos problemas de infraestrutura nas áreas de educação, saúde, justamente porque a capital absorve a demanda que vem do interior”, justificou Campos.

Frente parlamentar é a associação de deputados, de caráter suprapartidário, destinada a promover, em conjunto com representantes da sociedade civil e de órgãos públicos afins, a discussão e o aprimoramento da legislação e de políticas públicas referentes a um tema específico.

Educação – Os novos cursos que foram disponibilizados pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) poderão ser apoiados por um estudo técnico que aponte a viabilidade e a demanda para criação da turma. É o que determina o Projeto de Lei 1046/2019, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), que torna obrigatória a realização desses levantamentos antes da implantação do curso.

Segundo o autor da proposta, atualmente muitos cursos são ofertados e possuem baixa procura por não representar uma demanda econômica ou social daquela região. Enquanto atividades carecem de mão-de-obra qualificada. “Temos acompanhado o trabalho da Unemat há muito tempo, defendemos a universidades e queremos otimizar a aplicação de recursos para melhorar o custo-benefício dos cursos implantados no estados. Por isso a importância do estudo de viabilidade técnica para compreender e identificar a vocação do município”, afirmou o parlamentar.

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A proposta prevê que os levantamentos sejam realizados pelos técnicos da Unemat em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, com a União das Câmaras de Vereadores e secretarias de Educação.

Ao todo, 26 matérias foram analisadas durante a 6ª reunião ordinária da CCJR, sendo que 13 tiveram parecer favorável, dez parecer contrário e três vetos tiveram parecer pela derrubada aprovados.

Balanço – Nos dois primeiros meses da 20ª Legislatura, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) analisou 143 matérias, sendo 32 em fevereiro e 111 em março, quando foram realizadas quatro reuniões ordinárias e outras duas extraordinárias.

O presidente da CCJR, deputado Júlio Campos, destacou o trabalho da comissão para colocar toda pauta em dia e dar fluidez às tramitações na Casa. “Tudo que tramita na Assembleia Legislativa precisa passar pela CCJR. Tivemos reuniões todas as semanas, analisamos projetos de lei, requerimentos, vetos. Limpamos inclusive as pautas remanescentes da Legislatura passada”.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Barbudo alerta para crise nas contas públicas e diz que Brasil chegou a situação “humilhante”

Deputado responsabiliza decisões de Governo pelo desequilíbrio fiscal e cita dificuldades de execução de recursos para Saúde e Educação

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) fez um duro alerta nesta quarta-feira, 12, sobre a situação das contas públicas brasileiras e afirmou que o país chegou a uma condição “humilhante”, apesar do crescimento da arrecadação e das sucessivas medidas adotadas pelo Governo Federal para elevar receitas. Em vídeo gravado no plenário da Câmara dos Deputados, Barbudo utilizou a divisão política entre parlamentares de direita e de esquerda para atribuir aos adversários parte da responsabilidade pelo atual quadro fiscal.

“Deste lado ficam os deputados da direita, deste lado ficam os deputados da esquerda. Deputados que fizeram questão de quebrar o nosso país” – acentuou o parlamentar.

Na sequência, o parlamentar chamou atenção para as dificuldades de execução do Orçamento federal e citou especialmente duas áreas consideradas essenciais. Segundo ele, “a União não tem 120 bilhões para tocar a educação e a saúde”, conforme demonstrativos sobre a limitação financeira para execução de despesas do Governo Federal. Análise da Consultoria de Orçamentos do Senado aponta uma diferença de aproximadamente R$ 105,5 bilhões entre despesas discricionárias passíveis de pagamento e o limite financeiro atualmente disponível para o conjunto do Poder Executivo. Saúde e Educação aparecem entre as áreas mais pressionadas.

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“Onde foi parar este dinheiro? Nós não sabemos. Eu sei que deste lado do plenário as votações contribuem para que o Brasil chegue em uma situação humilhante. Um dos maiores países do mundo não tem condições de manter a educação e a saúde” – frisou, ao apontar a bancada dos parlamentares de esquerda. Para Barbudo, o problema evidencia a deterioração da capacidade do Governo Federal de administrar as contas públicas e manter recursos suficientes para políticas essenciais.

Neste momento, segundo o parlamentar, existe um cenário de aumento da arrecadação federal, crescimento da dívida pública e forte pressão dos juros sobre as contas do país. Nos últimos anos, o Governo Federal também adotou diferentes medidas de aumento ou recomposição de receitas tributárias.

Barbudo sustentou ainda que o desequilíbrio fiscal não pode ser tratado apenas como um problema de arrecadação, mas também como resultado das escolhas políticas e orçamentárias adotadas pelo governo e por sua base no Congresso. Diante disso, ele pediu atenção dos eleitores ao momento que se aproxima, com a eleição para presidente da Republica, senadores, deputados federais e deputados estaduais. “Portanto, nas próximas eleições, você pense bem” – pediu o parlamentar na mensagaem.

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