POLÍTICA MT

Deputado Barranco visita Assentamentos Coqueiral e Bonanza em Nobres

Foto: PEDRO LUIS VELASCO DE BARROS

Foto: PEDRO LUIS VELASCO DE BARROS

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) e a deputada federal Professora Rosa Neide (PT) visitaram nesse domingo (15), os assentamentos Coqueiral Quebó e Bonanza, na zona rural do município de Nobres. Os parlamentares se reuniram com lideranças locais e agricultores familiares, prestaram contas das ações do mandato e acolheram demandas.

A primeira reunião foi na Vila Roda D’Água, no Coqueiral, onde os parlamentares foram recebidos pelo presidente da Associação de Moradores, Luiz Carlos Becker; o correligionário Arnaldo Pires Moreira; e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Walter Batista dos Santos.

Luiz Carlos citou as dificuldades enfrentadas pela comunidade para ter acesso à água potável. Ele solicitou emendas para construção de um reservatório de 10 mil litros. “A água, que abastece as casas, chega por meio de caminhão pipa. Temos muita água na nossa região, mas é salobra e não podemos consumir. Por isso carecemos de abastecimento e de reservatório”, disse.

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Barranco e Professora Rosa Neide se comprometeram em apoiar a construção do reservatório, seja por meio de emendas ou gestão no Governo do Estado.

Em seguida, os parlamentares se deslocaram para o Assentamento Bonanza. Eles se reuniram na casa do presidente Walter com várias lideranças da comunidade, com o presidente da Associação dos Pequenos Agricultores, Rosalino Ribeiro da Silva e apoiadores partidários.

Walter Batista também destacou que o principal problema das 85 famílias que vivem no assentamento é a falta d’água. Ele e as lideranças pediram apoio à compra de bomba d’água para captação em um rio há dois quilômetros do assentamento, e distribuição da água aos lotes.

Os parlamentares também se comprometeram em trabalhar pelo atendimento da demanda. Barranco citou que a agricultura familiar é fundamental para garantir a segurança alimentar no Brasil.

“Setenta por cento dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar. Por isso temos o compromisso de trabalhar para garantir estrutura aos agricultores familiares”, disse. Barranco afirmou que seu mandato tem como prioridade o trabalho junto aos assentados e assentadas. “Vocês podem contar com nosso trabalho, para apoiarmos o Bonanza, o Coqueiral e os assentamentos da região”, disse.

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Para o presidente Walter, a ida do deputado estadual e da deputada federal, em um domingo, nos assentamentos, demonstra que eles têm compromisso com os trabalhadores. “Foi muito bom receber vocês aqui. Vocês viram nossas dificuldades. E estamos confiantes que vamos conseguir resolver esse problema da falta d’água, que tanto dificulta a nossa sobrevivência aqui na terra”, finalizou.

Fonte: ALMT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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