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CST da Causa Animal discute situação de animais domésticos comunitários

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A Câmara Setorial Temática (CST) em Defesa da Causa Animal criada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutiu, nesta segunda-feira (30), a situação dos animais domésticos comunitários em diversos municípios do estado.

Conforme a Lei Municipal de Cuiabá 6.439/2019, animal doméstico comunitário é aquele que, apesar de não ter proprietário definido e único, estabelece, com os membros da população do local onde vive, vínculos de afeto, dependência e manutenção.

Entre outros pontos, a norma estabelece que o animal doméstico comunitário poderá ser mantido no local onde se encontra, sob os cuidados de cuidador, protetor ou de Órgão Municipal para o fim apontado, podendo receber os seguintes serviços: atendimento médico-veterinário gratuito, esterilização gratuita e identificação a ser feita por meio de cadastro renovável anualmente.

“Nós temos que ser entusiastas dos animais comunitários, porque os abrigos, as ONGs, os protetores independentes, os ativistas, estão com suas casas lotadas de animais e a adoção de animais infelizmente não atinge o objetivo que a gente gostaria que tivesse. Então, uma das alternativas mais viáveis acaba sendo realmente a questão dos animais comunitários, por isso precisamos tratar esse assunto com mais seriedade e conquistar novos espaços e avanços”, ressaltou o relator da CST, Jarbas Alves Carvalho.

Embora a lei tenha sido publicada em 2019 e regulamentada em 2021, membros da CST apontaram o desconhecimento acerca do seu conteúdo por parte dos cidadãos, bem como a necessidade da criação de uma legislação estadual que discipline a situação dos animais domésticos comunitários em todo o estado.

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“A intenção é buscar uma legislação voltada para os animais comunitários e que contemple os demais municípios do estado, tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelas ONGs, e que os outros órgãos de controle, como o próprio Ministério Público, somem forças para fazermos algo diferente pelos animais”, anunciou o presidente da CST, Emanuel Flores.

Condomínios – Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-MT, Carla Fahima manifestou preocupação sobre situações de maus tratos registradas em alguns condomínios residenciais, motivadas pela ausência de legislação que normatize a situação de animais domésticos em suas áreas. 

“Como não há uma norma específica para o atendimento do animal que está dentro do condomínio, acaba sendo uma questão jurisprudencial. O que o condomínio não pode fazer é proibir o animal de ser alimentado, mesmo que de maneira externa, porque às vezes o condomínio proíbe alimentar o animal na calçada e a calçada é uma via pública. Então, o intuito da CST é propor uma lei estadual e incluir os condomínios, porque às vezes o animal vive ali na região, entra no condomínio para dormir, para se alimentar, e acaba ficando por ali”, disse.

Projeto Protetor Mirim – Edmilson Marques de Moraes, servidor da Secretaria Municipal de Educação e membro do Conselho Municipal de Bem-Estar Animal, apresentou informações acerca do Projeto Protetor Mirim, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria-adjunta de Bem-Estar Animal, com o objetivo de promover campanhas educativas sobre os cuidados, proteção e zelo com os pets. Segundo ele, o projeto já foi realizado em duas escolas municipais e conscientizou cerca de 600 estudantes, professores e gestores. 

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“O propósito é dar continuidade a esse projeto no ano de 2024, estendendo a mais unidades educacionais em bairros diferentes e trabalhar com cartilhas e alguns orientativos para cada vez mais fazer com que os nossos estudantes e cidadãos se tornem um pouco mais críticos em relação à questão da causa animal”, frisou.

Interior – Representantes de ONGs e instituições de Sinop, Confresa e Comodoro participaram da reunião e apresentaram informações acerca da realidade de seus municípios no que se refere aos animais domésticos comunitários.

Os relatos apontaram dificuldades em lidar com a questão, sobretudo devido à ausência de norma específica, bem como de abrigos municipais e de Centros de Controle de Zoonoses (CCZ).

“A conscientização de crianças e adolescentes é muito importante para um futuro diferente. Animais nas ruas é um problema social de todos”, reiterou a presidente da ONG Atitude Real de Carinho e Amor (Arca), de Sinop.

Fonte: ALMT – MT

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Janaína Riva apresenta propostas para mulheres, segurança e famílias de Mato Grosso

Candidata ao Senado afirma que pretende levar ao Congresso pautas de combate à violência, enfrentamento ao crime organizado e desenvolvimento do Estado

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) afirmou que pretende levar a Brasília propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres e crianças, ao enfrentamento do crime organizado e à proteção das famílias de Mato Grosso. Em entrevista à Rádio Cidade de Alto Araguaia, a candidata também respondeu às críticas feitas pelo deputado federal José Medeiros (PL) e defendeu que sua candidatura possui um projeto próprio para o Estado.

Janaína afirmou que não pretende mais ocupar apenas o papel de apoiadora política sem receber apoio em suas próprias disputas eleitorais. Segundo ela, nas eleições anteriores, chegou a aparecer em materiais do PL ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro para apoiar Medeiros.

“Eu apoiei esse candidato nas últimas eleições. Ele mandou fazer material do PL com a minha foto e com a foto do presidente Bolsonaro. Eu só servi para apoiar, eu não sirvo para ser apoiada”, declarou. A candidata disse ainda que não pretende repetir esse cenário.

Ao comentar a participação feminina na política, Janaína afirmou que a reação à sua candidatura demonstra, em sua avaliação, diferenças entre o discurso de incentivo à presença das mulheres e a disputa por espaços de poder. “Quando uma mulher coloca em risco o mandato de um homem, reagem desse jeito”, afirmou.

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Entre as propostas apresentadas pela candidata está o endurecimento das penas para crimes como estupro, pedofilia e feminicídio. Ela também defendeu o aumento de recursos e o uso de tecnologia para investigar a estrutura financeira de organizações criminosas. Segundo Janaína, a demanda surgiu após conversas que manteve com 24 delegados.

A candidata também citou infraestrutura e atração de novas indústrias como prioridades para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Na área social, defendeu a ampliação da oferta de moradias, creches com horário estendido e escolas em período integral.

Segundo Janaína, a oferta de alimentação, atividades educacionais e esportivas no contraturno escolar pode contribuir para afastar crianças e adolescentes da possibilidade de recrutamento pelo crime organizado.

“Eu quero ser senadora de Mato Grosso, porque eu entendo que o Senado é um espaço que vai muito além de colocar esparadrapo na cara, que vai muito além de ficar cortando melancia, é um lugar para tratar de pautas sérias. O Brasil tem problemas sérios que nós precisamos enfrentar”, afirmou.

Ao final da entrevista, Janaína declarou que pretende conquistar um dos dois votos que cada eleitor poderá dar para o Senado e afirmou que considera importante ampliar a presença feminina na disputa. Ela disse, porém, que o segundo voto deve ficar a critério de cada eleitor.

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“Eu defendo que ao menos um dos votos nessa eleição seja para uma mulher. Que não for para mim, para outra candidata mulher, mas eu defendo a participação feminina nessa eleição”, finalizou. 

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