POLÍTICA MT
Comissão de segurança vai acompanhar operação que prendeu policiais militares
A comissão de segurança pública da Assembleia Legislativa presidida pelo deputado estadual, Elizeu Nascimento (PL) apresentou nesta quinta-feira (31), um requerimento para acompanhar in loco, a situação dos policiais militares detidos na operação Simulacrum.
Elizeu que é policial militar da reserva serviu no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), por 14 anos e disse na tribuna que algumas vezes foi obrigado a enfrentar criminosos fortemente armados no combate à criminalidade.
“Muitas das vezes somos obrigados a usar a força letal para revidar as injustas agressões que sofremos de criminosos fortemente armados. Criminosos que não pensam duas vezes antes de tirar a vida de um pai de família. O policial em uma situação difícil tem questão de milésimo de segundo para tomar uma decisão que pode custar até a sua vida. Uma demora na reação, pode fazer com que o policial perca a vida em serviço, como já aconteceu algumas vezes”, declarou Elizeu.
No requerimento, Elizeu pede que aconteça uma visita técnica de inspeção e constatação pelos membros da comissão, na Delegacia Especializada de Homicídios Proteção à Pessoa (DHPP), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Força Tática, Rotam e demais batalhões com a finalidade de averiguação e acompanhamento dos policiais militares investigados.
Além de Elizeu, assinaram o documento os deputados João Batista, Doutor João e Ulysses Moraes que irão acompanhar as visitas que devem começar já nesta sexta-feira (1°).
Com a inspeção e acompanhamento, os deputados buscam transparência no decorrer da operação.
POLÍTICA MT
CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.
O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).
O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.
“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.
Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.
A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.
Serviço
Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde
Data: 17 de junho de 2026
Horário: 14h
Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Fonte: ALMT – MT
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