POLÍTICA MT
Comissão de Direitos Humanos aprova parecer para implantação de projeto que combate o capacitismo
Em reunião ordinária realizada na manhã de hoje (4.4), a Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo a criança, ao Adolescente e ao Idoso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 497/2023, que institui a campanha permanente de conscientização e combate ao capacitismo no Estado de Mato Grosso.
A propositura é de autoria do deputado Valdir Barranco (PT) e visa conscientizar sobre o preconceito baseado na ideia de que pessoas com alguma deficiência ou transtorno são menos capazes ou menos aptas, em comparação ao que se considera condição padrão. A discriminação pode ocorrer por ações ou falas explícitas, sutis ou culturalmente construídas – ainda que revestidas de boas intensões – ou ainda quando subestimam suas capacidades, aptidões e potencialidades. Ela recebeu parecer favorável do relator, deputado Sebastião Rezende (União), cujo voto foi acompanhado pelos demais membros da comissão.
Rezende defendeu a iniciativa e destacou a importância de falar sobre a questão para combater a discriminação. “É um tema que merece importância e deve ser falado ao longo do ano todo para garantir maior inclusão das pessoas com deficiência ou transtorno em todos os espaços da sociedade”, defendeu.
Outro projeto de destaque que recebeu parecer favorável da comissão foi o Projeto de Lei 217/2023, também de autoria do deputado Valdir Barranco, que assegurado à pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) o direito de ingressar e de permanecer acompanhada de cão de assistência em todos os meios de transportes e em estabelecimentos de uso coletivos. A proposta defende que a medida pode ajudar a atenuar dificuldades enfrentadas por pessoas com TEA. “Dentro da minha família nós convivemos com pessoas com autismo e sabemos o quanto é importante iniciativas como essa e assembleia tem trabalhado bastante nesse sentido”, concluiu o relator.
Conduzida pelo deputado Gilberto Cattani (PL), que preside a comissão, a segunda reunião ordinária do grupo contou ainda com a participação do deputado Lúdio Cabral (PT). Os parlamentares apreciaram sete projetos de lei e cinco indicações de honrarias. “Estamos trabalhando muito para manter a pauta em dia”, defendeu o presidente. Todo projeto que chegar será posto em votação e não vai ter projeto que vai ser segurado ou enrolado”, garantiu Cattani.
A próxima reunião ordinária acontece no dia 18.04, às 10h, na sala 202.
Pauta
Projetos de Lei:
1 – Projeto de Lei Nº 22/2023,– de autoria do deputado Eduardo Botelho – Institui a política estadual para o estímulo da atividade de cuidador de idosos e dá outras providências. Parecer favorável. Aprovado.
2 – Projeto de Lei 131/2023 – de autoria do deputado Thiago Silva – Altera e acrescenta dispositivos à Lei nº 10.853, de 22 de março de 2019 que institui o programa permanente de conscientização e combate ao assédio e abuso sexual no transporte coletivo intermunicipal no âmbito do Estado de Mato Grosso. Parecer favorável. Aprovado.
3 – Projeto de Lei 140/2023 – De autoria do deputado Thiago Silva – Altera e acrescenta dispositivos à Lei nº 10.949, de 1º de outubro de 2019, que cria o programa de prevenção e combate a jogos que Induzem crianças e adolescentes à automutilação e ao Suicídio e dá outras providências. Parecer favorável. Aprovado.
4 – Projeto de Lei 144/2023 – De autoria do deputado Thiago Silva – Dispõe sobre a criação e implementação do programa qualificação feminina no âmbito do Estado de Mato Grosso. Parecer favorável. Aprovado.
5 – Projeto de Lei 217/2023 – De autoria do deputado Valdir Barranco – Dispõe sobre o direito da pessoa com transtorno do espectro autista – TEA – de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão de assistência. Parecer favorável. Aprovado.
6 – Projeto de Lei 497/2023 – De autoria do deputado Sebastião Resende – Institui campanha permanente de conscientização e combate ao capacitismo no Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Parecer favorável. Aprovado.
7 – Projeto de Lei 617/2023 – De autoria do deputado Valdir Barranco – Estabelece diretrizes para a política estadual de prevenção e erradicação do trabalho infantil e dá outras providências. Parecer favorável. Aprovado.
Projetos de Resolução / Honrarias – PRs 152/2023, 292/2023 e 300/2023 receberam parecer favorável e foram aprovadas. PRs 156/2023 e 317/2023 foram rejeitadas por ultrapassarem limite estabelecido pela Resolução nº 6597/2019.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
APÓS DEFESA EM PLENÁRIO, WELLINGTON CELEBRA APROVAÇÃO DE PROJETO QUE FORTALECE A PROTEÇÃO ÀS MULHERES
O pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL), comemorou nesta quarta-feira (08/07), a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei nº 4.300/2025, que torna obrigatória a ampla divulgação dos canais oficiais de denúncia de violência contra a mulher, como o “Ligue 180”, em meios de comunicação e locais de grande circulação em todo o país.
A aprovação ocorre um dia após o parlamentar subir à tribuna para defender a matéria e fazer um apelo pela união de todos os senadores em torno de uma pauta que, segundo ele, “não tem partido, não tem ideologia e não pode mais esperar”.
Para Wellington, a decisão do Senado representa mais um passo na construção de uma política pública permanente de proteção às mulheres brasileiras.
“Quando o assunto é defender a vida, não existe disputa política. Existe o dever de agir. A aprovação deste projeto demonstra que o Senado está comprometido em fortalecer a rede de proteção às mulheres e facilitar o acesso de quem precisa denunciar a violência antes que ela termine em mais uma tragédia”, afirmou.
O PL 4.300/2025 determina que os canais oficiais de denúncia, especialmente o Ligue 180, sejam amplamente divulgados em espaços públicos, estabelecimentos de grande circulação, veículos de comunicação e outros ambientes de fácil acesso à população. A medida busca ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de proteção existentes e facilitar o pedido de ajuda por mulheres em situação de violência.
Durante o pronunciamento realizado na terça-feira, Wellington chamou a atenção para a grave realidade enfrentada por Mato Grosso. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual, apontam que o estado já registrou 26 feminicídios e mais de 23 mil ocorrências de violência doméstica neste ano, enquanto o mês de junho foi o período mais violento do ano para esse tipo de crime.
“O feminicídio não começa no momento do crime. Ele começa muito antes, na humilhação, no controle, nas ameaças e na violência psicológica. Quanto mais cedo a vítima souber onde buscar ajuda, maiores são as chances de interromper esse ciclo e preservar vidas”, ressaltou.
O pré-candidato lembrou que Mato Grosso permanece entre os estados com maiores índices de feminicídio proporcionalmente à população, realidade que exige respostas firmes, integração entre os poderes públicos e fortalecimento permanente da rede de atendimento às vítimas.
Ao longo de sua atuação parlamentar, Wellington tem apresentado propostas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. É autor do Projeto de Lei nº 4.147/2021, já aprovado pelo Senado e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, que institui a Política Nacional de Atendimento ao Homem Autor de Violência contra a Mulher, buscando romper o ciclo da violência por meio de ações preventivas, sem afastar a responsabilização criminal dos agressores.
O senador também defende o monitoramento eletrônico de autores de violência doméstica, o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, das Patrulhas Maria da Penha, das Procuradorias da Mulher e da ampliação da estrutura da rede de acolhimento.
Para ele, nenhuma política pública isolada resolve um problema tão complexo, mas cada medida representa uma oportunidade de impedir novas mortes.
“Divulgar os canais de denúncia pode parecer uma medida simples, mas é justamente nos momentos de maior vulnerabilidade que uma informação acessível faz toda a diferença. Muitas mulheres deixam de denunciar porque desconhecem onde procurar ajuda. Tornar esses canais visíveis significa aproximar o Estado de quem mais precisa.”
O parlamentar afirmou que continuará trabalhando para que o combate ao feminicídio seja tratado como prioridade nacional.
“Proteger as mulheres é proteger as famílias. É proteger as crianças. É defender a dignidade humana. O Estado não pode chegar apenas depois da tragédia. Precisa estar presente antes, prevenindo, acolhendo e garantindo que nenhuma mulher enfrente a violência sozinha. Essa é uma responsabilidade permanente de todos nós.”
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