POLÍTICA MT

CCJR aprova projeto para retirar idade máxima para inscrição em concurso da Polícia Civil

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) aprovou proposta para retirar o limite máximo de 45 anos de idade para inscrição em concursos da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC/MT) em reunião ordinária na tarde desta terça-feira (2). O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 33/2025 visa apenas manter a idade mínima de 21 anos completos, sem colocar novo limite máximo.

Autor do texto e membro do colegiado, o deputado estadual Fabio Tardin (PSB) acredita que o limite atual é discriminatório. “Defendo que devemos ter idade mínima, mas não idade máxima. Vivemos em tempos diferentes. Pessoas com 45 ou 50 anos podem estar em plena forma física e ter condições de desempenhar um papel fundamental na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso”, afirmou.

O parlamentar ainda sustentou que os testes físicos são eficazes para atestar a capacidade de pessoas acima de 45 anos de conseguir cumprir as funções exigidas. “Vários outros estados já adotaram esse novo modelo, e, certamente pessoas em plenas condições físicas, ao passar nos testes, estarão aptas a trabalhar na Polícia Civil. Tenho certeza de que os deputados entenderão a importância disso no plenário e aprovarão essa mudança o mais rápido possível”, completou Tardin.

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Entre as mais de 20 matérias analisadas, também estavam sete vetos. A apreciação de um deles ainda deve ser retomada na CCJR, uma vez que houve empate na votação. Trata-se do Veto nº 97/2025 aposto ao Projeto de Lei nº 785/2024. O objetivo do texto vetado pelo governo é dispensar apresentação de Certidão Negativa de Débitos Federais para celebração de convênios entre hospitais filantrópicos e o poder executivo estadual. Essa dispensa seria aplicada quando a entidade filantrópica hospitalar é a única no município ou quando é responsável por atender pacientes de outros municípios que não possuem hospital público.

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, deputado Eduardo Botelho (União) defendeu a derrubada do veto. “Os hospitais filantrópicos são muito importantes para nós. Hoje não viveríamos sem o Santa Helena, sem o Hospital de Câncer, sem a Santa Casa de Rondonópolis e outros hospitais filantrópicos que atendem a população. Não faz sentido que o governo não possa fazer convênios com eles por uma pendência fiscal, já que dependemos muito dos filantrópicos na saúde pública”, argumentou.

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Botelho também criticou o grande número de vetos a projetos propostos e aprovados pela Assembleia e reclamou que muitas leis sancionadas não saem do papel por falta de ação do poder executivo. “Temos muitos projetos aprovados pela Assembleia que o governo simplesmente engaveta, não coloca em prática. Um exemplo é o orçamento do estado do ano passado. Foram destinados recursos para creches e praticamente nada foi realizado. Então, precisamos começar a cobrar que os projetos aprovados sejam implementados, pois essa é a função da Assembleia, criar leis que valham para o povo”, avaliou.

Além de Botelho e Tardin, também participaram da reunião Sebastião Rezende (União) e Janaina Riva (MDB), ambos de forma remota.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Virginia Mendes reage a operação, defende Francisco Lopes e questiona exposição de familiares

A ex-primeira-dama de MT e candidata a deputada federal, Virginia Mendes, manifestou, nesta terça-feira (11), apoio ao procurador do Estado Francisco Lopes, que deixou o cargo de procurador-geral do Estado na sexta-feira (7), e criticou a exposição de familiares durante os acontecimentos recentes.

Para Virginia, Lopes foi alvo de uma injustiça e deixa como legado uma trajetória de responsabilidade e compromisso com Mato Grosso.

“Uma injustiça o que fizeram com o Dr. Francisco. Ele é um homem íntegro, comprometido com seus deveres e que sempre serviu o nosso Estado com muita responsabilidade”, afirmou.

A ex-primeira-dama também criticou a divulgação do nome de sua filha caçula e lamentou a exposição do deputado federal Fabio Garcia. Segundo ela, familiares não deveriam ser envolvidos em disputas políticas ou em situações das quais não participam.

“Meus filhos não têm nada a ver com isso e não deveriam ter seus nomes expostos”, declarou.

Virginia também levantou questionamentos sobre o suposto conhecimento antecipado, por parte de adversários políticos, de uma operação que, segundo ela, seria sigilosa.

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“É curioso que adversários já falavam que no dia 5 teria uma operação. Como eles sabiam disso, se uma operação dessa natureza é sigilosa? Fica a pergunta: foi informação privilegiada?”, questionou.

Ela ainda comparou o episódio a uma situação envolvendo Mauro Mendes quando ele era prefeito de Cuiabá. Segundo Virginia, o atual governador teria sido alvo de busca e apreensão e, após três anos, foi inocentado, conforme declaração do próprio Mauro.

Para Virginia, a repetição de episódios envolvendo políticos e familiares em um período próximo às eleições reforça, em sua avaliação, a necessidade de esclarecimento dos fatos.

“Somos vítimas do sistema da velha política, de pessoas que simplesmente não aceitam a democracia. Mas tenho certeza de que a Justiça será feita”, afirmou.

Virginia Mendes disse acreditar que os fatos serão esclarecidos. “Acredito na Justiça e nossa inocência será certificada por ela”.

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