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Cavalhada pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial

A Cavalhada de Poconé, município localizado a 102 km de Cuiabá, poderá ser tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Mato Grosso. O Projeto de Lei (PL) 1562/2023, que torna a festa religiosa e cultural, recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante a 26ª reunião ordinária, realizada na tarde desta terça-feira (10).

Além da matéria, outros 27 projetos estavam na pauta, porém cinco foram retirados a pedido do autor ou do relator da proposta. A reunião dessa terça-feira foi presidida pelo vice-presidente da CCJR, deputado Dr. Eugênio (PSB) e contou com a presença dos deputados Elizeu Nascimento (PL) e Diego Guimarães (Republicanos).

Entre os projetos, está o Veto 94/2023, referente ao projeto de lei 33/2023, que institui a Política Estadual para o Estímulo da Atividade de Cuidador de Idosos. A iniciativa é de autoria do deputado Eduardo Botelho (União), mas foi parcialmente vetado pelo governador. De acordo com o relator na CCJR, deputado Júlio Campos (União), o veto não merece prosperar porque o artigo em questão dispõe sobre o prazo para regulamentação e, portanto, se trata de uma regra constitucional.

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O PL 1562/2023, de autoria do deputado Júlio Campos, pretende tornar a Cavalhada de Poconé parte oficialmente do Patrimônio Cultural Imaterial Mato-Grossense por sua forte influência em nossa história. 

“É explicito o sentimento de pertencimento do povo poconeano à cultura local, assim como a relação que as pessoas desenvolvem com esse evento cultural, que abrange a compreensão do passado, presente e futuro, de modo que a memória coletiva e individual é revivida e respeitada, assumindo a relação que estabelece entre as pessoas, a sociedade e a herança cultural que recebem e que projetam no futuro”, justifica o autor do projeto.

O deputado Diego Guimarães (Republicanos), relator do projeto, defendeu a declaração do evento por fazer parte da cultura e de uma manifestação religiosa do povo pantaneiro. “A Cavalhada é uma legítima manifestação artística e religiosa do que é ser pantaneiro. Nada mais justo do que reconhecer e tornar isso um patrimônio do povo mato-grossense”.

Segundo Guimarães, ao reconhecer o evento como Patrimônio Cultural Imaterial, o acesso do evento a recursos para o financiamento se torna mais fácil. “Ao se tornar Patrimônio, é possível destinar mais recursos para manter e até melhorar a estrutura. A Arena da Cavalhada, por exemplo, é uma demanda antiga e que poderia ampliar ainda mais o alcance do evento”.

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Balanço – Entre os projetos de lei analisados pela CCJR, nove tiveram parecer contrário aprovado, 11 tiveram parecer favorável aprovado e um  teve o parecer contrário derrubado. Cinco projetos foram retirados da pauta e um veto parcial teve o parecer pela derrubada aprovado.

Fonte: ALMT – MT

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NO INSTAGRAM: EM MEIO À INDEFINIÇÃO DO PODEMOS, VIRGÍNIA MENDES PUBLICA FOTO COM MAX RUSSI E REFORÇA SINAIS DE APROXIMAÇÃO COM A BASE GOVERNISTA  

Postagem sobre o programa SER Família Pet ocorre ao mramo tempo da convenção do Podemos, que decidirá se o partido apoiará Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes ou seguirá com candidatura própria.

No dia convenção estadual do Podemos, marcada por um clima de expectativa e indefinição sobre os rumos do partido nas eleições de 2026, uma publicação da ex-primeira-dama de Mato Grosso e candidata à deputada federal, Virgínia Mendes, movimentou os bastidores políticos.

Em suas redes sociais, Virgínia divulgou uma série de imagens destacando a sanção da Lei Complementar nº 835/2026, que criou o programa SER Família Pet, iniciativa que, segundo ela, foi idealizada em parceria com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. As fotos mostram os dois durante o lançamento do programa e ressaltam a atuação conjunta na construção da política pública voltada ao atendimento veterinário gratuito para famílias em situação de vulnerabilidade.

A postagem ganhou repercussão justamente no momento em que o Podemos se prepara para sua convenção, na qual Max Russi e a direção da sigla definirão se o partido caminhará ao lado do governador Otaviano Pivetta, pré-candidato da base governista, se apoiará o senador Wellington Fagundes (PL) ou se optará pelo lançamento de uma candidatura própria.

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Nos bastidores, a publicação foi interpretada por interlocutores políticos como mais um gesto de proximidade entre Virgínia Mendes e Max Russi, reforçando as especulações de que o Podemos pode se aproximar do grupo governista. Apesar disso, até o momento não houve anúncio oficial sobre a decisão da legenda.

A expectativa é de que a convenção do Podemos coloque fim ao suspense que domina o cenário político de Mato Grosso. A definição do partido é considerada estratégica para o desenho das alianças da disputa pelo Palácio Paiaguás, já que a legenda é vista como uma das peças mais importantes na composição do tabuleiro eleitoral de 2026.

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