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Assembleia aprova RGA de 5,40% e destaca diálogo entre governo e servidores

Por unanimidade, os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, em sessões extraordinárias realizadas nesta quarta-feira (21), em primeira e segunda votações, o Projeto de Lei nº 21/2026, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre a concessão da revisão geral anual (RGA) dos subsídios dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso para o ano de 2026.

O projeto aprovado substitui a proposta inicialmente encaminhada pelo Executivo, que previa reajuste de 4,26%, calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/2025), e garante o índice de 5,40% de reajuste, já incorporado à folha salarial do funcionalismo público referente ao mês de janeiro.

Ao término da votação, que foi amplamente discutida em plenário, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), que presidia a sessão, destacou a atuação do Parlamento nas tratativas junto ao Governo do Estado para a melhoria do índice do RGA. Ele assinalou que o aumento concedido está dentro da realidade econômica e financeira do Tesouro Estadual, mas ressaltou que o mais importante foi “a abertura de um canal definitivo de diálogo com o Governo do Estado e os representantes dos servidores. Acredito que, se todos sentarem à mesa e compreenderem a realidade, com certeza novos reajustes virão e até mesmo aumento real”, explicou.

“Minha alegria com a conquista de hoje me leva a parabenizar a oposição e a base governista, pois todos se uniram e se empenharam para que conseguíssemos um avanço além dos 4,26%. Não avançamos em tudo o que queríamos, mas foi o possível neste momento. Agora, o reajuste será implantado em janeiro para todos os servidores. Também já vamos implantar para os servidores da Assembleia Legislativa”, afirmou Russi.

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Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Durante o debate em plenário, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Campos (União), avaliou o resultado da votação como um avanço possível dentro do cenário atual e destacou a necessidade de responsabilidade fiscal. “Não há derrotados nem vitoriosos. Não conseguimos o que queríamos para os servidores, mas chegamos a um consenso que significa um pequeno avanço”, afirmou. “Lembrando que existem limites legais a serem cumpridos, para que não haja risco nem para o Estado de Mato Grosso nem para os servidores públicos, que desejam tão somente ser reconhecidos pelo seu trabalho em prol de um Estado melhor para todos”, ponderou.

O deputado Lúdio Cabral (PT) usou a tribuna para afirmar que existe uma dívida do Governo do Estado com o funcionalismo que precisa ser reconhecida. “Há uma dívida com o servidor de 19,52% que precisa ser reconhecida pelo governo. É preciso reconhecer que 5,4% não é reconhecimento; isso é vitória dos servidores. E fica oficializado que fomos derrotados na emenda que apresentamos ao projeto”, destacou o parlamentar.

Lúdio Cabral também informou sobre uma proposta de emenda constitucional que será apresentada pela deputada Janaína Riva (MDB), com assinatura de todos os parlamentares, para garantir o reconhecimento do RGA em atraso. “É uma PEC assinada por todos os deputados para que a Constituição de Mato Grosso reconheça a dívida dos RGAs que não foram pagos até agora, mas que poderão ser pagos no futuro. Isso tem que servir para que sigamos em frente, lutando pelo que consideramos justo, como direito do servidor”, afirmou.

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A deputada Janaína Riva (MDB) também usou a tribuna para destacar a atuação da Assembleia Legislativa e dos servidores na mobilização em defesa do RGA, além de comentar sobre a proposta de emenda constitucional. “Gostaria de parabenizar a Assembleia e os servidores que estiveram aqui mobilizados. Se não fossem vocês, não seria nem um milímetro a mais. Caso apresentássemos uma emenda ao projeto, poderíamos gerar uma disputa jurídica, correndo o risco de não ter a RGA implementada nem em janeiro nem em fevereiro”, disse.

“Decidimos apresentar uma emenda constitucional garantindo o reconhecimento da dívida do RGA com o servidor público. A PEC não precisa de sanção, tramita na Casa, é aprovada e promulgada pela Assembleia Legislativa”, completou Janaína Riva. Ela lembrou ainda que, por se tratar de uma proposta assinada pelos 24 deputados estaduais, “estamos garantindo, por unanimidade, que logo ali na frente os servidores, junto conosco, possam cobrar aquilo que lhes é devido”.

O projeto aprovado já foi encaminhado para o governador, em regime de urgência para sansão e inclusão na folha de pagamento do mês de janeiro.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta sobe o tom contra adversários e questiona trajetória de Natasha e Wellington – veja o video

Governador critica aproximação de Natasha com Emanuel Pinheiro, questiona atuação de Wellington Fagundes no Congresso e apresenta continuidade de seu modelo de gestão como principal argumento para buscar a reeleição

A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos contornos com o endurecimento do discurso do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição. Ao comentar o cenário eleitoral, Pivetta direcionou críticas à médica Natasha Slhessarenko (PSD) e ao senador Wellington Fagundes (PL), dois de seus adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

Em entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, Pivetta questionou principalmente a aproximação política de Natasha com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD). O governador ironizou o discurso de renovação apresentado pela candidata ao lembrar que ela participou da convenção partidária ao lado do ex-prefeito.

“A outra candidata, me perdoem, mas entrar na convenção de mão dada com Emanuel Pinheiro e se dizendo a nova da política? Você pode imaginar o novo que vem aí”, afirmou Pivetta.

O governador também voltou sua artilharia para Wellington Fagundes. Ao mencionar a longa trajetória política do senador, que já exerceu mandato de deputado federal e atualmente está em seu segundo mandato no Senado, Pivetta questionou quais seriam as principais entregas do parlamentar para Mato Grosso.

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“Um ficou quarenta anos no Congresso Nacional ou quase isso. Tem alguma lei ou projeto importante que tenha beneficiado o povo de Mato Grosso?”, questionou.

Na sequência, Pivetta ampliou as críticas e associou Wellington ao atual modelo de funcionamento do Congresso Nacional, citando emendas Pix e o chamado orçamento secreto.

“Ele ajudou a fazer esse Congresso Nacional que está sufocando o povo de uma maneira brutal com essa gastança de emenda Pix, orçamento secreto e tal. Ele é autor desse sistema”, declarou.

CONTINUIDADE DA GESTÃO

Ao mesmo tempo em que atacou os adversários, Pivetta procurou reforçar como principal ativo eleitoral a continuidade do modelo administrativo iniciado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União).

Segundo ele, Mato Grosso vive desde 2019 um período marcado por mudanças na administração estadual e avanço econômico. Pivetta sustenta que sua candidatura representa a continuidade desse projeto.

“Eu sou uma proposta e represento um modelo de gestão que desde 2019 vem trazendo Mato Grosso para um novo ciclo de prosperidade”, afirmou.

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O governador ainda declarou que pretende, caso seja reconduzido ao cargo, aprofundar as ações desenvolvidas nos últimos anos e voltou a provocar os concorrentes ao afirmar que eles não teriam uma trajetória administrativa para apresentar ao eleitor.

“Se o povo e Deus quiserem, eu vou tocar mais quatro anos e fazer melhor e mais que fizemos, contra outros candidatos que até hoje não têm uma historinha para contar a não ser a vida pessoal”, completou.

As declarações mostram que Pivetta começa a adotar um discurso eleitoral mais comparativo, buscando estabelecer diferenças entre sua experiência à frente do Executivo e a trajetória dos principais concorrentes.

Além de Pivetta, Natasha e Wellington, outros nomes também se apresentam na disputa pelo Palácio Paiaguás, entre eles Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e o empresário Maurício Coelho (Mobiliza).

Com a campanha avançando, o embate entre os candidatos tende a ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente em torno da experiência administrativa, das alianças partidárias e das entregas que cada grupo pretende apresentar ao eleitorado mato-grossense.

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