POLICIAL
Prefeito destaca investimentos em Sinop e marco de desenvolvimento nos seus 49 anos de história
Prestes a completar 49 anos e com uma população estimada em 196 mil habitantes segundo o IBGE, Sinop vive um momento de intenso desenvolvimento, com obras de infraestrutura, saúde e educação em andamento, economia aquecida e turismo em ascensão. Itens que foram destacados pelo prefeito Roberto Dorner, durante o lançamento da programação oficial do Festeja Sinop, em comemoração ao aniversário da cidade, na última semana. “Eu moro aqui há 44 anos em Sinop e nunca vi, nunca foi feita tanta obra como estamos fazendo hoje na cidade. Nós precisamos sempre estar inovando para que a população seja sempre contemplada e, a cidade de Sinop, um exemplo para todo o Estado”, disse Dorner, relembrando trabalhos como as quatro escolas construídas e inauguradas, as três que estão em construção, as pavimentações em vias importantes como a Nanci e a Ângela, por exemplo, além do da construção do hospital municipal cuja a ordem de serviço deve ser dada em breve.
Obras e serviços que devem ser comemorados de maneira efetiva no mês de setembro, quando Sinop completará idade nova. Mês que, conforme Dorner, o comércio local estará ainda mais aquecido devido ao Festeja. “O Festeja Sinop movimenta nosso comércio. Durante o período de festividade as vendas aumentam e a procura por serviços também e tudo isso reflete positivamente para economia local. Sinop vive um grande momento, por isso merece uma comemoração grandiosa, para todos os públicos e com muitas atrações”, destacou.
Na avaliação da secretária de Governo e Projetos Estratégicos, Faira Strapazzon, as festividades somam com o trabalho já em desenvolvimento. “Ter um pioneiro que participou de toda essa construção e esteve junto de tantos outros que auxiliaram no desenvolvimento e hoje representam a história dessa cidade, eu tenho convicção que não há melhor momento de compartilhar com todos os munícipes o que essa cidade é e se transforma a cada dia. Celebrar nesse momento, é uma grandiosidade que a gente faz, como sendo fruto do trabalho de cada um de vocês que nos representam. Quero dizer aqui sobre esse time da gestão do prefeito Roberto Dorner, que acredita nos projetos e desde o primeiro dia está engajado a apresentar projetos que trazem benefícios à comunidade. E hoje estamos aqui não apresentando apenas um leque de eventos de uma semana, mas sim, complementamos com o maior pacote de obras da história de sinop”, destacou.
Para o vereador e presidente do Legislativo Municipal, Paulinho Abreu, o período é festivo não apenas pelo aniversário da cidade, mas, principalmente, pelo momento que Sinop vive. “A Câmara sempre apoia as festividades. É um evento muito importante para resgatar nossas origens, para comemorar não só o aniversário da cidade, mas também o crescimento de Sinop, além de proporcionar à população entretenimento, turismo, nesse momento simbólico que é o mês de aniversário da cidade”, destacou.
As comemorações dos 49 anos ocorrerão do dia 2 ao dia 14 de setembro, com shows nacionais, Jogos Olímpicos, Torneio de Pesca, Festival de Praia e muitas outras atividades. Todas as atrações, datas, locais e horários das festividades de aniversário estão disponíveis no site oficial do Festeja Sinop: https://festeja.sinop.mt.gov.br/. Os conteúdos também podem ser acompanhados pelo site oficial https://www.sinop.mt.gov.br/ e pelas redes sociais da Prefeitura.
O Festeja Sinop conta com o apoio do Grupo Sinop, MB Engenharia e Meio Ambiente, Shopping Sinop, Energize-C Eletropostos e Câmara Municipal de Vereadores.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
POLICIAL
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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