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Polícia Civil cumpre mandados de buscas para esclarecer homicídio ocorrido a mando de facção criminosa, na Capital


Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá cumpriram nesta terça-feira (22.03) mandados judiciais de busca e apreensão como parte de uma investigação que apura o assassinato de Rogério Ricard Santos, 44 anos, ocorrido no mês passado, na Capital.  

Os alvos dos mandados são cinco suspeitos identificados na investigação como participantes diretos na execução do crime. Foram apreendidos aparelhos celulares e um veículo.

Rogério foi brutalmente agredido a pauladas, na região do bairro Primeiro de Março, não resistiu aos ferimentos causados pela sessão de espancamento e foi a óbito na noite de 17 de fevereiro, no hospital municipal de Cuiabá. Ele sofria de esquizofrenia e andava pelas ruas do bairro. 

O delegado responsável pelo inquérito, Caio Fernando Albuquerque, explica que as buscas tem como objetivo encontrar elementos necessários para esclarecer o crime, assim como as circunstâncias em que ocorreu o homicídio e identificar outros possíveis responsáveis pelo homicídio. 

Morte em represália 

As investigações chegaram aos supostos envolvidos no homicídio, assim como na identificação do veículo utilizado para levar a vítima até o local onde foi espancada, um campo de futebol no bairro João Bosco Pinheiro. 

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Depois do espancamento, Rogério ainda conseguiu procurar socorro na casa de uma moradora, que chamou familiares dele e o Samu. 

Conforme a apuração realizada pela equipe do núcleo de investigação de homicídios com envolvimento de facções criminosas, o comportamento da vítima, que tinha esquizofrenia, teria causado incômodo em moradores e comerciantes do bairro, que não compreendiam o problema psiquiátrico da vítima, tampouco as consequências da doença. 

Os investigadores apuraram ainda que a vítima foi morta em represália a uma briga anterior com os criminosos e porque também teria supostamente cometido furtos no bairro. Assim, criminosos da região determinaram determinaram o ‘salve’ contra a vítima. 

Núcleo 

No ano passado, a DHPP de Cuiabá reuniu em um mesmo cartório da unidade policial todas as investigações cujos indícios apontam para o envolvimento de integrantes de facções criminosas.

O trabalho foi adotado para otimizar a atuação das equipes policiais na apuração de homicídios consumados relacionados ao mesmo grupo criminoso o que auxilia a polícia a entender melhor como agem esses criminosos e como a força policial pode trabalhar para esclarecer os crimes e chegar às prisões dos autores, atuando em um enfrentamento mais qualificado aos crimes dessa natureza.

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Fonte: PJC MT

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Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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