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OAB-MT se reúne com Polícia Civil; delegacia tem investigações em andamento

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O vice-presidente da OAB-MT, José Carlos Guimarães Júnior, e o diretor-tesoureiro, Helmut Daltro, se reuniram com o diretor Metropolitano da Polícia Civil, delegado Wagner Bassi Junior, e os delegados Daniel Lemos Valente, Regional de Cuiabá, e Eliane da Silva Moraes, da Delegacia de Estelionatos e Outras Fraudes. O encontro tratou sobre golpes praticados por estelionatários, que se passam por advogados, a fim de tentar receber valores de pessoas que possuem processos em andamento no Judiciário.

“Foi uma excelente reunião, os delegados nos explicaram que estão com algumas investigações já em andamento, têm muitos dados levantados e, a qualquer momento, deveremos ter ações que poderão desarticular esses criminosos”, avaliou José Carlos Guimarães Júnior.

O delegado Wagner Bassi Júnior reforçou que a Polícia Civil está à disposição dos advogados, da OAB e de toda a sociedade. “Estamos trabalhando para conseguir diminuir a quantidade de estelionatos, que vem crescendo. A delegacia de estelionato tem se focado muito para apurar todos esses possíveis golpes, dando prioridade total para, o mais rápido possível, dar uma resposta sobre os casos”.

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Enquanto as investigações estão em andamento, uma das preocupações da OAB-MT e da Polícia Civil é a orientação, alertando a sociedade para que tomem cuidado com informações que recebem por aplicativos de mensagens ou por telefone. “Não faça pagamentos sem ter certeza da origem do pedido, desconfie quando se sentir pressionado com alguma solicitação inesperada. Entre em contato com o seu advogado ou com a OAB-MT, tire as dúvidas e informe a polícia quando for vítima de um golpe ou, até mesmo, uma tentativa de golpe”, alerta o vice-presidente da OAB-MT.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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