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Mais 379 famílias das Chácaras São Cristóvão recebem das mãos de Dorner títulos de propriedade

A noite desta quinta-feira (22) representou uma virada de página na vida de 379 famílias que residem nas Chácaras de Lazer São Cristóvão I e II e dificilmente será esquecida. Isso porque elas receberam das mãos do prefeito Roberto Dorner os títulos de propriedade de seus terrenos. O evento foi realizado no Centro de Eventos Dante de Oliveira. 

Os documentos fazem parte do programa Escritura na Mão, de regularização fundiária urbana de interesse social (REURB). Além dos títulos das Chácaras de Lazer, o prefeito entregou ontem (21), outros 207 documentos aos moradores das Chácaras Planalto. Na terça-feira (20), foram 270 aos moradores do Jardim do Ouro, totalizando 856 escrituras nos três dias. 

“Hoje entregamos o maior número de títulos, das Chácaras São Cristóvão I e II. Essa foi uma promessa antiga, demorou um pouco, mas graças a Deus a escritura está na mão, entregamos a cada cidadão. São bairros antigos, que fazem parte da história de Sinop, nunca tiveram esses documentos que dessem uma segurança jurídica aos proprietários. Fizemos isso para que a população fique contente”, ressaltou Dorner.  

Todo o processo do programa iniciou em fevereiro deste ano, com os trabalhos de campo, coleta de documentos e orientação aos moradores das áreas contempladas. Para o desenvolvimento foi necessário realizar todo o inventário de documentos dos lotes, assim como reuniões de mobilização com a população e lideranças dos bairros, para apresentação do projeto.

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“Estou muito feliz porque conseguimos o documento lá da chácara. A gente nem tinha previsão de fazer, porque é caro, aí o prefeito ajudou e a gente está feliz com essa vitória. É um presente de Natal”, afirmou a moradora da região, Divaneia Caetano. 

O documento de propriedade garante aos moradores mais segurança jurídica, valorização da propriedade e possibilidades de investimentos nos respectivos imóveis. Além disso, segundo a dona Claudina Caetano, que mora na região há 25 anos, representa a realização de um sonho antigo. 

“Muito feliz, porque nós não íamos conseguir. Graças a Deus, conseguimos esse documento. Obrigado por tudo, a gente aguardava isso há 25 anos, e agora conquistamos. É uma felicidade imensa”, destacou em tom de emoção. 

Esse é o maior programa de regularização fundiária urbana e rural já realizado no município, que tem como objetivo resolver um importante gargalo, que era a falta do título de propriedade de bairros antigos de Sinop. A ação, ainda visa valorizar e dar mais qualidade de vida aos moradores destas regiões. 

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“Temos muita coisa para fazer por esse bairro e faremos, começando com a entrega desses títulos. A gente sentiu a alegria desse povo, dos moradores que receberam essa escritura. Alguns estavam há 20 anos esperando o documento. A gente se dedicou e colocou esse título na mão de cada cidadão, cumprindo um compromisso que fizemos com todos esses moradores”, acrescentou o prefeito.  

Outros bairros estão em desenvolvimento e devem ser entregues assim que os processos forem concluídos. “É com muita alegria que a gente vem celebrar as festas de final de ano fazendo essa entrega significativa na vida de mais de 850 famílias sinopenses. Esse é um grande projeto idealizado pelo prefeito Roberto Dorner, onde no início de sua gestão se propôs a atender essa grande demanda e teremos um total de 2 mil famílias contempladas nessa primeira contratação”, concluiu a secretária de Governo e Projetos Estratégicos, Faira Strapazzon.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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