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Dorner inaugura amanhã (23) escola no bairro Cidade Alta com 12 salas de aula

A Escola de Educação Básica (EMEB) do bairro Cidade Alta, será inaugurada amanhã (23), pelo Prefeito Roberto Dorner, a partir das 08h30. Essa será a primeira unidade, das 7 em construção, que será entregue à comunidade escolar. A escola entrará em funcionamento imediatamente após a inauguração, com aulas em 12 salas novas e total infraestrutura. O evento de inauguração contará com solenidade oficial com a presença do prefeito, secretários municipais, vereadores, representantes de entidades e toda a comunidade escolar. Após a solenidade será feita uma visita às novas instalações da instituição.

Com obras finalizadas e mobília completamente entregue, o bairro Cidade Alta receberá uma escola com 12 salas de aula para atender a educação básica. Também contará com sala AEE, 04 laboratórios, auditório, refeitório, administrativo, sala de professores, sala de descanso, almoxarifado, banheiros, playground e quadra poliesportiva coberta. Os investimentos são de R$23,8 milhões, com capacidade para 600 alunos.

Essa não é a única escola em construção no município, outras 7 unidades estão em obras. As novas unidades representam um importante avanço no município, que há anos não recebia, simultaneamente, tantas obras de escolas de ensino municipal. A oferta de mais de 100 novas salas de aula nas unidades, vai transformar a realidade da educação básica em Sinop, trazendo mais qualidade no ensino, infraestrutura, tecnologia educacional, segurança e diminuição nas distâncias, entre escolas e alunos.

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“Desde que assumimos essa gestão, nós tínhamos um grande compromisso com a educação municipal. A gente precisava construir novas escolas, para atender aos alunos, melhorar a infraestrutura e a qualidade de ensino, e assim fizemos! Iniciamos 7 obras, em vários bairros, e grande parte já está concluída ou em fase de conclusão. Na terça-feira vamos entregar a primeira, do bairro Cidade Alta, que será uma grande conquista para toda a comunidade escolar”, destacou o prefeito Roberto Dorner.

“A Emei Cidade Alta será a primeira escola a ser inaugurada, nesta terça-feira, 23 de maio, em seguida nós vamos inaugurar a EMEI Clara Teixeira, e depois a EMEB e a EMEI Camping Club. Nós temos que manifestar a nossa gratidão, e dar os parabéns ao nosso gestor que se empenhou e se dedicou para que realmente a gente pudesse construir para atender toda a sociedade”, explicou a secretária de Educação, Esporte e Cultura, Sandra Donato,

A próxima unidade a ser inaugurada é a de Educação Infantil Clara Teixeira, localizada no Jardim Primaveras, que passou por uma ampla reforma e ampliação e, que conta com sete novas salas de aula, sala de professores, sala de descanso, almoxarifado, banheiros, dois laboratórios, refeitório, cozinha, brinquedoteca e playground.

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No começo deste mês, uma comitiva, formada por representantes de entidades, sociedade civil, membros do Executivo e do Legislativo Municipal e também da imprensa, percorreu as 7 escolas que estão em construção no município, na seguinte ordem: bairro Terra Rica, Residencial Nico Baracat, no residencial Sabrina (escola em Tempo Integral), Cidade Alta, Camping Club (onde duas unidades estão em construção) e Jardim Primaveras.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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