OPERAÇÃO HERITAGE

STF aponta tramitação de 25 minutos em acordo de R$ 308 milhões

Decisão do ministro Flávio Dino descreve rapidez na formalização do acordo entre o Estado de Mato Grosso e a Oi e aponta indícios investigados pela Polícia Federal sobre o destino dos recursos.

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Heritage, detalha o que a Polícia Federal classifica como uma tramitação atípica do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., no valor de R$ 308 milhões. Segundo a investigação, o parecer jurídico favorável e a assinatura do então governador Mauro Mendes ocorreram em um intervalo de aproximadamente 25 minutos.

De acordo com a decisão, a investigação aponta indícios de que recursos públicos, após a formalização do acordo, teriam sido direcionados para estruturas financeiras ligadas a familiares do ex-governador Mauro Mendes e do deputado federal Fábio Garcia. Para o ministro, há elementos que justificaram o aprofundamento das apurações por meio da operação policial.

O caso tem origem em uma disputa judicial envolvendo créditos tributários da Oi. Conforme a investigação, os direitos creditórios foram posteriormente adquiridos pelo escritório Ricardo Almeida Advogados Associados por R$ 80 milhões, que negociou com o Estado um acordo no valor de R$ 308 milhões.

A decisão também destaca que o parecer favorável ao acordo foi elaborado pelo então procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, às 16h57, e encaminhado ao então governador Mauro Mendes, que assinou o documento às 17h22. A Polícia Federal sustenta que Mauro Mendes teria assinado o acordo apenas três minutos após receber o parecer.

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Segundo os investigadores, os recursos não permaneceram com o escritório responsável pelos créditos. A decisão relata que os direitos foram revendidos a fundos de investimento administrados pela Master Corretora, identificados como Royal Capital FIDC e Lotte Word FIDC. Posteriormente, esses fundos teriam repassado valores para outras estruturas financeiras que, segundo a PF, possuem ligação com familiares dos investigados.

A decisão do STF cita ainda que o fundo GS Heritage FIP tinha entre seus cotistas filhos de Mauro Mendes, enquanto o Lotte Word FIDC possuía como cotista originário Fernando Robério de Borges Garcia, pai do deputado federal Fábio Garcia. Conforme o ministro Flávio Dino, a investigação identificou uma suposta utilização de múltiplas camadas de fundos de investimento, sem justificativa econômica comprovada até o momento.

Entre as empresas mencionadas na investigação estão a Sollo Energia, que teve Mauro Mendes como ex-administrador, a Universal Comercializadora de Energia, ligada a Fábio Garcia, e a Mega Comercializadora de Energia e Gás, relacionada ao pai do parlamentar.

A Operação Heritage teve como alvos o ex-governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, o desembargador Ricardo Almeida, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, além de empresários, advogados e agentes públicos. Ricardo Almeida, segundo a investigação, atuava no escritório que negociou os créditos da Oi e posteriormente foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo Quinto Constitucional destinado à advocacia. O escritório foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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A Polícia Federal apura, em tese, possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. As investigações seguem em andamento, e os citados poderão apresentar suas defesas ao longo do processo, conforme prevê a legislação.

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POLÍCIA FEDERAL

PF faz operação contra fraude na obtenção de registro de CAC

Dourados/MS. A Polícia Federal deflagrou em Dourados/MS, nesta quinta-feira (6/8), a Operação “PACIFICARE II”, que investiga possível fraude em obtenção de certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Foi cumprido mandado de busca e apreensão em Dourados/MS contra um suspeito de ter obtido o documento mediante apresentação de declaração falsa acerca de sua idoneidade.

Segundo investigações, o investigado não preenchia os requisitos legais exigidos para obtenção do registro, mas, ainda assim, conseguiu autorização para adquirir armas de fogo, acessórios e munições.

Na operação, foram apreendidas duas armas curtas e uma arma longa de diversos calibres, carregadores e munições.

Comunicação da Polícia Social em Mato Grosso do Sul
Contato: (67) 3303-5626/5627
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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