POLÍCIA FEDERAL

PF investiga crimes de discurso de ódio e apologia ao nazismo

Sorocaba/SP. A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Overlord – Fase II, para dar cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, em Sorocaba/SP e Votorantim/SP, com o objetivo de aprofundar investigação envolvendo os crimes de discurso de ódio e apologia ao nazismo.

As investigações começaram em novembro de 2022, a partir de uma comunicação feita pela ONG SaferNet, segundo a qual havia um grupo criado no aplicativo WhatsApp cujo nome e foto de perfil faziam referência à simbologia nazista, além de ostentar a cruz suástica, o que é proibido pela legislação penal brasileira. Além disso, o grupo denunciado era público e disponível para acesso mundial.

Identificados alguns dos possíveis integrantes de referido grupo da rede social, foram cumpridos, na primeira fase da operação, dois mandados de busca e apreensão, no dia 04 de julho de 2023. A partir do material apreendido, identificaram-se outros envolvidos nos fatos investigados, bem como outros grupos em redes sociais, nos quais são compartilhados conteúdos que fazem apologia ao nazismo e incitam a discriminação das mais variadas formas, o que motivou a Polícia Federal postular novos mandados de busca e apreensão.

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Após, parecer favorável do Ministério Público Federal, os mandados de busca e apreensão foram deferidos e expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Sorocaba/SP. Assim, foram cumpridas nas cidades de Sorocaba/SP (3 mandados) e Votorantim/SP (2 mandados) as ordens judiciais , visando esclarecer a participação dos envolvidos nos crimes investigados.

Durante as buscas foram apreendidos computadores, celulares, documentos e armas brancas.

O nome da ação policial é uma referência ao codinome utilizado pelos Aliados para o desembarque de soldados na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial, também conhecido como “Dia D”, cujo objetivo foi libertar a Europa do domínio nazista.

Comunicação Social da PF em Sorocaba

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

Rio de Janeiro/RJ – Durante o fim de semana (20/6 e 21/6), a Polícia Federal, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF), deflagrou a fase ostensiva da Operação Red Fox, destinada a desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.

A investigação apura a atuação de núcleos responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e drogas provenientes do exterior para abastecimento da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.

As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.

Durante a deflagração, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. Dois alvos foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro/RJ e outro em Tabatinga/AM, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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A atuação no Suriname contou com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT), que capturaram um homem e uma mulher, apontados nas investigações como integrantes do eixo transnacional de movimentação financeira e logística do grupo. O homem é investigado como operador financeiro que movimentou mais de R$ 150 milhões no período investigado, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição de armamentos. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.

No Rio de Janeiro/RJ, foi preso outro operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.

A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.

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No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase meio bilhão de reais, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.

As investigações prosseguem para localização dos demais foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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