POLÍCIA FEDERAL
PF em ação conjunta deflagra operações visando combater conflitos entre produtores rurais e indígenas no sul da Bahia
Porto Seguro/BA. A Polícia Federal, em conjunto com a Força Nacional, a Polícia Militar da Bahia (BOPE, CAEMA, CIPPA, RONDESP, CPR Extremo Sul e CPR Sul) e a Polícia Civil da Bahia (8ª COORPIN de Teixeira de Freitas/BA, deflagrou, na manhã desta terça-feira (9/12), duas operações policiais, em razão dos últimos conflitos ocorridos no extremo sul baiano envolvendo produtores rurais e indígenas.
A primeira operação, denominada Sombras da Mapa, é fruto de investigações do fato ocorrido no dia 28/10/2025, quando durante a invasão de propriedade rural na cidade de Itamaraju/BA, dois pequenos produtores rurais foram mortos com disparos de armas de fogo e um terceiro restou gravemente ferido por pessoas que se autointitulariam indígenas.
No decorrer das investigações, além dos três envolvidos do dia, foram identificados os supostos mandantes da invasão e os indivíduos que teriam efetuados os disparos fatais.
Pela operação Sombras da Mata, foram expedidos seis Mandados de Prisão Preventiva e um Mandado de Busca e Apreensão. As diligências estão em andamento e, até o momento, uma pessoa foi presa e mais de 10 armas de fogo apreendidas.
A segunda operação, denominada TEKÓ PORÃ, decorre das investigações do ataque por elementos armados contra grupo de indígenas da Aldeia KAI, em 01/10/2025. Os indígenas estavam em uma propriedade rural, no distrito de Cumuruxatiba, em Prado/BA, após ação conhecida como “retomada”. O fato tinha como objetivo expulsar os indígenas e desocupar com violência a mencionada fazenda. Dois indígenas foram feridos por disparos de armas de fogo.
Nesta operação, estão sendo cumpridos dois Mandados de Busca e Apreensão, nas residências de supostos mandante e executores dos ataques com intuito de angariar maiores elementos para a investigação e demais pessoas que estejam envolvidas.
A ação simultânea das operações desencadeadas nesta data, reforça a atuação imparcial da Polícia Federal na repressão e combate a indivíduos que, atendendo aos próprios interesses, se utilizam da temática de demandas legítimas dos povos originários, para o cometimento de crimes, o que fomenta e retroalimenta a violência dos conflitos fundiários.
As operações foram coordenadas pela Força Tarefa da Polícia Federal de Porto Seguro (PF, CORE/PCBA e BOPE/PMBA) e o Comando de Operações Táticas da Polícia Federal.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba@pf.gov.br
Fonte: Polícia Federal
POLÍCIA FEDERAL
PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas
Rio de Janeiro/RJ – Durante o fim de semana (20/6 e 21/6), a Polícia Federal, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF), deflagrou a fase ostensiva da Operação Red Fox, destinada a desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.
A investigação apura a atuação de núcleos responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e drogas provenientes do exterior para abastecimento da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.
As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.
Durante a deflagração, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. Dois alvos foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro/RJ e outro em Tabatinga/AM, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
A atuação no Suriname contou com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT), que capturaram um homem e uma mulher, apontados nas investigações como integrantes do eixo transnacional de movimentação financeira e logística do grupo. O homem é investigado como operador financeiro que movimentou mais de R$ 150 milhões no período investigado, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição de armamentos. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.
No Rio de Janeiro/RJ, foi preso outro operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.
A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.
No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase meio bilhão de reais, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.
As investigações prosseguem para localização dos demais foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404
Fonte: Polícia Federal
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