POLÍCIA FEDERAL

FICCO/PE prende líder criminoso

Recife/PE. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) prendeu, na quinta-feira (31/10), um foragido da Justiça desde o mês de janeiro desde ano. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa atuante na região da mata sul do estado de Pernambuco, especialmente nos municípios de Rio Formoso e Tamandaré.

Ao grupo criminoso, cuja liderança é atribuída ao preso, são imputadas diversas atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios, além de tentativas de expandir suas atividades ilícitas aos vizinhos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, por meio de associações com facções que atuam naquelas unidades da federação. 

Em janeiro deste ano, a FICCO/PE havia deflagrado a Operação Manguezais, que culminou na prisão de 29 suspeitos e no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em seis Estados da federação. Na ocasião, o indivíduo ora preso, que também era um dos alvos de mandado de prisão, não foi localizado e passou a ser considerado foragido.

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No último dia 31/10/2024, após troca de informações entre as forças de segurança que integram a FICCO/PE, o suspeito foi localizado e preso na zona rural do município de Glória do Goitá/PE. Com ele, foram encontradas uma submetralhadora calibre .40, uma pistola 9mm, 316 munições e dez carregadores de armas de calibres variados, além de documento de identidade falsa, carro blindado, placas balísticas, aparelhos celulares, drogas e balança de precisão. Na ocasião foram cumpridos um total de sete mandados de prisão em desfavor do imputado.

Na audiência de custódia, o flagrante foi convertido em nova prisão preventiva e o magistrado responsável pelo ato determinou a transferência do preso para um presídio de segurança máxima.  

Os trabalhos de investigação prosseguem, inclusive para esclarecer eventos criminosos ocorridos durante o período que o preso permaneceu foragido e que podem ter relação com o mesmo.

FICCO/PE

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado – FICCO/PE – é composta pelas Polícia Federal (PF), Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), por meio das Polícias Militar (PM) e Civil (PC) de Pernambuco, Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/PE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), tendo sido instituída por meio de Acordo de Cooperação Técnica firmado entre os seus membros, com a finalidade de promover a atuação de todos de forma conjunta na repressão à criminalidade violenta, reunindo esforços e as expertises de cada órgão, tudo em um ambiente comum onde prevalece o compartilhamento de informações e de recursos materiais e humanos.

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Comunicação Social – Polícia Federal em Recife/PE
Fone: (81) 2137-4076
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

Rio de Janeiro/RJ – Durante o fim de semana (20/6 e 21/6), a Polícia Federal, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF), deflagrou a fase ostensiva da Operação Red Fox, destinada a desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.

A investigação apura a atuação de núcleos responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e drogas provenientes do exterior para abastecimento da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.

As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.

Durante a deflagração, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. Dois alvos foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro/RJ e outro em Tabatinga/AM, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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A atuação no Suriname contou com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT), que capturaram um homem e uma mulher, apontados nas investigações como integrantes do eixo transnacional de movimentação financeira e logística do grupo. O homem é investigado como operador financeiro que movimentou mais de R$ 150 milhões no período investigado, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição de armamentos. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.

No Rio de Janeiro/RJ, foi preso outro operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.

A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.

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No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase meio bilhão de reais, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.

As investigações prosseguem para localização dos demais foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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