POLÍCIA FEDERAL

Brasileiro procurado pela Interpol é preso na Argentina

Teresina/PI – A Polícia Federal informa que na terça-feira (17/01) foi preso o estudante de medicina condenado a 33 anos de prisão por estupro de vulnerável pela 6ª Vara Criminal de Teresina/PI. A prisão foi resultado de uma grande operação conjunta realizada pela Interpol, pelo Cuerpo de Investigaciones Judiciales (CIJ) del Ministerio Público Fiscal e pela Polícia Federal da Argentina.

A partir da publicação da difusão vermelha da Interpol, a pedido da Representação Regional da Interpol no Estado do Piauí, e com base em levantamentos feitos pela Polícia Civil do Piauí, foi possível localizar e prender o brasileiro que se encontrava foragido da justiça desde setembro de 2021, quando houve a decretação de sua prisão preventiva.

INTERPOL

A Interpol é um organismo de caráter internacional sediado em Lyon/França e que congrega agências policiais de 190 países, formando uma gigantesca base de dados de pessoas procuradas em todo o mundo, facilitando a troca de informações e combate ao crime.

No Brasil, a Interpol é operada pela Polícia Federal, que mantém o Escritório Central Nacional em Brasília/DF, para onde são direcionadas as demandas oriundas das representações estaduais em cada Superintendência Regional.

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A atuação da Interpol ocorre através de pedidos de cooperação policial internacional, sendo o de Difusão Vermelha o mais conhecido deles, onde são publicados os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias, dando início à ordem de captura internacional.

No caso de pedido de cooperação internacional para fins de captura, o processamento depende de autorização do magistrado que decretou a prisão para que seja possível a inclusão do mandado de prisão e difundida a informação junto às demais agências internacionais.

Ciente da ordem de captura, inicia-se a fase de busca por dados que ensejem a localização do procurado. Após a prisão, segue-se o processo de extradição para que a pessoa acusada possa regressar ao país onde tramita a ação penal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Comunicação Social da Polícia Federal no Piauí
(86) 3089-9960/99451-8529
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

Rio de Janeiro/RJ – Durante o fim de semana (20/6 e 21/6), a Polícia Federal, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF), deflagrou a fase ostensiva da Operação Red Fox, destinada a desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.

A investigação apura a atuação de núcleos responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e drogas provenientes do exterior para abastecimento da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.

As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.

Durante a deflagração, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. Dois alvos foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro/RJ e outro em Tabatinga/AM, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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A atuação no Suriname contou com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT), que capturaram um homem e uma mulher, apontados nas investigações como integrantes do eixo transnacional de movimentação financeira e logística do grupo. O homem é investigado como operador financeiro que movimentou mais de R$ 150 milhões no período investigado, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição de armamentos. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.

No Rio de Janeiro/RJ, foi preso outro operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.

A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.

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No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase meio bilhão de reais, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.

As investigações prosseguem para localização dos demais foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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