NACIONAL
Silvio Costa Filho entrega Aeroporto de Patos (PB) e assina termo para obras no Porto de Cabedelo
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou, nesta quinta-feira (26), na Paraíba, da entrega das obras do Aeroporto Regional de Patos e assinatura do termo de compromisso para intervenções no Porto de Cabedelo. A programação, realizada ao lado do governador João Azevêdo, reuniu iniciativas voltadas à ampliação da infraestrutura logística e ao fortalecimento da conectividade no estado.
Com investimento de R$ 40,6 milhões (R$ 26,8 milhões da União e R$ 13,8 milhões de contrapartida do estado), o Aeroporto de Patos passou por uma ampla modernização, que incluiu a reconstrução da pista, que agora tem 1.375 metros de comprimento; implantação de novo pátio de aeronaves, construção de terminal de passageiros de 682 metros quadrados e instalação de equipamentos de navegação. As obras ampliam a capacidade operacional e reforçam a segurança das operações aéreas na região.
Localizado em um dos principais polos econômicos do Sertão paraibano, o município de Patos tem economia baseada no comércio, serviços e indústria leve, com potencial de crescimento e geração de empregos. A modernização do aeroporto deve impulsionar o turismo, os negócios e a logística regional, beneficiando diretamente 24 municípios da região.
O ministro Silvio Costa Filho ressaltou essa localização estratégica do novo aeroporto para impulsionar o turismo no sertão paraibano. “Este é um dia muito importante para todos nós. Patos tem mais de cem mil habitantes e é uma região estratégica da Paraíba. Não tinha sentido uma cidade tão fundamental como ela é para o crescimento do sertão, não ter um aeroporto pronto para receber a população. Agora sim, pode receber turistas de todo o Brasil que vão visitar o sertão paraibano. Essa é uma das regiões que mais cresce hoje no Nordeste”, afirmou.
Durante a cerimônia, o governador da Paraíba, João Azevêdo, também destacou a importância de Patos ter um aeroporto. “Pela importância geográfica e econômica, Patos recebeu um olhar diferenciado e é natural que isso aconteça. É importante entender que cada região tem um polo de desenvolvimento, de prestação de serviços. Foi exatamente a partir dessa condição de que Patos poderia liderar o desenvolvimento de todo o sertão, que a gente resolveu investir de verdade aqui. O cidadão que mora em uma pequena cidade tem que ser tratado com a mesma dignidade da pessoa que mora na capital ou nas grandes cidades do estado. Essa é a questão”, explicou.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que o aeroporto foi eleito como prioridade por ser fundamental para o desenvolvimento do sertão paraibano. “Aqui temos a concretização de um sonho de 15 anos de trabalho do povo sertanejo que beneficiará a população de três estados – Pernambuco, Rio Grande do Norte e a própria Paraíba, que conta agora com mais um aeroporto para se interligar com os principais centros do nosso país. É uma obra que atrairá geração de emprego e renda, além da melhoria da qualidade de vida, porque não há como ter desenvolvimento se não tivermos logística, afirmou.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o aeroporto não é só uma obra de concreto e de tecnologia de navegação, “ela significa conectividade para essa região tão importante que é o sertão da Paraíba. Especialmente para Patos, que se preparou para poder receber uma obra dessa envergadura e já se transformou nesse destino de atração de negócios e de turismo”, comemorou.
Porto de Cabedelo
Na sequência, foi assinado termo de compromisso entre a União, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, e a Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB), com participação do governo estadual, para viabilizar obras no Porto de Cabedelo. As intervenções incluem a dragagem do canal de acesso e a ampliação do molhe de abrigo, com o objetivo de tornar as manobras dos navios mais seguras e eficientes, além de reduzir restrições operacionais, como limitações de atracação em determinados horários e condições de maré.
A dragagem prevê a ampliação do raio da bacia de evolução e o alargamento do canal, com volume estimado em cerca de 976,5 mil metros cúbicos, permitindo a operação de navios de maior porte e reduzindo custos logísticos por atraso. Já a extensão do molhe deve aumentar a estabilidade do canal e minimizar o assoreamento, contribuindo para a durabilidade da infraestrutura portuária.
Os investimentos previstos somam R$ 64,5 milhões para a dragagem e R$ 40,5 milhões para a ampliação do molhe, reforçando a capacidade operacional do porto e sua importância para o escoamento da produção regional.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Copa Feminina de 2027 é oportunidade para deixar legado além dos gramados, defendem especialistas durante painel no Fórum de Mulheres no Turismo
A realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil convida a uma reflexão que vai muito além do esporte: durante quase 40 anos, o futebol feminino foi proibido no país, sendo permitido apenas em 1983. Nesse período, o Brasil já havia conquistado três títulos mundiais masculinos e sediado uma Copa. Esse contraste evidencia a importância do evento no ano que vem, que pela primeira vez acontece na América do Sul.
A secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o evento deve ser utilizado como instrumento de transformação social e de ampliação dos direitos das mulheres.
Ela destacou que a preparação para o Mundial já incorpora discussões sobre mobilidade, sustentabilidade, segurança e turismo sob uma perspectiva feminina, com o objetivo de deixar protocolos permanentes para os destinos brasileiros.
“Não estamos falando apenas dos 50 dias da competição. Queremos que as medidas construídas para a Copa permaneçam como legado para as mulheres dentro e fora dos estádios, ampliando o acesso, a segurança e a participação feminina nesses espaços”, ressaltou.
As declarações foram feitas durante o painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, realizado durante o Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, que acontece até esta quinta-feira (4), em João Pessoa (PB).
O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, debate o protagonismo feminino no setor.
Agatte falou sobre a importância dos espaços de debate, fundamentais para destacar a relevância da centralidade das mulheres nessa agenda, garantindo que elas estejam no centro das discussões e das políticas públicas.
“Da mesma forma, a segurança deve ocupar lugar central. Temos dialogado com todas as forças envolvidas para assegurar um olhar diferenciado para as mulheres, com protocolos específicos dentro dos estádios e medidas que garantam ambientes seguros dentro e fora deles”, afirmou.
Durante sua participação, Agatte disse que o Mundial representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade da história das mulheres no esporte e incorporar essa narrativa às experiências turísticas do país. Para ela, museus, espaços culturais, estádios, escolas e roteiros turísticos podem contribuir para valorizar a trajetória do futebol feminino brasileiro e fortalecer o protagonismo das mulheres em uma das principais expressões culturais nacionais.
A FIFA prevê um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões para a edição de 2027 da Copa do Mundo Feminina Brasil, valor que corresponde ao dobro do montante destinado à Copa anterior, na Austrália e na Nova Zelândia.
Acompanhando o crescimento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também projeta aplicar R$ 685 milhões nas competições femininas locais.
Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para acelerar políticas voltadas à autonomia econômica, à segurança e à ampliação de oportunidades para as mulheres. Segundo ela, o legado do torneio pode beneficiar desde empreendedoras e trabalhadoras do turismo até meninas que passarão a enxergar novas possibilidades de futuro a partir da maior visibilidade feminina no esporte e nos espaços de liderança.
Palayret ainda afirmou que a Copa pode gerar impactos concretos para as mulheres em diferentes níveis. “Estamos falando de ampliar o acesso a crédito, capacitação e mercados, fortalecer negócios liderados por mulheres, valorizar o artesanato, a gastronomia, o turismo comunitário e criar ambientes mais seguros para turistas e trabalhadoras. Mas também estamos falando de inspiração. Quando meninas veem mulheres ocupando espaços de liderança, elas passam a acreditar que também podem chegar lá”.
Já a jornalista Alicia Klein chamou a atenção para o papel da comunicação na construção do legado do torneio. Para ela, a Copa não deve ser encarada apenas como um evento voltado ao público feminino, mas como uma oportunidade de ampliar a visibilidade das mulheres no esporte e transformar a forma como a sociedade se relaciona com o futebol.
“A Copa tem o poder de mobilizar pessoas muito além de quem acompanha futebol. É um evento esportivo, cultural e turístico. Quanto mais tratarmos o futebol feminino com a relevância que ele merece, maior será sua capacidade de inspirar meninas, criar referências para os meninos e ampliar o espaço das mulheres dentro e fora dos estádios”, afirmou.
O debate reuniu três perspectivas sobre o Mundial: a preparação do país para receber a competição, a promoção da igualdade de gênero e dos direitos humanos e o papel da comunicação na valorização das mulheres no esporte e no turismo.
Construção de legado
Ao final do painel, as participantes foram convidadas a refletir sobre qual legado gostariam de ver a Copa do Mundo Feminina de 2027 deixar para o Brasil. Em comum, defenderam que o torneio seja capaz de ampliar oportunidades para as mulheres dentro e fora do esporte, fortalecendo sua presença como atletas, profissionais, empreendedoras, turistas e lideranças.
Juliana Agatte destacou a expectativa de que a competição impulsione oportunidades concretas para as mulheres, com impactos em áreas como turismo, geração de renda, segurança e ocupação de espaços de liderança.
Palayret ressaltou a importância de ampliar as possibilidades para meninas e mulheres e consolidar o futebol feminino como uma verdadeira paixão nacional.
Para Alicia Klein, o principal legado será romper definitivamente a ideia de que o futebol é um espaço masculino. “O futebol precisa ser entendido como algo de todos. Essa transformação beneficia não apenas o esporte, mas a sociedade como um todo”, afirmou.
Por João Pedrini
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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