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Secretária Ana Carla Lopes participa de debate sobre estratégias para o crescimento do turismo sustentável, inclusivo e competitivo

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A secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, foi uma das vozes de destaque no encontro “Caminhos do Brasil – Turismo”, realizado nesta quarta-feira (26.11), no Rio de Janeiro (RJ). Promovido pelos veículos de imprensa O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN, o evento reuniu especialistas para discutir os rumos do setor e estratégias para transformar o potencial turístico nacional em crescimento sustentável e competitivo.

Ana Carla participou do painel ao lado de Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e de Ana Carolina Medeiros, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), em conversa mediada por jornalistas.

DESAFIOS – O debate começou com a análise dos principais desafios do turismo brasileiro. Ana Carla Lopes destacou a importância de consolidar o segmento como atividade econômica estratégica.

“Por muito tempo, economia e turismo não foram colocados na mesma mesa. Hoje está claro que o setor é essencial para o desenvolvimento do país. Celebrar recordes é importante, mas não basta. Precisamos crescer de maneira organizada, integrada e sustentável, trabalhando com estados, municípios, iniciativa privada e sociedade civil. Queremos crescer com responsabilidade, garantindo qualidade e estrutura”, defendeu a secretária.

EMPREGO – A necessidade de qualificação profissional no ramo também entrou em pauta. Ana Carolina Medeiros, da ABAV, frisou que o preenchimento de vagas de trabalho disponíveis exige formação adequada. “Trabalhar no turismo não é subemprego – é atender famílias, falar outras línguas, ter curso, se dedicar”, pontuou Medeiros.

A secretária Ana Carla Lopes, por sua vez, apontou avanços recentes. “Nos últimos 12 meses, foram mais de 200 mil empregos formais gerados pelo turismo. E quem já está na área também busca aprender mais, falar outro idioma, melhorar o atendimento. Isso eleva a autoestima, gera mais renda e melhora a experiência do turista”, ressaltou a representante do Ministério do Turismo.

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Já Alexandre Sampaio frisou que o cenário de quase pleno emprego no Brasil requer novas estratégias de retenção profissional. “O sistema CNC–Sesc–Senac está investindo em tecnologia, IA e qualificação contínua. Precisamos modernizar as condições de trabalho e tornar o setor ainda mais competitivo”, sustentou Sampaio.

DESIGUALDADE – O papel do turismo na redução das desigualdades sociais foi outro ponto central. Ana Carla Lopes relatou sua recente participação na Reunião Ministerial do G20, na África do Sul, onde o turismo obteve o inédito reconhecimento como indústria essencial ao desenvolvimento econômico e como vetor de oportunidades a mulheres, jovens e populações vulneráveis.

“Conseguimos incluir na declaração do encontro que o turismo tem papel direto no combate à desigualdade social. É um ganho fenomenal. Isso não é só para o bloco, é para o mundo inteiro”, afirmou Ana Carla.

A secretária-executiva do Ministério do Turismo enfatizou a responsabilidade brasileira de transformar tal diretriz em políticas públicas. Na COP30 desse ano, em Belém (PA), lembrou Ana Carla, o país apresentou iniciativas de capacitação – como cursos da Escola Nacional de Turismo, no Pará, incluindo educação ambiental – e reforçou boas práticas sustentáveis da iniciativa privada, a exemplo de hotéis com coleta seletiva, captação de água da chuva e energia solar.

“Como brasileira, nortista e nascida em Belém, foi um orgulho imenso apresentar essas ações. E aumentou ainda mais a minha responsabilidade de trabalhar por um turismo sustentável, inclusivo e socialmente transformador”, declarou Ana Carla Lopes.

SEGURANÇA – O assunto segurança pública também marcou o debate. Para Alexandre Sampaio, embora a violência seja uma preocupação nacional, ela não é hoje o principal limitador da atração de turistas internacionais ao Brasil.

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“Eu não diria que a violência é um limitador. Temos outros problemas que merecem mais atenção, como a necessidade de aprimorar a política aérea, os custos operacionais das companhias e o excesso de judicialização”, opinou.

Sampaio ressaltou, ainda, iniciativas estaduais e municipais para reforçar a segurança turística e observou: “a violência existe no mundo inteiro, e o Brasil não está imune. Mas se explorarmos nossas vantagens comparativas e reforçarmos a organização do setor, superamos esse processo”.

Ana Carla Lopes acrescentou que o país tem evoluído na criação de condições que ampliam tanto a segurança quanto a percepção de segurança, fator crucial na escolha de um destino.

“Estamos lançando, agora em dezembro, um guia para mulheres que viajam sozinhas, desenvolvido com a UNESCO, com informações de segurança, saúde, rotas e qualificação. Às vezes, o problema não é o crime em si, mas a percepção. E precisamos melhorar essa percepção”, analisou a secretária.

Ana Carla também destacou avanços na conectividade aérea nacional, a exemplo da oferta de stopover, que permite visitar dois destinos na mesma viagem sem custo adicional. “Isso amplia possibilidades de roteiro e fortalece regiões além das capitais”, frisou Lopes.

Já Ana Carolina Medeiros lembrou que a segurança turística depende de preparação técnica. “Não adianta colocar polícia no centro do Rio sem orientar que tipo de proteção o turista precisa. Todo mundo tem a ver com turismo, e só cresceremos de forma consistente se estivermos alinhados”, concluiu a representante da ABAV.

Por Lívia Albernaz

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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