NACIONAL
Região Sul receberá mais de R$ 4,7 bilhões em novos projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante
Investimentos superiores a R$ 4,7 bilhões vão fortalecer a indústria naval e ampliar a infraestrutura portuária nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potencial de gerar mais de 3 mil empregos diretos na região. Os valores fazem parte do Fundo da Marinha Mercante (FMM), aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo (CDFMM) durante a sua 59ª reunião, no último dia 3 de julho.

- Investimentos FMM no Sul
Entre as ações previstas estão a construção de quatro embarcações para operações submarinas (R$ 2,3 bilhões), dois navios PSV com tecnologia de baixo carbono (R$ 739,7 milhões), seis rebocadores azimutais (R$ 312,6 milhões), modernização e reparo de 17 embarcações (R$ 163,2 milhões) e a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1,089 bilhão), que vai ampliar o calado e elevar a capacidade de exportação.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, “os projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante reforçam a prioridade do Governo Federal em estimular a indústria naval nacional, modernizar a infraestrutura portuária e ampliar a competitividade do país”, explicou. “A região Sul desempenha papel fundamental nesse movimento, por sua capacidade produtiva e vocação exportadora”, afirmou o ministro.
A coordenadora de Políticas de Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Maria de Lara Moutta Calado de Oliveira, que integra a equipe técnica do Fundo da Marinha Mercante, ressalta o papel estratégico da região. “A gente vem trabalhando fortemente para a retomada da indústria de construção e reparação naval brasileira e, na última reunião (59ª), a região Sul foi destaque com diversos projetos para geração de emprego e renda. Essa região tem dez importantes estaleiros e contribui bastante na área de petróleo, gás, offshore e de apoio portuário”, disse ela.
Os créditos do CDFMM para a região Sul fazem parte do esforço de retomada da indústria naval e da infraestrutura logística no Brasil. Em 2025, já são mais de R$ 28,3 bilhões aprovados para projetos novos e reapresentados em todo o país, valor recorde para os setores naval e aquaviário.
O Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo MPor, segue como instrumento fundamental para modernização da frota nacional, geração de empregos qualificados e fortalecimento da indústria de construção e reparação naval.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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