NACIONAL

Projeto do Moegão do Porto de Paranaguá já está com 75% das obras concluídas

O secretário nacional de Portos, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Alex Ávila, realizou visita técnica ao Porto de Paranaguá (PR) nesta quinta (23) e sexta-feira (24) para acompanhar o andamento das obras do Moegão, o novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. A inspeção, realizada juntamente com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias, confirmou o avanço de 75% da execução do projeto.

O Moegão é um investimento de R$ 658 milhões, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com previsão de conclusão para janeiro de 2026. O nome é o aumentativo de “moega”, equipamento tradicional, em formato de funil, usado para receber e direcionar grãos. O projeto de Paranaguá recebeu esse apelido por ser uma versão ampliada e muito mais eficiente desse sistema, centralizando o recebimento de grãos de 11 terminais em um único ponto.

Escoamento de grãos
Escoamento de grãos – Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

O secretário Alex Ávila destacou a importância e o impacto da obra e afirmou que a nova estrutura permitirá um aumento de quase cinco vezes na eficiência e na capacidade de descarga do corredor de exportação. “Nossa visita técnica confirmou o excelente andamento desta obra, que está 75% concluída e é uma prioridade estratégica para o MPor. O Moegão não é apenas um investimento, é uma revolução logística para o país. Vamos saltar de cinco para 24 milhões de toneladas na capacidade do corredor de exportação e, o mais importante, reequilibrar a matriz de transporte do porto, cumprindo a diretriz do ministro Silvio Costa Filho de modernizar nossos portos”, destacou.

“O Moegão não é apenas um investimento, é uma revolução logística para o país” Alex Ávila

A obra foi projetada para revolucionar a logística do porto, com o objetivo de reequilibrar a matriz de transporte de cargas. A expectativa é de que, com o Moegão em operação, a participação do modal ferroviário no recebimento de grãos salte dos atuais 20% para 50%, equiparando-se ao rodoviário. Essa mudança trará mais eficiência para a operação, reduzindo custos logísticos e o tempo de espera dos vagões. Além disso, a priorização da ferrovia contribui para a sustentabilidade, ao diminuir a emissão de gases poluentes e reduzir os conflitos de tráfego entre caminhões e trens na cidade de Paranaguá.

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Novo acesso aquaviário

A visita técnica da equipe da SNP ao Moegão ocorreu logo após o Porto de Paranaguá ser protagonista de um marco histórico para o setor portuário. Na última quarta-feira (22), o Ministério de Portos e Aeroportos realizou na B3, em São Paulo, o leilão de concessão do canal de acesso ao porto, o primeiro desse tipo na história do Brasil.

O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu a disputa e será responsável pela administração e modernização do acesso pelos próximos 25 anos. O projeto prevê R$ 1,22 bilhão em investimentos nos primeiros cinco anos, que serão usados principalmente para a dragagem e ampliação do calado (profundidade).

A estimativa é que a iniciativa aumente a capacidade operacional do porto em 35% e reduza os custos logísticos em 12%.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.

Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.

No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.

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O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.

Parcerias estratégicas

O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.

Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.

Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.

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A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.

Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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