NACIONAL

Portaria sobre embarcações sustentáveis entra em consulta pública

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentou, nesta terça-feira (11), durante a COP30, a consulta pública da Portaria de Embarcações Sustentáveis, no âmbito do Programa BR do Mar. O ato marcou a abertura da participação do ministério na conferência e foi seguido do painel “Corredores Verdes e de Inovação: conexões sustentáveis para o futuro”, ambos realizados no Pavilhão Brasil, na Zona Azul, em Belém (PA).

Elaborada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a portaria estabelece critérios ambientais, sociais e de eficiência energética para o enquadramento de embarcações sustentáveis, com o objetivo de incentivar o uso de combustíveis limpos, tecnologias de baixo carbono e boas práticas trabalhistas no setor marítimo. A medida também cria a Matriz de Avaliação de Requisitos de Embarcações Sustentáveis (M.A.R.E.S.), que servirá de base para a certificação voluntária de embarcações que atenderem aos padrões definidos pela norma.

Entre os parâmetros previstos estão o uso de etanol, biodiesel B24, HVO, metanol verde, bio-GNL, amônia e hidrogênio verde, além de indicadores de eficiência energética (EEXI, EEDI e CII) e da adoção de planos de eficiência (SEEMP). As embarcações certificadas terão prioridade em processos de afretamento e reconhecimento público pela adoção de práticas ambientais e sociais avançadas.

Durante o lançamento, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a iniciativa marca o início de uma nova etapa da política ambiental do setor marítimo brasileiro. Segundo ele, a consulta pública representa uma construção conjunta com o setor produtivo, os trabalhadores e a sociedade civil. “Nós vamos iniciar uma grande consulta pública agora com o setor produtivo, com os trabalhadores, com as trabalhadoras e com a sociedade civil organizada, para discutir uma grande política pública que dialoga com a sustentabilidade no Brasil”, afirmou.

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O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, reforçou que o processo é essencial para aprimorar a regulamentação e garantir que as diretrizes de sustentabilidade sejam consolidadas de forma participativa. Ele explicou que a proposta vem sendo construída há anos em diálogo com o setor e que agora é o momento de consolidar contribuições. “Estamos iniciando a consulta pública para receber as contribuições de toda a sociedade sobre o que é uma embarcação sustentável. Esse é um tema essencial para colocar em prática o programa BR do Mar e consolidar o transporte marítimo como vetor da transição energética brasileira”, afirmou.

A diretora de Sustentabilidade do MPor, Larissa Amorim, ressaltou que o trabalho é fruto de um esforço conjunto e de uma visão de longo prazo que coloca o Brasil em posição de liderança global na agenda ambiental. “É um esforço de muitos anos, que traz uma dose de realidade e reforça o compromisso de transformar o Brasil em referência mundial em governança, inovação e sustentabilidade no setor marítimo”, destacou.

A consulta pública ficará disponível na plataforma Participa + Brasil, no endereço www.gov.br/participamaisbrasil/portaria-das-embarcacoes-sustentaveis, permitindo a contribuição de empresas, trabalhadores e entidades da sociedade civil. Após o período de recebimento de sugestões, a versão final será publicada no Diário Oficial da União, em portaria conjunta assinada pelos ministros Silvio Costa Filho e Geraldo Alckmin.

Descarbonização naval
Logo após o lançamento, o ministro participou do painel “Corredores Verdes e de Inovação: conexões sustentáveis para o futuro”, que reuniu representantes da Maersk, da organização internacional Slocat e do governo da Noruega, para debater estratégias para a criação de rotas logísticas de baixo carbono, com foco na transição energética do transporte marítimo e na cooperação internacional em sustentabilidade.

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Durante o painel, Silvio Costa Filho destacou que a COP30 representa um marco para o país e deixará um legado importante na agenda da sustentabilidade e da descarbonização. Ele lembrou que o Brasil se consolidou como destino estratégico para investimentos em infraestrutura verde e afirmou que “o mundo quer investir em bons projetos, e o Brasil se tornou um grande player internacional porque tem iniciativas sólidas, rentáveis e que dialogam com a sustentabilidade”.

O ministro também reforçou o compromisso do governo federal com políticas de governança ambiental e inovação logística. Segundo ele, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministério vem priorizando projetos sustentáveis no Fundo da Marinha Mercante e avançando na agenda de transição energética dos portos brasileiros. Silvio anunciou ainda que a Secretaria Nacional de Hidrovias prepara a primeira concessão hidroviária do país, a da Hidrovia do Paraguai, prevista para abril de 2026, e destacou os resultados do programa BR do Mar e dos investimentos em obras portuárias.

Atualmente, o setor portuário brasileiro movimenta mais de R$ 30 bilhões em contratos de obras de infraestrutura e deve alcançar R$ 45 bilhões em novos investimentos até 2026, com potencial de gerar 50 mil empregos diretos e indiretos.

Ao encerrar sua participação, o ministro destacou que o desafio ambiental é também uma oportunidade econômica para o país. “O Brasil tem todas as condições de liderar a transição energética global. Podemos ser um grande exportador de combustíveis sustentáveis e referência mundial em logística verde”, afirmou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte

De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.  

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“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

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Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.

Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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