NACIONAL
MME impulsiona agenda sustentável para o setor mineral brasileiro
O Ministério de Minas e Energia (MME) avança com a construção de uma agenda sustentável para o setor mineral brasileiro, com foco no combate às ilegalidades, conservação ambiental e respeito aos povos originários. As ações tiveram destaque, na última semana, durante a 1ª Conferência de Geologia e Mineração do Mercosul (I CGMM), realizada como parte da programação do GeoMine 2025, promovido em Foz do Iguaçu (PR).
Representando o MME, a diretora substituta do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), Julevânia Olegário, participou do painel “Povos Originários e a Mineração: Governança Social e Ambiental, a Experiência Internacional e os Desafios para o Brasil e os demais Países do Mercosul”.
Na ocasião, apresentou o panorama do cenário em relação às limitações da mineração em terras indígenas. “A legislação brasileira prevê claras salvaguardas aos povos indígenas e a participação no evento foi uma oportunidade importante para reafirmar o compromisso do MME com o combate a pesquisa e lavra ilegal em áreas protegidas e o respeito aos povos originários”, explicou a diretora substituta.
Potencial mineral brasileiro
A conferência foi também uma oportunidade para o MME destacar o potencial mineral brasileiro e apresentar as ações em curso para impulsionar a cadeia de valor dos minerais estratégicos. Durante a participação no painel Minerais Críticos, Transição Energética e Sustentabilidade, o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética da SNGM, Gustavo Masili, representou o ministério e falou sobre a política de mineração para energia limpa.
Masili destacou a importância da troca de conhecimentos: “Cooperar com os países do Mercosul em torno dos minerais estratégicos é essencial para assegurar nossa soberania energética e promover uma transição energética justa e inclusiva na região”, afirmou.

O GeoMine 2025 teve o objetivo de reunir a comunidade técnico-científica, empresarial, acadêmica e política dos países do Mercosul, promovendo discussões estratégicas para elaboração de políticas públicas. A programação ocorreu entre 2 e 6 de junho.
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NACIONAL
Luz para Todos avança em territórios indígenas e leva energia limpa a aldeias isoladas do Pará
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, marcou o início de uma nova frente de inclusão energética na Amazônia. Na data simbólica, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu início a mais uma etapa da implementação da 1ª Tranche Especial Indígena do Programa Luz para Todos (LPT), voltada ao atendimento das aldeias Mapuera, em áreas remotas do Pará. A ação representa um avanço estratégico da política de universalização do acesso à energia elétrica em territórios indígenas isolados e busca beneficiar 2.910 unidades consumidoras.
Com investimento avaliado em R$ 129,3 milhões, reforça o compromisso da Pasta em levar energia limpa, dignidade e desenvolvimento social a comunidades onde barreiras geográficas ainda dificultam o acesso a serviços essenciais. O projeto integra a agenda de inclusão energética na Amazônia Legal e fortalece a redução das desigualdades regionais por meio de soluções adaptadas à realidade local.
“A ampliação de acesso à energia elétrica nessas comunidades é uma importante marca na promoção de cidadania, educação, saúde e comunicação, além de criar condições para que o desenvolvimento chegue respeitando a cultura e o modo de vida dos povos indígenas. Essa é uma ação que une justiça social, sustentabilidade e presença efetiva do poder público nas regiões onde ele se faz mais necessário”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Luz para Todos: respeito a tradição e novas oportunidades
A operacionalização será feita por meio da instalação de Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente (SIGFIs), tecnologia destinada a localidades isoladas e de difícil acesso que utilizam exclusivamente o uso de fontes renováveis para geração de energia. A solução garante atendimento contínuo sem necessidade de expansão convencional da rede, sendo adequada para áreas da floresta amazônica onde a logística impõe desafios técnicos consideráveis.
O início das atividades ganhou ainda mais significado com a recepção das equipes técnicas pela liderança das aldeias Mapuera, no Dia dos Povos Indígenas. O encontro simbolizou a convergência entre inovação tecnológica e respeito às especificidades culturais, consolidando uma ação construída para levar infraestrutura básica sem romper com a dinâmica tradicional das comunidades.
Criado em 2003, o Programa Luz para Todos já transformou a realidade de milhares de famílias paraenses. Somente no estado, foram beneficiadas mais de 592 mil famílias desde o início do programa. A intensificação em áreas remotas permitiu o atendimento de mais de 69 mil famílias em localidades antes excluídas do sistema convencional.
Os investimentos acumulados no Pará somam R$ 6,98 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram destinados exclusivamente a soluções para regiões isoladas. Agora, com a execução da 1ª Tranche Especial Indígena, o MME consolida mais um passo na construção de um modelo energético socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e alinhado às necessidades dos povos da Amazônia.

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