NACIONAL
MME apresenta câmaras temáticas e propostas de atividades do FONTE para 2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou, nesta segunda-feira (3/11), as câmaras temáticas do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) e o detalhamento para construção do plano de trabalho de 2026. A base técnica, principais ações e a primeira minuta do Plano Nacional de Transição Energética (Plante), também foram abordadas. As atividades fizeram parte da 1ª reunião do plenário do Fonte.
As câmaras temáticas são convergentes aos eixos do Plante, sendo divididas em três grupos: Segurança e Resiliência do Sistema Energético, Pobreza e Justiça Energética e Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono. A ação tem como objetivo fortalecer o Fonte e o Plante, instâncias que, embora atuem de forma autônoma, mantêm uma relação de complementaridade e retroalimentação, contribuindo para o avanço da Política Nacional de Transição Energética (PNTE). Foram divulgados também os pilares temáticos e processo participativo de proposição, a metodologia de composição das câmaras temáticas e os critérios de escolha dos membros.
O Plano de Trabalho de 2026 tem como objetivo orientar as ações do funcionamento das Câmaras Temáticas, além de estabelecer as bases para a construção dos insumos que subsidiarão a elaboração da Carta de Recomendação a ser enviada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Pòrtanto, é um instrumento operacional que assegura coerência entre as atividades do Fórum e as metas estratégicas da PNTE.
O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, durante o encerramento do Fórum, destacou a importância da reunião. “A participação social é fundamental para que a sociedade contribua de forma efetiva na construção e no aprimoramento das políticas públicas. Ao institucionalizar instrumentos de diálogo, promovemos um processo contínuo de aprendizagem e legitimamos o papel do Fonte no planejamento e nas discussões do setor energético. Este é um primeiro passo importante para fortalecer a governança e consolidar avanços”, afirmou.
Participaram da reunião – além de representantes do MME – setor produtivo, sociedade civil e governo.
Plano Nacional de Transição Energética
Na reunião foi apresentada a primeira minuta do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O plano consolida de forma integrada as ações que estruturam a Política Nacional de Transição Energética e estabelece instrumentos coerentes e coordenados para orientar o desenvolvimento de médio e longo prazo do setor energético brasileiro.
A proposta sistematiza e consolida ações previstas em diferentes planos do Governo do Brasil que endereçam a agenda de transição energética, como o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima e a Nova Indústria Brasil, fortalecendo a articulação entre políticas públicas e criando um instrumento nacional de referência para orientar investimentos, planejamento e decisões estratégicas do Estado brasileiro.
A minuta será disponibilizada em consulta pública, permitindo que toda a sociedade e os agentes do setor participem do processo de construção do plano.
Fórum Nacional de Transição Energética
O Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) é um instrumento consultivo e permanente da Política Nacional de Transição Energética (PNTE), criado para promover um debate amplo e democrático sobre a transição energética no Brasil.
Como espaço de diálogo e participação social, o FONTE busca construir uma transição energética justa e inclusiva, reunindo governo, sociedade civil e setor produtivo. Suas recomendações servirão de base para subsidiar as decisões do CNPE.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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